Black Skull

Oi, Daniel?! Tudo bem contigo? O BlackSkull tinha outro nome, qual era? Por que mudaram o nome da banda?

Fala Kemi! Melhor impossível ! É verdade, o nome da banda mudou, antes se chamava Intoxicated. Mas com a mudança na formação da banda, ele e o Lourenço (batera)e o baixista na época, o André decidiram que um novo nome teria mais a ver com o momento atual da banda.

Quando você entrou pra banda? Como está sendo isso?

Se eu me lembro bem… eu entrei em outubro do ano passado, mas minha memória é como a de um peixinho dourado então não dá pra ter muita certeza! No começo foi um desafio enorme, porque eu sou(era[?], já nem sei mais! hahahaha) na verdade guitarrista, então me adaptar a um novo instrumento, ao mesmo tempo que aprendia várias músicas de uma só vez foi meio complicado. Agora já estou mais tranqüilo, junto com o Fernando e o Lourenço estamos trabalhando na re-divulgação da demo Blackskull, do material Novo que a gente ta lançando, uma coletânea que saiu na Grécia(!!!!) “Curse from the past” (em k7) e em compor músicas novas! Além disso, se tudo der certo a gente lança material novo esse ano ainda!

Qual a formação atual da banda? E quais as influências?

A formação consiste no Fernando como guitarrista e vocalista principal, o Lourenço na bateria e eu no baixo e dividindo as vezes o microfone com o Fernando.
As nossas influências são bem variadas, o Fernando, que é o compositor da grande maioria dos riffs, e se baseia mais nas bandas belgas de speed metal, em bandas brasileiras(vide nosso cover de Satã Clama Metal do Azul Limão) e no bom e velho rock’n’roll, o Lou gosta de bastante coisa no metal, mas pra a banda ele traz muito Running Wild,Slayer, Sepultura e . Eu por outro lado já gosto de coisas mais trabalhadas, eu sou influenciado fortemente por Megadeth, Voivod e Slayer. O que junta todo mundo é o amor ao metal cru e sem frescuras!

As canções do Cd Demo são todas em inglês exceto “Cérebro Metálico”, você acha que pela maioria das músicas serem em inglês dificulta na transmissão da mensagem que a banda quer passar para o público?

Depende do público. Tem muita gente de fora querendo comprar nosso material, e a gente já ta tentando dar um jeito de poder vender pra eles. No caso deles facilita bastante, inglês é um idioma bem mais comum do que o português. Pra galera bazuca que nem a gente, eu concordo que muita gente fica com dificuldade pra entender, mas pra quem quiser é só escrever pra gente ([email protected]) que a gente providencia uma tradução ou uma tradução o que for preciso. A gente sempre vai fazer o possível pra tratar muito bem o pessoal que entra em contato com a gente. Além do que, é grande a chance de saírem mais músicas em português!

Quem compõem as letras? Quais temas vocês gostam mais de abordar na canções?

As nossas letras são compostas por todo mundo, um começa um pedaço, o outro adiciona mais um, eu corrijo o inglês e por ai vai indo….
Os temas são razoavelmente tradicionais dentro do metal, e com uma boa dose de crítica às coisas que julgamos erradas ou incoerentes na sociedade/mundo/vida da qual a gente participa. As nossas letras vão de hinos à diversão de um show de metal, como em Hands on Fire, passando por uma crítica à degradação do meio ambiente em Maximum Damage até Cérebro Metálico que fala do controle da sociedade sobre o nosso comportamento. Então os temas vão sempre ser as coisas que nos incomodam, agradam e no fim, inspiram.

Qual a visão política da banda?

As nossas crenças se encontram no fato de que a gente vê que tem muita coisa errada acontecendo no meio político daqui. O Fernando é bem esquerdista, eu e o Lourenço por outro lado acreditamos que não existe nenhuma fórmula fixa pra consertar tudo.

Além do BlackSkull vocês têm outros projetos paralelos?

Projetos efetivos não. Eu tenho um monte de idéias, e tinha vontade de tocar guitarra numa banda que tivesse um estilo meio que nem Voivod, bem progressivo e com som diferente, mas dentro do thrash. Mas é bem difícil achar os músicos, e levar uma banda pra frente. Nesse caso eu acho que seria quase impossível, a menos que eu resolva dar uma de Joel Grind(Toxic Holocaust) e tente fazer tudo sozinho hahaha.

Teve algum fato marcante para a banda?

Desde que eu entrei tiveram alguns sim, pra começar foi o nosso show ai em GYN (obrigado mais uma vez pela oportunidade Kemi!) que foi a primeira vez que a gente saiu do DF pra tocar, e foi bem marcante porque aconteceu tanto desastre no curso dessa viajem que dava pra fazer um filme de comédia (ou drama, depende do ponto de vista haha!). Teve a viajem pra Paracatu que também teve sua histórias, esses são os dois momentos que se destacam.

Qual show vocês mais gostaram de fazer?

Até hoje, cada show nosso teve pelo menos um acontecimento que tornou esse show especial de algum jeito. Além do que, não acho justo julgar os lugares. Todos foram muito bons de tocar de algum jeito. Em Águas lindas por exemplo as bandas no geral são muito bem recebidas pela galera de lá, em GYN teve o fato de ser a estréia interestadual e um equipamento muito bom e por ai vai…

Como é a interação do público com a banda?

Eu acredito que seja muito boa, a gente sempre faz o possível pra dar atenção pro pessoal, conversar, falar da banda, tomar cerveja. A gente não tem frescura! Durante os shows a gente tem também uma resposta muito positiva da galera. Eu sou obrigado a reconhecer que as vezes eu e o Fernando somos meio difíceis de conversar, mas eu garanto que é timidez! Não tem nada de marra com a gente. Sempre tem alguém que sobe pra gritar “rush to hell” ou Satã Clama Metal no microfone, sempre carregam a mim e ao Fernando no mosh durante as músicas. A gente acha foda demais a gente chegar num lugar e as pessoas conhecerem nosso material e cantar as músicas com a gente. É o que faz tudo valer a pena.

O que você pensa da cena de hoje e do radicalismo que as pessoas levam até hoje com a cena metal?

Eu pessoalmente não gosto de nenhum tipo de radicalismo. Seja político seja religioso ou seja lá o que for. Ninguém tem o direito de se enfiar na vida de outra pessoa e julgar os valores deles. Eu não vejo a lógica em você parar um cara que ta curtindo o role e intimar o sujeito. E daí se ele ta usando tal camiseta e não sabe o nome do baixista? E daí se ele é novo no role?(mais um motivo pra tratar bem o sujeito na minha opinião). Até entendo o som ser importante pra muita gente, e é pra mim, mas ser otário com alguém é um problema diferente.

Obrigada pela entrevista! Saudades de você! E vamos marcar qualquer dia de tomar umas cervejas ai, hahaha. Agora peço que você deixe uma mensagem pra quem está lendo a entrevista no site Cultura em Peso. Abraço, Kemy Senger!

Eu e o BlackSkull que agradecemos! Assim que eu cair pra GYN de novo eu te ligo e a gente vai tomar essa tal breja que eu to devendo! Pra galera do Cultura em Peso, continuem com o site que ta bem legal (to dando uma lida aqui enquanto escrevo…) esse apoio de vocês é muito importante pra o underground como um todo! Pra galera que tá lendo, um abraço e apareçam nos shows! Continuem apoiando as bandas do Underground!!!
E quem quiser entrar em contato com a gente, seja pra trocar uma idéia, comprar uma demo, marcar um show, enfim, sintam-se a vontade, nosso e-mail é: [email protected] e pra quem ainda não conhece o som da banda, da uma conferida no nosso myspace: www.myspace.com/speedblackskull
Abração!!!

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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