Body Art

 

A Body Art (arte do corpo) determina um aspecto da arte contemporânea que toma o corpo o meio de expressão ou como suporte para a realização dos trabalhos, associando-se frequentemente o acontecimento (happening) e a performace. Trata-se de considerar o corpo do artista como suporte para realizar intervenções associadas a violência,a dor e ao esforço físico. O sangue, o suor, a saliva e outros fluídos corpóreos mobilizados nos trabalhos interrompem a materialidade do corpo, que se apresenta como suporte para cenas e gestos que tomam por vez a forma de rituais e sacrifícios. Tatuagens, ferimentos atos repetidos, deformações, escarnificações, travestimentos são feitos ora em locais privados, ora em locais públicos, o que indica o caráter frequentemente teatral da arte do corpo.

As experiências realizadas pela Body Art devem ser compreendidas como uma vertente da arte contemporânea em oposição a um mercado internacionalizado é técnico e relacionado a novos atores sociais. A partir da década de 60 principalmente com a chegada da art pop e do minimalismo,são questionados os enquadramentos sociais e artísticos da arte moderna,tornando-se impossível, desde então pensar a arte apenas com categorias como pinturas,apesar de serem claras dividem a seu modo,tentativa de dirigir a arte as coisas do mundo a natureza,a realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens: dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura, desafiando as classificações habituais e colocam em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição da arte. As relações entre arte e vida cotidiana, o rompimento das barreiras entre arte e não arte e a importância decisiva do espectador como parte integrante do trabalho formam os pontos centrais para parte considerável das vertentes contemporâneas: ambiente arte pública, arte processual e arte conceitual.

A Body Art filia-se a uma subjetividade romântica, que coloca o tom no artista: sua personalidade biográfica e atos criados. Recupera também as experiências pioneiras dos surrealistas e dadaístas de uso do corpo do artista como matéria da obra. Reedita certas práticas utilizadas por sociedades “primitivas” como pinturas corporais, tatuagens e inscrições diversas sobre o corpo.

 

 

Neia Assis

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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