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Entrevista com José Oscar Teixeira Veiga Luz “Casito” por Joanna de Assis

Como e quando foi seu primeiro contato com o Metal?

Bem, tudo começou em 1969, ouvindo os álbuns dos meus primos na barriga da minha mãe. Era Rock puro, desde que nasci. O Heavy Metal veio a mim com Venom, Slayer, Exodus e Mercyful Fate no início dos anos 80. Eu deixava o meu cabelo crescer nesta época baseado no estilo dos hippies. Desde então, nunca pude parar. Viciado.

Como começou a banda WhitchHammer? Conte das diversas fases e integrantes até hoje.

A Witchhammer começou com a fusão de três bandas basicamente, a Witchhammer, a Dartherium e a Bloodier, em 1985. Eu não era o baixista da formação original.Quando saiu a primeira demo-tape, eu já fazia parte da formação e em seguida, gravamos nossas duas primeiras faixas na compilação Warfare Noise 2. A Witchhammer era então, Paulo Caetano (guitarra e voz), Leandro Miranda (guitarra), Teddy (bateria) and eu no baixo e voz em 1987. O mesmo grupo gravou The First and the Last (1988), nosso primeiro trabalho solo. Na sequência, Mirror my Mirror (1990), contou com a presença maravilhosa de Sylvia Klein, grande soprano, conhecida internacionalmente por seu trabalho, dando início a este grande boom de vocalistas líricas nas bandas de Metal. Blood on the Rocks (1993) tinha Arnaldo Jr., baixista formador, retornando como exímio guitarrista, no lugar de Paulo que tinha se mudado para os Estados Unidos. Ode to Death (2007) é o símbolo da resistência e paixão que todos temos pelo Metal. Foi gravado com Paulo na guitarra e voz, Casito no baixo, Teddy na bateria e Rogério Sena na guitarra solo. Hoje, a Witchhammer conta com Alfredo Malagoli arrebentando a bateria. Alongo de nossa trajetória pudemos contra com inúmeros irmãos de alma como: Alexandre Melo e Igor Farah, ambos guitarristas que fizeram parte de nossa história, entre outros.

Qual o seu álbum favorito do Witch e por quê?

Amo todos eles. Cada um tem seu valor e poder. Representam o que éramos naquela etapa de nossas vidas. Gosto do The First and the Last porque é crú e sincere… Mirror, My Mirror , porque é tendencioso e provocativo, com novos elementos dos anos 90. Blood on the Rocks é uma lição de Thrash, adrenalina pura. Ode to Death é a nossa redenção como músicos, nossa liberdade, o teto de nossas casas.

O que nos conta do último álbum e dos planos futuros da banda? Quando e onde foi o melhor show da banda?

Ode to Death é uma mistura de vários estilos do metal. A faixa que une as demais é Death, em todos os seus aspectos, como a morte da arte, morte dos valores, morte dos ideais, morte da amizade e a morte em si. A faixa de abertura é Oija Board, que é aquela tábua com números e letras que usamos para conversar com fantasmas. Nela, simulamos uma conversa com amigos de Belo Horizonte que se foram e alguns famosos do metal internacional que morreram; usando partes de músicas deles como suas vozes as quais respondemos.

O que espera da cena thrash mineira nos próximos anos e o que vê de diferente dos anos 80?

Vejo a cena mineira com bastante pessimismo. Ninguém mais quer cooperar e os supostos headbanguers são falsos. Tudo morrerá cedo por aqui. Nos anos 80 a coisa era real, nascemos dentro disto, éramos o Metal.

Sou muito fã do trabalho de vocês, como é manter a banda viva por tanto tempo? Ainda mantém o caráter libertário e sócio político nas performances e letras da banda?

Bem, sei que você realmente quis dizer isto. Conheço-te bem, não é? Obrigada por toda a sua ajuda em todos estes anos, você é família. Não é fácil continuar na cena metal brasileira, você sabe. As pessoas não se importam, a não ser quando a banda é conhecida internacionalmente. Os brasileiros são muito bestas neste sentido, são fãs apenas de Sepultura e André Matos Sempre fomos ativistas políticos e não podemos escrever sem abordar isso pelo menos em algum aspecto.

Como recebem e percebem os novos fãs?

Tão sempre aparecendo aqui ou ali. Ainda não tem muita consciência da história da cena do Metal em Minas Gerais e no Brasil, mas são muito apaixonados e sinceros. Sempre estivemos muito perto dos nossos fãs e isto não mudou. É extremamente prazeroso ver os novos fãs gostando da nossa musica através das décadas.

Qual a sua banda, álbum, música e letra favorita?

Slayer é foda! Hell Awaits, minha amiga.

Sei que é professor de inglês, afinal nos formamos juntos na Federal, rs… Como é lidar com o trabalho e manter o WitchHammer sempre em ponto de bala para os shows?

Hoje em dia trabalho em casa, o que torna tudo mais fácil. Tenho a minha sala de aula e os meus alunos. Mesmo se não tiver tempo, deixo 6 horas extras para tocar com os meninos. 30 horas me parece bom, não?

Uma frase ou sonho.

O show deve continuar e só tenho que tocar.

E-mail: show.witchhammer@gmail.com
Cel: (55) 31 2526-8683
http://www.myspace.com/witchhammerbrasil

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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