Light Years

 

Perguntas: Cremogema
Respostas: Bebeto

Estou com Bebeto fundador da banda Light Years de Anápolis-Go. Bebeto qual era o ideal quando você formou a banda?

Formei a banda em dezembro de 2001, e venho desde o ínicio dos anos 80.Sempre tive com banda, tive três bandas
nesse tempo. E é tocar mesmo o objetivo que é o underground.

Quais são as influências da banda, mudou alguma ou segue sempre o mesmo estilo?

Desde o ínicio eu sempre fui influenciado pelo metal dos anos 80, e para a banda é um som mais para o lado do hard rock e teve uma evolução em 2005. Foi mais influência por power metal oitentista, e ai começamos a fazer as músicas mais rápidas, até agora estamos evoluindo mas sempre influenciados pelo metal dos anos 80. Exiter, Grave Digger, são as nossas principais influências.

Depois que montaram a banda, vocês lançaram quantos materiais?

5 demos desde o começo, mas agora queremos pegar firme e gravar o primeiro cd, não queremos mais demo. Mesmo
sendo independente, queremos uma qualidade maior e melhor, para galera ouvir e também mostrar o som novo da banda, que agora está mais power metal, perto do thrash, até por influência dos guitarristas, pela levada deles.

Das demos já lançadas quais repercutiram mais?

Concerteza foi a de 2005, quando passamos ao power metal, com a música heaven to kill, que é uma música bastante pedida, inclusive no cd novo vamos regrava-la, com uma roupagem mais pesada pois quando gravamos não ficou a qualidade que nos queríamos. Pois ela é um clássico da banda, todo show o pessoal pedi esta música.

O morro (da Capuava) ficou muito tempo sem ter show, é uma casa para vocês voltarem a tocar aqui?

Com certeza, sempre defendi ter show aqui no morro. Aqui teve o primeiro show em 1988, todo mundo lembra daqui quando é show em Anápolis, o pessoal de Goiânia, estava em massa na época, inclusive estava a banda Buzz de Brasília. E aqui ficou um lugar clássico, e tomará que nunca acabe, foi bom voltar, pois é o melhor lugar de Anápolis para fazer show.

Como era a cena do metal na década de 80 quando você começou a curtir som?

Igual a toda cidade pequena, encontrava um ou outro na rua ,não era como hoje pois todo mundo está ouvindo som. Rapaziada nova, antigamente era mais difícil, você usava cabelo comprido, tatuagem era muito discriminado, é mais normal hoje. Mas nunca vai voltar a ser a igual a década de 80, dos amigos poucos das antigas que sobreviveram, muitos debandaram para outras vertentes da música ou largaram de vez, não há nada melhor que os anos 80. Em Anápolis quem não conheceu os anos 80 é bom conhecer, conversar com as pessoas mais velhas, ouvir o som de época, as bandas antigas, pois eram muito boas, inclusive eu comecei com punk rock, formei uma banda de punk em 1986, tem uma demo até hoje, mas nunca divulguei, e sempre estive do lado do punk e metal.

Está demo que você não lançou, por que não pensa em lança-lá como histórico do apanhado em que na década de 80 Anápolis estava nascendo no movimento?

A cara eu sempre pensei nisso. Até pensei em voltar com a banda, mas não dá porque para volta-lá tem que ser com os integrantes originais, e é difícil cada um debandou para um lado e só eu permaneci, e para ficar só eu não vale a pena. Somente se for voltar a banda original mesmo.

Dos companheiros que você tinha na década de 80, quais sobreviveram no metal até hoje?

São poucos…poucos mesmo, daquela época muito pouco mesmo. As vezes tinham ocasiões que saem 15 a 20 pessoas para tomar uma cerveja. Curtir um som, aliás naquele tempo nem era cerveja, tomava era cachaça mesmo, não é igual hoje que você senta no botequinho, a gente ficava era na rua tomando e curtindo um som. Era mais legal trocar as fitas hoje os moleque não sabe o que é uma fita k7 para ouvir, eu tenho até hoje e é bom de mais minhas fitas. Hoje se for analisar
três pessoas antigas já está em bom número.

E como era a repressão policial na época de vocês, é a mesma de hoje ou mudou muito?

Hoje mudou muito, por causa das drogas. Hoje mesmo estava vendo no canal de Anápolis, um cara muito idiota conversando com um delegado sobre este assunto, sobre shows de rock que rola muita droga, nada a ver falar isso, generalizar que os shows de rock tem drogas. Aquele tempo teve é claro, toda época teve mas não era tanto assim. Igual hoje em dia, o cara está no meio do rock por causa das drogas, não por causa do rock, suja a nossa a imagem que está lutando para ser verdadeiro, e eles tentam ser uma coisa que nunca vão conseguir, e assim envolvem no rock por causa de droga por que é mais fácil, e vai nos shows, mistura com a galera e fica mais fácil de conseguir, e antigamente era mais real, mais do coração, íamos por que gostávamos mesmo, dava 30…50 pessoas, mas era quem gostava mesmo.

Falta informação a imprensa por isso as notícias saem generalizadas ou é por que eles(imprensa) querem realmente atrapalhar o crescimento da cena?

Sempre teve isso, desde de a época do rock in rio, a igreja atrapalhava, eu penso assim que as drogas influenciam no tratamento a discriminação também do roqueiro,do head banger,por que é vinculado na televisão também, novelas, igual tem no hip hop a violência, eles aumentam, não é assim. Pois quem vai no show de rock para cutir o som mesmo não tem violência, não tem drogas, é claro que muitos usam, mas não se pode generalizar que é só os roqueiros que usam. Por exemplo estam comentando muito de rave por causa de mortes que estam acontecendo, e eu acho que heavy metal é cassado mesmo e sempre será, mas só os verdadeiros vão sobreviver.

Qual a formação atual da Light Years?

Bebeto(Light Years): Leandro na bateria, Júnior no baixo, Bebeto nos vocais, Marilan na guitarra, e o Reinaldo. A banda desde o ínicio sempre teve muitas mudanças de formação, até não entendia como que mudava tanto assim, é uma formação por ano, as vezes duas e até três em um ano, espero que fique assim e estabeleça essa formação por que está legal deste jeito.

Contatos da banda?

www.anapolismetalzine.com.br que você pode mandar email,pedir material. www.myspace.com/lightyears tem informações completas da banda. E estamos com uma coletânea que gravamos agora, uma música que saiu no nordeste e daqui uns tempos o material já estará pronto para poder vender pro pessoal, coletânea que tem bandas do Brasil inteiro. E também conversar com a gente.

Quais as expectativas do show de hoje?

A expectativa é boa, parece que vamos começar o ano bem, vai ter um diferencial bom de bandas que e legal. Banda internacional que é importante, tomará que continue assim com uma seqüência boa de shows. Está todo mundo presente e isso é bom.

Qual a mensagem da Light Years para um 2008 melhor?

Todo mundo viver em paz e ser próprio, ser verdadeiro corre atrás do sonho igual nós estamos correndo. E esse ano temos que pensar positivo, e vamos fazer alguma coisa legal, pois são muitos anos correndo atrás,fazendo algo sério e tem que ter uma resposta. Naturalmente tem que ter uma resposta, pois estamos fazendo um trabalho firme mesmo, um trabalho profissional mesmo, querendo sobressair nesta cena pois Anápolis é muito complicado, é longe do mercado, e temos que pensar positivo e sempre progredir, mesmo com falta de dinheiro lutar sempre.

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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