POP ART

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Minimalismo (Arte Elementar)

Neia Assis

Em Nova York, no final dos anos 1950 e no início dos anos 1960, a tendência das Artes Visuais foi o minimalismo, que alcançou o principal centro artístico com o expressionismo abstrato de Jackson Pollock (1912-1956) e Willem de Kooning (1904-1997). A excitação cultural dos anos 1960 nos Estados Unidos pode ser apreciada pelos diversos movimentos de contracultura e pela convivência de expressões artísticas diferentes da Arte Pop, celebrizada por Andy Warhol (1928-1987), as performances do fluxus, cada qual exercitando um temperamento critica particular. O minimalismo aparece nesse cenário com um vocábulo próprio, na contramão da exuberância romântica do expressionismo abstrato. Relativo à arte abstrata norte americana que remonta a Ad Reinhardt (1913-1967), a minimal art enfatiza formas elementares, em geral de corte geométrico, que recusam acertos ilusionistas e metafóricos.

O objeto de arte, preferencialmente localizado no terreno incerto entre pintura e escultura, não esconde conteúdos reais ou outros sentidos. Sua verdade está na realidade física com que se expõe aos olhos do observador, cujo ponto de vista é fundamental para a expressão da obra, tirando os efeitos decorativos ou expressivos. Com essa idéia, os trabalhos de arte, são simplesmente objetos matérias e não veículos portadores de idéias ou emoções.

Um vocabulário construídos de idéias como despojamento, simplicidade e neutralidade, manejando com o auxilio de materiais industriais: vidro, aço, acrílico, etc. A noção é efetivamente incorporada as Artes Visuais em 1966, quando R.Wollheim se refere à produção artística dos anos 1960 como concebida com base em “conteúdos mínimos”, sem discriminar linhas e tendências, o que é feito pela crítica posterior, que permite localizar curvaturas distintas no interior do minimalismo.

O suprematismo de Kazimir Malevich (1878-1935), o construtivismo abstrato e o de Piet Mondrin (1874-1944), são atualizados, sobretudo por Donald Judd (1928), em trabalhos abstratos de cunho geométrico, que dialogam de perto com a estética industrial, na forma e matérias empregadas. Nos volumes abertos de Judd no início dos anos 1960, o artista revela estruturas e matérias. Em meados da década, nas formas seriadas e modulares, em que coloca uma coisa atrás da outra, uma formulação de Judd que se torna célebre, explora padrões e regularidade, matematicamente calculadas. As lâminas de aço de Smith operam, ora co o sentido de totalidade e integridade, como por exemplo, na peça de aço intitulada Die, 1962, ora com módulos e recortes geométricos, como em Amaryllis, 1965.

O trabalho de arte, nessa perspectiva é definido como o resultado de relações entre espaço, tempo, luz e campo de visão do observador. Os trabalhos de Flavim, suas “propostas” como ele as define, interpelam o espaço de modo mais radical: a luz é difundida no espaço circundante, comando, contando-o. Nesse sentido, o espaço está diretamente implicando no trabalho, é mais do que pano de fundo. Os tubos fluorescentes, que ele combina tamanhos, formatos, cores e intensidade de luz, criam uma ambiência arquitetônica particular, que ele denomina “decoração dramática”.

No Brasil, obras de Donald Judd e Frank Stella, estiveram presentes na oitava Bienal Internacional de São Paulo 1965, e também produções nacionais como Carlos Fajardo (1941) e Ana Maria Tavares (1958) ambos distantes de um minimalismo mais canônico.

 

 

Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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