Entrevista com RAVELAND

 

 

1. Como foi escolhido o nome do CD “…and a crow brings me back”?
Camilla Raven – Eu tive essa ideia, pois é uma maneira de expressar o retorno da RavenLand depois de um hiato de 3 anos.

2. Como funcionou a participação de Ricardo Confessori (Shaman e ex-Angra), que além de produzir participou como baterista do disco?
Camilla Raven – Ele ficou interessado em nos produzir, depois, quando iniciamos a pré-produção do álbum, o nosso ex-baterista descobriu que estava com um problema no joelho e que não poderia mais tocar. Então o Confessori quis gravar para podermos escolher com mais calma o novo integrante.

3. E a participação de guitarrista norueguês Tommy Lindal, ex-Theatre of Tragedy, como se deu?
Camilla Raven – Ele nos foi apresentado através de um amigo e surgiu uma amizade. Tive a ideia de convidá-lo para participar depois de ter ouvido elogios da parte dele sobre a nossa música. E se tornou uma grande parceria de amizade. Ele colocou o toque de TOT antigo em duas músicas e foi uma honra para nós.

4- Conte um pouco sobre o clipe “End of Light”, que esta inclusive, rolando na MTV Brasil. De onde surgiu a ideia de gravar num castelo, de quem foi a idéia do clipe?
Camilla Raven – Dewindson sempre que passava por esse local, falava que ainda iriamos gravar um clipe ali e foi dito e feito. (risos) Fizemos uma parceria com a ONG que funciona no lugar para apoiar o projeto e eles cederam o lugar para gravarmos o clipe. Combinava perfeitamente com a End of Light, até pela história que o castelinho guarda. Uma história de amor e morte, com um crime até hoje não desvendado. O roteiro foi do nosso amigo e produtor do clipe Luiz Amorim.

5- Como tem sido a recepção de “…and a crow brings me back” pelos fãs?
Camilla Raven – Acredito que foi tudo muito positivo. A vendagem foi boa, a resposta dos fãs também. E acredito que vão gostar ainda mais do nosso novo álbum que estamos planejando lançar no inicio do ano que vem. Com o “…and a crow…” tivemos muitas conquistas e estamos colhendo frutos agora, principalmente no exterior.

6- Quando e como começou a banda? De onde surgiu o nome da banda?
Camilla Raven – O nome foi ideia do Dewindson, sempre foi fã de Poe, que escreveu o poema O Corvo, o filme O Corvo com Brandon Lee e Lake of Tears que tem uma música chamada RavenLand. A banda teve inicio em 96/97 a partir das ideias de Dewindson que procurou pessoas que partilhavam os mesmos ideais.

7- Qual a maior inspiração da Ravenland na hora de compor as musicas?
Camilla Raven – Nós mesmos. É uma junção de tudo que acompanhamos até agora, livros, músicas, vida pessoal, fantasia, etc. É a nossa essência musicada.

8- Vocês, como muitas bandas, já passaram por dificuldades, conte quando foi e qual foi uma das piores situações que a banda já passou.
Camilla Raven – Teve algumas. (risos) Mas o que mais marcou foi um show agendado em Paranapiacaba que quando chegamos lá, depois de muita névoa, encontramos o lugar e não havia evento nenhum. Infelizmente, ainda estávamos no inicio de carreira em São Paulo e não fizemos contrato. Ficamos sem show, sem cachê e ainda tivemos de pagar o serviço da van que nos levou.

9- Qual o momento mais importante para a banda?
Camilla Raven – Acredito que foi quando estávamos com o nosso álbum “…and a crow brings me back” em mãos. Fruto de trabalho e esforço. Apesar que posso citar vários momentos especiais, que também foram importantes como assistir o nosso clipe na MTV, tocar com bandas e artistas como Theatre of Tragedy, Anneke van Giersbergen, Danny Cavanagh, entre outros.

10- Qual o melhor show que a Ravenland já fez, e porque?
Camilla Raven – Na minha opinião, foi o show que fizemos com o Theatre of Tragedy. Foi um grande momento para nós, uma grande energia. Montamos o palco com a nossa identidade, toda a arte do nosso álbum estava lá espalhada pelo palco entre pano de fundo e laterais. O público reagiu ao show com muita energia e uma boa resposta. Foi inesquecível. Além de ver os integrantes do TOT curtindo o show ao lado do palco, nos elogiaram e disseram que já viam a RavenLand em revistas na europa.

11- Na visão de vocês, como esta atualmente a cena independente no Brasil?
Camilla Raven – A cena independente precisa de mais apoio, mas a mídia especializada tenta manter a chama acesa como pode. O maior problema é o acesso a midia aberta mesmo, mas acredito que seja uma questão cultural, infelizmente.

12- O que você está cansada de ver na cena do Metal hoje em dia?
Camilla Raven – Hum. Talvez a maior valorização de bandas estrangeiras. A RavenLand teve uma boa resposta no Brasil, mas não só para a gente e sim para todos, o nosso metal nacional poderia ser mais valorizado pelo público.

13- Quais os projetos para o futuro?
Camilla Raven – Estamos trabalhando o novo álbum, está tudo bem avançado, mas a previsão de lançamento é para Fevereiro/2011. Estamos trabalhando com calma, escrevendo as partituras, trabalhando arranjos, backings, etc. Aprendemos muito com a gravação do “…and a crow brings me back” o que facilita muito agora. Fora isso, continuamos planejando a tour europeia, agora para o próximo ano, para já irmos com o novo material, as datas já estão sendo fechadas.

14- O que vocês diriam para as bandas que estão começando agora?
Camilla Raven – Simplesmente para acreditar na própria música e trabalhar duro. Ninguém disse que é fácil.

15- Uma mensagem para os fãs.

Camilla Raven – Eu só quero agradecer a todos que nos acompanham, agradecer todo o carinho, as mensagens que nos enviam. E dizer que quero vê-los todos nos shows.

 

http://www.ravenland.net/

http://www.myspace.com/ravenland

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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