Entrevista com Ressonância Mórfica

 

Perguntas: Cremogema
Respostas: Marcos Campos

Um dos nomes mais fortes do cenário goiano, como foi construir isto?

Marcos Campos: Muita dedicação e loucuras concentradas.

Respeitada tanto no movimento metal como na ala hardcore, é fácil representar os dois movimentos de maior força do cenário underground?

Sempre fizemos muitas amizades no meio metal e hc. Amizade e respeito é o que vale.

Como foi recebido o convite para tocar com o Napaml Death em Brasília?

Na hora foi emocionante, depois muito frustrante pelo fato do Napalm Death não tocar, acabou que tocamos no Ferrock mais polêmico da história.

Quantos anos de luta já se perduram a labuta do Ressonância?

Em Novembro completaremos 11 anos de banda.

Quais formações já contribuirão com a banda?

A formação inicial em 97 tinha o Max Cordeiro na bateria e o Márcio Freire no baixo. Após a saída deles, entrou o Léo e o Magrão, bateria e baixo respectivamente. Magrão saiu e entrou o Bruno Lobo no baixo, estamos com essa formação até hoje.

A banda gostou de tocar em Uberlândia?

Apesar do equipamento não ajudar muito e a maior parte da galera ter ido embora rs, deixamos nosso recado. Vale lembrar a hospitalidade, esperamos que no próximo ensejo seja melhor, estaremos à disposição.

2008 sai o novo cd?

M.C.: Estamos apostando nisso, assim que terminarmos as músicas novas entraremos em estúdio pra realizar a gravação.

Por que “Ressonância Mórfica “?

Na época no começo de 97 a banda não tinha nome ainda, teve um carteiro que errou de endereço e mandou uma revista de assuntos científicos pra minha casa. Quando dei uma vistoriada na mesma, vi um assunto que me chamou a atenção: Ressonância Mórfica teoria do biólogo inglês Rubert Sheldrake, logo de cara imaginei que seria o nome da banda, consultei a galera e todos aceitaram.

As letras da banda falam de sangue, carnificina, isso vem de já ser um tema já abordado no grindcore mesmo?

O grind, splatter, gore são assuntos extremamente incisivos, gostamos disso, entre outras coisas mais.

Bate e volta:

4 bandas gringas: Black Sabbath, Entombed, Napalm Death, Terrorizer,
4 bandas nacionais: Sarcófaco, Mutilator, Facada, Vulcano.
1 livro: Eu e Outras Poesias – Augusto dos Anjos
1 cd: Scum – Napalm Death

Uma frase: “A vida sem música não teria sentido”

Nos tempos livres: Eu (Marcos) trabalho com vendas, o Luiz e Bruno são designers, o Léo trabalha com logística.

A presença de soda no leite se tornou um escândalo no país, mais um vexame movido pela ganância que praticaram tal horror deveriam ser fechadas?

É mais fácil abrirem outras empresas, aliado a isso temos os meios de comunicação fazendo sensacionalismo pra ganhar audiência, tudo é um esquema bem feito, enquanto isso na sala da “Morosa Justiça”, o povo vai rindo da sua própria ruína.

Contatos da banda para shows, ouvir o som,resenhas, merchadise?

www.myspace.com/ressonanciamorfica – nesse site temos 3 músicas gravadas ao vivo que irão sair no novo trabalho. No momento temos apenas o cd Agregados… pra venda, mas logo teremos mais material disponível.

Há anos se pode ouvir pedidos de mudança para as faculdades públicas, países como a Argentina já tem o curso superior livre (sem vestibular) para ingressar na faculdade. O Brasil chegará um dia a isso?

Acredito que não porque as faculdades particulares faturam milhões em cima disso, e isso agrada a “Pocilga do Sistema”, ou seja, se há podridão é porque é um grande negócio.

Melhor show da carreira?

É complicado dizer, mas teve um que tocamos com o Vulcano que foi insano, o verdadeiro caos. O do Brutal Fest 2007 foi fudido também, nesse a galera invadiu o palco e teve gente que se pendurou no teto rs, foi foda.

A banda já se tornou uma família?

Essa formação é a que mais tem durado desde 2001, temos problemas como todo mundo tem, mas é necessário respeitar as individualidades, senão a casa cai.

Cremogema:
A maior influência de vocês vem do Death Metal?

Grind, Death, Thrash, Punk, Splatter, Gore, um pouco de tudo.

Nos shows do Ressonância nunca falta uma boa roda de hc, Anápolis tem umas das mais fortes de Goiás, o público fica insano nesta hora. Alguém já se machucou em uma roda de vocês?

A cena de Anápolis é insana mesmo, a galera lá se mata e se abraça depois rs, muito louco isso, eu mesmo levei um empurrão e me esbaldei na bateria uma vez, mas isso foi um pequeno detalhe porque a diversão com os amigos foi o que falou mais alto.

Fica a cargo da banda toda, ou só de alguém para compor e musicar? Vocês trabalham com compositores extra banda?

Geralmente eu e o Luiz compomos as músicas, depois trabalhamos com o restante do grupo, sempre aceitando as idéias deles.

Você também trabalha com organização de eventos, é difícil lidar com banda, família, e ainda organizar eventos?

Sempre difícil, temos humildes parceiros que nos apóiam, mas a maior parte é do “Bolso Records” mesmo.

Em Goiânia no show do Mukeka de Rato que vocês abriram,eu estava lá, e vi uma confusão na porta entre punk’s e metaleiros, pois um lado dizia que vocês eram hardcore e o outro metal.O que pensam sobre isto?

Respeitamos a opinião de todos, mas como afirmei antes, gostamos das duas vertentes, sem separatismo.

Deixe a mensagem da banda para o público de vocês e toda a galera tanto do metal,como do hc/punk!

Obrigado a todos que sempre nos apoiaram, o lance é prestigiar as bandas locais mesmo, pois o Underground é um turbilhão de manifestações. Forte abraço.

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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