Soprones

Entrevista realizada em 23/10/2009
Feita por Laurencce Martins
Com Andrey e Clayton (Soprones)

Fala galera. Aqui é Laurencce Martins do “Cultura em Peso” cobrindo o Jambolada 2009, e hoje vamos falar com Clayton (Voz) e Andrey Meoli (Guitarra), ambos da banda Soprones, formada em 2007 e oriunda de Montes Claros-MG.

Antes do Show:

Laurencce: É a primeira vez que a Soprones toca em Uberlândia?

Andrey: Isso, primeira vez em Uberlândia

Laurencce: E qual é a expectativa pro show de logo mais?

Clayton: A expectativa está sendo a melhor de todas. Pra gente é um prazer imenso tocar no maior festival de música independente do estado, pra gente é uma honra. Vamos subir no palco e fazer o melhor que a gente puder.

Laurencce: A banda é relativamente nova, vocês já lançaram algum material?

Andrey: A banda é nova sim, estamos correndo atrás. A banda lançou um EP, com seis músicas, e a gente acrescentou uma faixa bônus (Meio de Viver) e em breve vamos lançar um video-clip e todas essas coisas…

Laurencce: E como está a divulgação do material?

Andrey: A gente tá trabalhando desde o final de 2008, estamos com esse EP. Já tocamos em Salvador, em algumas cidades de Goiás, e a gente tem rodado bastante no interior de minas e felizmente estamos conseguindo mostrar o nosso trabalho. Estamos querendo tocar mais ainda e a gente considera uma grande oportunidade tocar no Jambolada e mostrar o nosso som aqui em Uberlândia.

Laurencce: Como é a cena do norte de Minas Gerais?

Clayton: A cena lá é muito foda. Pra esse estilo que a gente toca de rock mais pesado, é do caralho… A galera comparece mesmo! Lá tem bastante bandas boas, não só de rock. A cena está bem grande. A galera está fazendo música própria e isso é bem legal.

Andrey: A cena independente lá além de quantitativa é qualitativa. Tem uma pancada de banda correndo atrás de forma independente, mas mostrando seu trabalho e mostrando seu valor.

Laurencce: Quais são as influências da Soprones?

Andrey: Diversas. Rock n’ Roll, Rock pesado, Rock clássico…

Clayton: A gente escuta de tudo. Eu mesmo comecei tocando Thrash. Eu tenho uma banda de Thrash, o restante da banda já toca mais HardCore, então é uma mistura. O legal da banda é isso, essa mistura que faz com que as músicas saiam com a nossa cara.

Depois do Show…

Laurencce: Como foi tocar no Jambolada 2009?

Clayton: Do caralho, cara, do caralho. Estrutura do caralho, a galera também. Foi muito bom.

Laurencce: Vocês pretendem voltar à Uberlândia?

Clayton: Se Deus quiser, é só chamar que nós estamos aí.

Laurencce: O que você recomenda para as bandas que estão começando agora e que ainda estão na garagem?

Clayton: Estudar pra caralho, cara. Quem começa a tocar rock acha que não precisa estudar muito, mas precisamos sim… Estudar muito, ralar muito e acreditar. Tem que acreditar no que faz e que vai acontecer mesmo e levar pra frente.

Laurencce: Deixa uma mensagem pro pessoal do “Cultura em Peso” e para o pessoal que curte a Soprones.

Clayton: AÍ GALERA, AQUI É O CLAYTON, VOCALISTA DA SOPRONES, VIDA LONGA AO HEAVY-METAL, ESSA PORRA NUNCA VAI MORRER NÃO, CARA. SOMOS APAIXONADOS PELO METAL! VALEEEEEEEU!

http://www.soprones.com/

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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