Stormbane

 

 

Perguntas: Cremogema
Respostas: Victor

1- De onde surgiu o nome Stormbane?

Nós sempre gostamos da palavra “Storm”, e ao mesmo tempo não queríamos que o nome tivesse exatamente um significado. Então optamos pelo “Bane” e aí ficou a junção de duas palavras … Mas olhando pelo lado saxônico da palavra, até teria um significado.. “Tempestade de veneno”.

2- O veneno em questão estaria nas musicas da banda de que forma?

O veneno se encaixaria nas letras.
Não gostamos de injustiça …e nossas letras de certa forma dão uma espetada na sociedade, pra ver se pelo menos alguém acorda ou se toca. Mas muitas letras nossas também falam de experiências pessoais.

3- O que falta nas pessoas para um mundo mais justo?

Amizade, honestidade e reconhecimento.

4- Between The Lines o ep da banda, como foi produzido?

O “Ep Betwen The Lines” foi produzido de forma totalmente independente, através de muito esforço nosso..e foi todo gravado e produzido por mim, em nosso home Studio, apenas a mixagem e masterização foram feitas fora.
Nós começamos a compor as músicas em 2007.

5- A banda então já possui estrutura própria para ensaios? Você considera este fator muito importante?

Sim. Nós achamos fundamental, foi um fator determinante para a realização de tudo o que fizemos até agora.

6- O que você espera do público em relação as mensagens passadas pela banda?

Eu espero que o público se identifique, por que os problemas humanos são muito parecidos. Quem nunca foi injustiçado, rejeitado, desrespeitado…?

7- Porque você mudou de instrumento?

Porque não encontrávamos ninguém com o timbre que desejávamos..
Comecei fazendo as linhas de voz, apenas para adiantar as letras e a composição..e com o tempo meu vocal foi mudando. Acabamos gostando do resultado. O problema depois foi arranjar o baterista..hehe!
Mas finalmente está tudo certo agora!

8- Quando surgiu a oportunidade de encaixar o Leonardo Costa, e o que ele representa na banda hoje?

O Leonardo entrou depois que nosso baixista, na época, se mudou para outro estado. Hoje em dia ele é fundamental na banda, porque além dele tocar o baixo rs..ele é um cara que corre atrás legal!

9- A parceria com sua irmã (Marcelle) já vem a quanto tempo na música?

Desde sempre. Ela entrou no mundo da música, tocando violão, antes de mim..
Tocávamos juntos antes mesmo de começarmos a pensar em montar um banda… na época eu tocava bateria como você já sabe.. Só na batera eu fiquei 9 anos…então pode-se dizer que já faz muito tempo … Tempo o suficiente para desenvolver uma intimidade musical entre nós.

10- Bate e volta:

4 bandas nacionais: Dorsal Atlântica, Sepultura, Ratos de Porão, Confronto
4 bandas internacionais: Pantera, Hatebreed, Crowbar, Dark Tranquillity
1 livro: O Dia D: 6 de Junho de 1944 – Stephen E. Ambrose
1 cd: Pantera – Vulgar Display Of Power
Nos tempos livres: Nos tempos livres eu costumo desenhar ou ler
Uma frase: “É impossível agradar à todos o tempo todo”

11- Qual a diferença da Stormbane de 2006 para 2008?

Tudo! Muita coisa mudou, porque os integrantes mudaram.. O vocalista antigo possuía uma voz bem mais aberta..
E as composições eram bem mais melódicas.. Havia várias dobras de guitarra..essas coisas..
Depois que eu fui pro vocal, e assumi as composições com a minha irmã..a Stormbane ficou como está hoje…

12- Como você considera o cenário para bandas que misturam hardcore ao metal atualmente?

Eu particularmente gosto desse tipo de som.. E acho que é uma tendência nesse momento..
A cada dia que passa o público também aumenta. Há uma receptividade maior…
Mas o perigo dessas tendências, é que surge muita coisa igual, Aí cai de novo na mesmice, dando margem ao pessoal que não gosta a meter o pau… o lance é fazer o seu som..mas tentar sempre inovar… mesmo que isso pareça impossível..

13- Você pode dar alguma exemplo desta mesmice que você cita ?

Sim..quando me refiro de mesmice..eu falo de um estilo por muito tempo..
Por exemplo quando “surgiu” o new metal, que já nem é mais tão “new” metal assim, surgiram também milhares de bandas se copiando.. ao invés de tentarem criar mesmo dentro do new metal..algo novo..
á nossa proposta é fazer um som que mistura um pouco de algo antigo, que é uma influência vinda de stoner metal..com
algo novo…bem quebrado…direto e com poucos solos.. De certa forma estamos tentando inovar..

14 – Você considera o new metal um estilo falido então?

Não..de forma alguma.. Se não o thrash seria mais falido também..rs Por ser bem mais velho..
Me refiro mais o Boom que foi mesmo..

15 – O que pode falar do cenário carioca para o underground atualmente?

Acho que o cenário carioca possui várias bandas legais..
Bandas que estão começando ou não.. Mas precisa de uma estrutura melhor…mais eventos.. lugares mais adequados para as bandas se apresentarem… acho que qualquer pessoa que tem banda aqui no Rio se queixa disso…

16 – essa falta de estrutura sempre teve, ou foi um espaço perdido pelo underground no Rio?

Olha, não posso falar de épocas que não vivi..
Mas acho que perdemos alguns lugares bacanas..como o Ballroom, que foi fechado e o Imperator…que foi uma casa de show passou Slayer com o Suicidal Tendencies…Pantera….Angra e Sepultura com as formações antigas..Manowar..e por aí vai..

17 – 2009 já esta próximo , o que pode se esperar da stormbane para o próximo ano?

Muitas novidades! Ano que vem terá o lançamento do nosso CD “Risking All” com 11 faixas..
E muitos shows! Claro..sempre dependendo do apoio e aceitação do público! O resto eu já não posso prever! RS

18- contatos para venda de material( quais são), e shows ?

Para compra de material e contato para shows nosso e-mail:
[email protected], nossa comunidade no Orkut ou telefone para contato 021- 8704-1980

19- Mensagem da banda?

esperamos que as bandas se apóiem mais.. Para que o nome do Brasil continue forte no meio do metal internacional!
E mais do que nunca, nós precisamos disso. Sem apoio e cooperação nada irá melhorar

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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