Malvinas ou Falklands – parte 2

 

 

A HISTÓRIA DA ILHA

1502: Ano em que as ilhas teriam sido avistadas pela primeira vez pelo navegador Américo Vespúcio.

1507: As ilhas são incluídas nos mapas da América do Sul da época, embora sua localização varie de mapa para mapa.

1690: O navegador britânico John Strong desembarca nas ilhas. Ele batiza o estreito entre as duas principais ilhas de Falklands, o sobrenome do então tesoureiro da força naval inglesa.


Século 17: Navegadores espanhóis e franceses passam pelas ilhas, em um período de intensa rivalidade comercial.

1713: O tratado de Utrecht confirma formalmente o controle espanhol sobre seus tradicionais territórios na América, entre eles as ilhas. Isso não inibe as ambições britânicas e francesas. A ilha era vista como um ponto estratégico para batalhas no Atlântico Sul.

1764: A França, por intermédio de Antoine de Bougainville, estabelece o primeiro assentamento no local, na ilha leste, ao norte da atual capital, Porto Stanley. Ele nomeia as ilhas Isles Malouines, de onde deriva o nome espanhol Malvinas.

1765: O comodoro John Byron monta um assentamento britânico na ilha oeste.

1767: A França, então aliada da Espanha, cede sua colônia nas ilhas para o Império Espanhol, sob os termos do tratado de Utrecht.

1770: Força naval espanhola parte de Buenos Aires e expulsa os colonizadores britânicos da ilha oeste.

1771: Com o objetivo de evitar uma guerra entre dois impérios por causa de um grupo de ilhas no Atlântico Sul, espanhóis e britânicos concordam em dividir a colonização do lugar. Mas a disputa política pela soberania sobre o território continua entre os dois reinos.

1773: Por causa de problemas com suas outras colônias, os britânicos abandonam seu assentamento nas ilhas mas continuam reivindicando soberania. Somente a comunidade espanhola permanece.

1790: Grã-Bretanha e Espanha assinam a Convenção do Estreito de Nootka, pela qual os britânicos renunciam às suas ambições coloniais na América do Sul.

1810: Na Argentina, Buenos Aires inicia o processo de independência, e a autoridade colonial espanhola decide remover seu assentamento das ilhas.

1820: A Argentina, que havia declarado sua independência em relação à Espanha em 1816, envia às ilhas uma fragata para reclamar sua soberania sobre as ilhas. As tentativas de impor autoridade marítima na região falharam nos primeiros anos da década.

1826: Louis Vernet, francês a serviço do novo governo argentino, estabelece um assentamento nas ilhas.

1829: Nomeado governador das ilhas pela Argentina, Vernet proíbe os barcos de caça de baleias e leões-marinhos na região e ameaça processar os responsáveis em Buenos Aires.

1831: Em agosto, três barcos americanos desrespeitam o decreto de Vernet e são apreendidos. Os capitães são presos e levados a Buenos Aires. Quatro meses depois, os Estados Unidos retaliam, atacando as ilhas. Os americanos saqueam o assentamento, destroem fortes, prendem líderes do assentamento e os removem para a Argentina.

1832: Buenos Aires protesta contra as ações americanas, classificando-as de “pirataria”. Um mês depois, a província argentina envia o capitão Josá Maria Pinedo para retomar o controle do assentamento.

2 de janeiro de 1833: Dois navios de guerra britânicos chegam às ilhas sob o comando do capitão James Onslow. Ele anuncia que chegou para conquistar as ilhas e dá a Pinedo um prazo de 24 horas para a rendição.

3 de janeiro de 1833: Sem fortes ou munição, Pinedo se rende, sob protestos.

6 de janeiro de 1833: Pinedo e seus soldados embarcam para Buenos Aires. Muitos dos assentados se refugiam e resistem nas montanhas. Eles acabam sendo expulsos pelos britânicos.

15 de janeiro de 1833: Buenos Aires protesta contra a ação britânica e reivindica a devolução das ilhas. Os protestos se renovam mais tarde, mas são rejeitados pela Grã-Bretanha.

1834: Henry Smith, o primeiro governador britânico das ilhas, chega a Porto Louis, capital argentina que fica na ilha leste.

1840: Os primeiros membros do assentamento britânicos chegam às ilhas.

1841: Britânicos constroem base naval nas ilhas, e a economia do local se volta para a produção de lã.

1842: A capital é deslocada de Porto Louis para onde fica hoje Porto Stanley.

1843: No dia 23 de junho, a rainha Vitória incorpora as ilhas aos domínios da Coroa britânica.

1852: A Falklands Islands Company (FIC), organizada por um grupo de investidores britânicos, recebe permissão da rainha Vitória para desenvolver a economia das ilhas.

1960: A ONU (Organização das Nações Unidas) pede o fim do colonialismo em sua resolução 1514. A Grã-Bretanha inclui as Malvinas na lista de colônias que poderiam ganhar independência. A Argentina protesta.

1965: A resolução 2065 da ONU determina que argentinos e britânicos devem negociar a soberania das ilhas. Os dois países iniciam negociações secretas.

1968: Os dois países acordam condições diplomáticas para a transferência da soberania, que preservaria os “interesses”, mas não levaria em conta os “desejos” dos habitantes das ilhas. Surge o Falkland Islands Pressure Group, grupo de lobby formado pelos donos de terras nas ilhas que é contra a transferência. A organização ganha a simpatia de parlamentares e de meios de comunicação.
Em dezembro, o Parlamento britânico recusa acordo para transferir a soberania para a Argentina, alegando que isso iria de encontro aos desejos dos habitantes da ilhas.

1971: Argentina e Grã-Bretanha fecham um acordo pelo qual os argentinos passariam a prover transporte e comunicação para as ilhas e, com isso, quebrar a resistência dos seus habitantes.

1973: Em abril, a Grã-Bretanha se recusa a negociar a soberania das ilhas, argumentando que não poderia desistir das Malvinas sem o consentimento dos habitantes. As negociações ficam paralisadas. Em dezembro, a Assembléia Geral da ONU aprova a resolução 3160, pedindo que Argentina e Grã-Bretanha retomem negociações.

1975: Em outubro, uma missão britânica, sob o comando de Lord Shackleton, é enviada às ilhas para investigar as possibilidades de exploração de recursos naturais. A Argentina protesta, alegando não ter dado sua permissão oficial.

1976: Em janeiro, a Argentina retira seu embaixador de Londres, em protesto contra a presença do navio de guerra HMS Shackleton no Atlântico Sul e contra a recusa britânica em negociar a soberania das ilhas. A Grã-Bretanha também chama de volta seu embaixador em Buenos Aires.

1977: O governo britânico envia, secretamente, um submarino e duas fragatas para o Atlântico Sul, após ter recebido informes de inteligência sobre a possibilidade de uma ação argentina nas ilhas.

1979: Os dois países concordam em mandar de volta seus embaixadores para ambas as capitais, depois de três anos de relações suspensas.

1981: O general Leopoldo Galtieri assume a chefia do governo militar argentino. Recuperar as ilhas faz parte de seu pacto com a Marinha para chegar à Presidência.

Janeiro a Março de 1982: Os dois países criam uma comissão permanente de negociação. No mesmo ano, a primeira-ministra Margaret Thatcher envia o navio de guerra Endurance para expulsar trabalhadores argentinos que, contratados por um vendedor de sucata, haviam desembarcado na Geórgia do Sul para desmontar navios encalhados. A Marinha argentina envia o navio Bahia Paraíso para a ilha. Em março, o governo militar argentino decide antecipar planos para ocupar as ilhas, devido aos protestos internos contra recentes medidas econômicas e à avaliação de que os britânicos reforçariam suas posições no Atlântico Sul após o episódio envolvendo os trabalhadores.

 

Atualidade

A briga continua, segundo noticia to jornal argentino (www.clarin.com) pode haver protesto nos jogos olímpicos de Londres.  (Noticia datada  de – 26/06/12 )

Argentina pode protestar pela soberanía das ilhas Falkland (Malvinas) nos Olímpicos, fato temido pelo governo británico. Em suma isso quer dizer que os 140 atletas argentinos poderiam carregar bandeiras das ilhas Malvinas, o que poderia ser ao estilo dos  atletas  afro-americanos na ceremonia do medalhero nos jogos  de 1968 no Distrito Federal mexicano.

 

Em 19 Junho a tensão entre Argentina e Grã-Bretanha sobre as ilhas Malvinas provocou um encontro estranho entre a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, na cúpula do G20 .

Cristina lançou uma ofensiva de grande envergadura diplomática para fazer valer as reivindicações da Argentina pelas ilhas 30 anos depois da guerra das Malvinas. Ela acusou Londres de manter “enclaves coloniais” e exigiu negociações de soberania.

Cameron procurou Cristina no México para agradecê-la pelo apoio dado às propostas de reformas bancárias européias e, então, de acordo com seu porta-voz, ele citou o tema das Malvinas.

Cristina respondeu oferecendo a ele um envelope contendo várias resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) chamando para um diálogo sobre as ilhas do Atlântico Sul.

Cameron “se recusou a receber o envelope e saiu”, disse o porta-voz de Cristina à televisão argentina.

Em Londres, um porta-voz de Cameron disse que o premiê procurou a presidente e disse: “Não estou propondo uma discussão completa agora sobre as Malvinas, mas espero que você tenha notado que eles (moradores) farão um referendo e você deve respeitar a visão deles. Devemos acreditar em autodeterminação e agir como democracias aqui no G20.”

 

A Grã-Bretanha rejeitou os chamados da Argentina para negociações sobre a soberania das ilhas, apontando que as Malvinas são autônomas e que as conversações poderiam apenas acontecer se os moradores locais quisessem.

Os 3.000 habitantes das Malvinas planejam um referendo para decidir se querem continuar sendo parte dos territórios britânicos autônomos.

(Fonte G1)

A presidenta argentina segue firme no propósito de reaver as terras das ilhas que estão sobre linhas argentinas no mar. Aplica bloqueios marinhos onde navios ingleses não podem ultrapassar, conta com apoio de quase toda America do Sul, exceto dos sempre inimigos “políticos” do Chile.

O ONU propõem negociações , mas os britânicos não aceitam e na minha opinião esta obvio que não querem abandonar as Malvinas, por que lá ainda tem muito petróleo.

Lugar de política européia e na Europa, e para mim eles deveriam voltar para lá, da America do Sul, os sul americanos cuidam!

 

Base petroleira britância proxima as Malvinas

Comentários

comentários

Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

Matérias relacionadas