Psychodeath

 

A emergente banda capixaba nos concedeu um pouco de tempo e respondeu a entrevista via email.

1- Começando vamos falar sobre a cena capixaba. Como é ter uma banda de metal no Espírito Santo?

É algo complicado, mas não diferente de outros estados do Brasil, tem uma galera que gosta, que apoia, que é super calorosa, mas é dificil lotar uma casa de show… A cena do ES esteve parada por muito tempo, com o surgimento de novas bandas as coisas foram mudando, e em pouco tempo, essas bandas criaram um publico maneiro e isso tem melhorado muito os festivais…

2- Lendo as letras transparece um pouco que a banda é contra a religião, é isso mesmo? O que vocês pensam sobre as religiões?

Bem, digamos que não seja apenas contra as religiões, mas contra o sistema politico e religioso, que no final é tudo a mesma bosta, só serve para te manter sob controle e beneficiar quem está no topo.

3- Conta quem é destinado o ódio e o desejo de ver morrer que é citado nas letras?

Tudo aquilo que te prejudica terá seu dia de ser prejudicado, mais cedo ou mais tarde… acho que não tem um remetente direto, mas sim a todos aqueles que querem ver nossa queda. As letras do nosso próximo album expressa exatamente isso, “Someone To Harm”

4- Por que o nome Psychodeath ?

As pessoas hoje em dia não tem pensamento próprio e são consumidas pelo fanatismo religioso, pela moda e pela midia, isso tudo é oque levam elas a terem uma morte psicológica ( psychological Death )sendo assim alvos fáceis para quem está no controle.

5- São apenas dois anos de estrada, mas a banda ja cravou seu nome na cena local como uma banda emergente, quais fatores contribuiram para esse desenvolvimento?

Amizade, intrepidez, disciplina e planejamento… Acho que isso foi oque nos fez sermos uma das bandas mais faladas ( bem ou mal ) dentro do estado… (risos)

6- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Sepultura, Torture Squad, Krisiun, korzus
4 bandas capixabas: Broken & Burnt, Faith Blast, ninethief storm,nem mesmo todo o oceano.
4 bandas internacionais: Chealsea Grin, Suicide silence, Job for a Cowboy, The Black Dahlia Murder.
1 livro: O principe ( maquiavel )
1 cd: Desolation Of Eden ( Chealsea Grin )
Undergroud brasileiro: Correria em meio a dificuldade
Hipocrisia: Aos montes em todo lugar.
Uma frase: “Nunca dormiremos porque dormir é para os fracos e nunca descansaremos até que todos nós estajamos mortos…”

7- Influências da banda?
Acho que individualmente são muitas as influncias, mas oque mais influnciou no som foram bandas como: Cannibal Corpse, Suicide Silence, Job For a Cowboy, Chealsea Grin, Slipknot, Carnifex entre outros…

8- Objetivos para 2013?

 

Sair do ES e tentar construir um publico Brasil a dentro quem sabe até fora!

9- deathcore, Death Metal, Metal core, alternando entre riffs e pegadas pesadas na bateria, afinal como você classificaria sua banda, em que sub-gênero do metal vocês se auto enquadraiam?

Mesmo não curtindo muito o lance de rótulos acho que nos enquadrariamos dentro de um DEATHCORE/DEATH METAL.

10- Claustrofobia, Paul Diano (uk), Torture Squad, foram bandas que vocês dividiram palco, tudo muito rápido para uma banda de pouco tempo. Que experiência vocês tiraram dessas apresentações?

 

É sempre bom você tocar do lado de quem tem mais experiencia que você, sempre aprendemos algo, desde postura de palco, dinâmica de show e principalmente como lidar com o publico que é o foco em comum de ambos.

11- Qual o melhor show da banda?

Foi na final do Wacken Metal Battle Brazil, onde tocamos com bandas do Brasil inteiro e tivemos uma puta experiencia com isso. Foi gratificante de mais tocar com aquelas bandas, bandas que assim como nós, fizeram o melhor para estarem ali em cima do palco.

12- Sem olhar o lado financeiro e simplesmente o lado cultural, sehouvesse convites para fazer uma turnê simultaneamente nas mesmas datas no Brasil, America do Sul e Europa, qual destes lugares vocês escolheriam?

 

Como toda banda que sonha alto e canta em inglês, a Europa é o ponto mais alto, porque sabemos que o mercado lá é mais aberto para esse tipo de som, mas um turnê brazuca tbm seria foda demais, se rolasse um apoio financeiro,é claro.

13- Nos diga como foi feito o processo de reformulação da banda.

Em 2010 Tinhamos uma formação com Membros remanescentes de quando a banda tinha outro nome, com a mudança do nome o estilo foi mudado também, os 2 guitarristas sairam por questões pessoais de trabalho e estudos, então procuramos por pessoas que tinham uma pegada boa para o som que queriamos tocar e compromisso, demorou um pouco, mas quando achamos cairam como luva. O time estava ali, Luann e Cezar nas guitarras, Ricardo no vocal, Apache na batera e Fanot no baixo, perfeito e pronto para combate!

14- Contatos:
Email: Psychodeathband@gmail.com // Apachemoons@hotmail.com
página no facebook: http://www.facebook.com/pages/Psychodeath/242578169133404

15- Mensagem:

Queriamos agradecer a oportunidade ao Cultura Em Peso, de nos entrevistar e fazer com que as pessoas conheçam mais a respeito da Psychodeath, esperamos que continue com esse excelente trabalho ajudando bandas do underground. Keep Rocking! – Apache Moons

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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