Revolted – Anápolis

 

1-   Primeira é um prazer entrevistas amigos de tão longa data.
Vocês podem me dizer como e quando surgiu o Revolted?

Hedrey: O prazer é nosso e agradecemos mais uma vez pela força e pelo apoio que o Cultura em peso nos dá! O Revolted começou pra valer mesmo no inicio de 2011, mas apesar do pouco tempo de banda, todos nós já temos uma certa experiência em outras bandas e outros projetos musicais, pois antes disso cada um de nós já havíamos tocado em bandas diferentes e isso já rola a bastante tempo. O guitarrista Alex e o antigo baterista, Billmor, já tocavam juntos a muito tempo, nesta época eu também tinha outros projetos musicais que também enceraram as atividades, e nós que já tínhamos planos de fazer um som juntos resolvemos nos juntar nesta mesma época e dar inicio a banda que até então já existia com o Alex na guitarra e o Billmor na bateria, os dois estavam sempre ensaiando e compondo juntos, logo depois o Raphael entrou na banda, já conhecíamos ele de outra banda em que ele tocou e toca, então ele assumiu o baixo na banda, com esta formação é que começamos a fazer os primeiros shows, mas logo o Baterista teve que deixar a banda e o Yanomani entrou em seu lugar e esta é a nossa atual formação.

2 – Como são criadas as músicas da banda, ja que fica claro ser bem
diferente a postura de cada integrante, pois cada um veio de um projeto
de propostas diferentes?
Hedrey:
O processo de composição das musica do Revolted não foge muito a regra do que é feito em bandas de metal, as musicas nascem a partir de riffs de guitarra basicamente, e em estúdio são criados os arranjos de bateria e de vocal e com o acréscimo do baixo e da voz a musica vai ganhando uma estrutura que vai sendo moldada nos ensaio com o tempo, nós vamos testando as mais diversas possibilidades que cada musica nos permite até chegar no que mais a gente gosta,  é um processo onde todos participam e é talvez por isso que se pode ser percebido momentos distintos nas musicas, pois cada um traz uma ideia e juntamos tudo numa só. Cada um de nós tocou em bandas diferentes, mas todos tocávamos rock pesado e isso facilita bastante.

3-      Hedrey, você nunca escondeu suas crenças e apologias, ate que ponto
o Revolted e tuas crenças seguem lado a lado?

Hedrey: Em termos de ideologia o que é abordado nas letras do Revolted é o que não só eu mais todos na banda pregão, e é o que é habitualmente visto em bandas de metal extremo, as letras abordam temas extremos e bastante variados que vão desde fanatismo religioso, guerras, anticristaníssimo e a angustia vivida pelas pessoas nas mais diversas situações, tudo isso em tons de protesto. A mensagem que tentamos passar nas letras do Revolted não é a de um futuro pessimista, mais sim usar a nossa musica pra falar de coisas que precisam ser ditas de maneira direta e sem meias palavras, existem temas e assuntos onde a melhor forma de ser abordado é no metal extremo, pois é onde podemos juntar tema e som estremo, as letras do Revolted são bastante claras os temas abordados, eu acho até que não é o tipo de letra que cabe múltiplas interpretações, por ser bastante especifico, e isso é uma coisa que costuma ser praticado por boa parte das bandas de metal, então é o que os fãs de gênero estão habituados a ver por aí, letras diretas e temas e temas inerentes a som.

 

4 – O Revolted é uma banda que conseguiu muito rápido seu espaço no
exigente cenário goiano, isso se deve ao fato de ser feita por ex
integrantes de varias bandas ja conhecidas do público local?

Hedrey: Acredito que não, eu acho que quando você se propõe a fazer um som honesto e que fica bastante claro a que se propõe e se dedica a isto, isso acaba acontecendo com naturalidade, a gente tem muito pouco tempo de banda e não conquistamos muitas coisas ainda (risos) mas eu acho que estamos no caminho certo, pois somos uma banda que se preocupa e muito em fazer a coisa com a melhor qualidade possível, todos nós fazemos nossas correrias pra tentar fazer a coisa acontecer e aos poucos as coisas vão acontecendo, eu acho que o metal pesado não precisa ser feita de maneira tosca com aquelas produções grotescas, eu acho que a musica pesada precisa ser feita com toda a qualidade que o estilo merece e talvez este seja um ponto onde muitas bandas pecam, por não se preocuparem em fazer a coisa com uma qualidade e profissionalismo melhor e acabam não se preocupando com todos estes detalhes, que na minha opinião, fazem toda a diferença.

5 – Explique como foi a mudança na bateria, como foi a chegada do
Yanomani na banda, e se algum show foi cancelado por essa mudança na
formação.
Hedrey:
O Billmor teve que deixar banda pra se dedicar a outras prioridades que ele tem, ele deixou a banda logo quando começamos a fazer as primeiras apresentações mas logo o Yanomani entrou na banda e esse foi um processo muito rápido e que não nos trouce grande prejuízos. Nós já conhecíamos o Yanomani de longa data e já sabíamos o potencial que ele tem na bateria e achamos que ele seria a pessoa ideal pra assumir as baquetas, felizmente isso deu muito certo e hoje eu acredito que estamos com uma formação bastante sólida aonde todos vem pra somar ao som da banda.
6- As expectativas de tocar no Cultura em peso em Minas Gerais foram
cumpridas? Digam para os leitores o que vocês acharam do festival.
Hedrey:
Tocar no Cultura em Peso foi uma experiência muito boa! A região de Uberlândia tem uma cena muito forte com muitas bandas de qualidade e todos nós gostamos muito de tocar por lá, eu acho que a proposta do festival é muito louvável, a ideia de levar desde o Punk Rock ao Death metal estremo mostra bastante a diversidade musica dentro do rock. Foi uma honra poder participar da edição de 2012 do festival e esperamos poder voltar em Uberlândia o quanto antes pra poder mostrar mais uma vez o nosso som aos Headbangers da região, com certeza vai ser muito foda.

7 – No festival anápolis metal a banda foi uma das principais atrações,
como vocês podem definir o publico anapolino?

Hedrey: O Anápolis Metal de 2012 foi um festival que superou e muito as expectativas, foi um grande evento e ficamos muito felizes de ter participado e foi um show que todos nós gostamos muito. Quanto ao publico de Anápolis, é um publico que está se renovando, a cidade tem crescido muito e a cena da cidade segue no mesmo ritmo, o publico cresceu em numero e em qualidade e isso é muito bom! Esse crescimento é fácil de ser notado, basta ver o grande numero de pessoas que estiveram presentes nos últimos eventos de rock que aconteceram na cidade ‘Anápolis Metal, Grito Rock e Paralelo Sonoro’ isso mostra a força e o potencial da cena da cidade e eu espero que continue crescendo.

8 – A cena anapolina é definitivamente uma das mais fortes do estado de
Goiás? Quais os prós e contras da cena da cidade de vocês que podese
destacar?
Hedrey:
Com eu disse a cena da cidade está se renovando e tem um grande potencial, eu acho que o ponto forte talvez seja as bandas de qualidade que tem surgido, não só no metal mais no rock em geral, e o comprometimento de todos, todo mundo tem comparecido aos eventos e isso tem feito a diferença.

9- Alex, você tocou no Mob Ape, que foi uma banda muito representativa
do cenário local, fale porque a banda acabou, e como surgiu a vontade
de montar um projeto destes parametros como o Revolted?
Alex:
Cara, a banda não encerrou suas atividades, mas deu uma parada por tempo indeterminado, com a mudança do vocalista para Brasilia, as coisas ficaram muito difíceis, os ensaios com a banda completa eram cada vez mais raros, a banda era praticamente eu e o Billmor, com essa situação me veio a ideia de fazer um lance mais diferenciado, estávamos compondo para o próximo lançamento do Mob Ape e as composições estavam fugindo um pouco da proposta do Mob Ape, foi então que eu conversei com o Billmor e a gente resolveu montar o Revolted, hoje é a banda que me satisfaz musicalmente. Mas eu ainda quero fazer uns sons com o Mob Ape no futuro, mandar um hardcore brutal, nem que seja apenas um show de reunião, afinal essa banda foi uma escola pra mim.

 

Hedrey:
4 bandas nacionais: Sepultura, Korzus, Krisiun e Torture Squad
4 bandas anapolinas: Light Years, Motor Motel, Urban Cannibals, Adviser e Prostibulus
4 bandas internacionais: Kreator, At the Gates, In Flames e Dimmu Borgir
1 livro: O ultimo que li: O Andar do Bêbado de Leonard Mlodinow

1 cd: Dissection – Storm of the light’s bane
Revolted: Diversão
Anapolis: Diversão
Politica: Depressão
Goias: Diversão

 

Alex:

4 bandas nacionais: sepultura, korzus, claustrofobia, raimundos.

4 bandas anapolinas: urban cannibals, prostibulus, light years, in the shadows

4 bandas internacionais: hatesphere, at the gates, the haunted, obituary

1 livro: eu (augusto dos anjos)

1 cd: chaos a.d. (sepultura)

Revolted: satisfação

Anápolis: tranquilidade

Politica: revolta

Goiás: melhor estado do brasil

Uma frase: Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar

10- A banda já esta em fase de gravação de seu primeiro cd, o que vocês
podem nos adiantar sobre este material?

Hedrey: Bom, estamos na expectativa de que o resultado final fique muito bom! Estamos gravando em um estúdio de amigos o que facilita e muito a coisa toda e a mixagem e masterização será feita em um estúdio na França. Eu acredito que o disco deva sair no inicio do ano que vem, esse é mais ou menos o prazo de concluirmos as gravações, mixagem, criação gráfica e etc, o disco será lançado em formato EP com 7 ou 8 musicas que são basicamente as musicas que temos tocados nos show, o disco vai resumir bem o que a banda tem produzido desde o inicio até aqui, o disco está sendo feito de maneira totalmente independente, o que é muito mais difícil mas é muito mais prazeroso, mas como este é o primeiro material da banda eu acho que essa é a forma mais honesta de ser feita, a gente espera com este lançamento conseguir algum apoio para lançamentos futuros.

11- Quais temas em especifico a banda aborda nas letras?
Hedrey:
As letras do Revolted abordam os temas mais diversos, as letras não se limitam em momento algum, as letras falam um pouco de tudo do que é comum de se ver em bandas de metal estremo, com exceção de temas políticos que particularmente não gosto de abordar nas letras do Revolted.

 

12 -“Where eternal struggles are taking place
Even after so much bloodshed” , de quais lutas vocês querem dizer?
Hedrey: Esse é um trecho da letra da musica Imperfect memories, essa letra fala de guerra, mas não de guerra entre países, as guerras e as batalhas que falam nesta letra estão mais voltadas para conflitos cotidianos que vivemos, guerras urbanas como a guerra do trafico, guerra no transito e todos os tipos de violência que temos visto mundo a fora, é uma letra que mostrar um lado mais de revolta diante desses conflitos.

13- Ao ler as letras a sensação que passa, é que transmite depressão,
tristeza e melancolia, é isso de fato que a banda deseja transmitir?
Hedrey:
Em algumas letras sim, as que falam de temas mais voltados para a angustia que algumas pessoas vivem, o estado de desespero que pessoa pode viver diante diversas situações, algumas letras explora isso também.

14- Influencias literárias?
Hedrey:
Sim, eu acho que tudo tem influência literária, eu só procuro abordar mais temas reais e menos fictício nas letras do Revolted.
15- influencias musicais?
Hedrey:
Essa é uma coisa muito complexa de se falar, eu particularmente tenho as mais variadas influências musicais, eu tenho ouvido de tudo um pouco, eu acho importante conhecer melhor de tudo um pouco na musica, de coisas dentro do Metal e de fora dele também, quanto maior seu conhecimento musical maiores são as suas possibilidades de criação dentro da sua musica, eu particularmente tenho ouvido os mais variados sons ultimamente e não costumo me limitar a ouvir um único gênero musical, eu gosto de musica boa, independente do gênero, se a musica me agradar eu com certeza irei ouvir.

 

16- Como foi tocar no vaca amarela?
Hedrey:
Tocar no Vaca Amarela foi do caralho! Foi a primeira vez que participamos do festival e ficamos muito honrados de participar, pois se trata de um festival muito importante da cena rock independente, é um festival muito bom em termos de estrutura e de publico, e foi um prazer ter participado e a gente espera poder participar mais vezes.

17 – Projetos para fim do ano e inicio de 2013?
Hedrey: Concluir as gravações e conseguir lançar o disco e daí fazer o maior numero de show possível pra divulgar bem esse material.

18 – Contatos:
[email protected]
https://www.facebook.com/revoltedofficial

www.myspace.com/revoltedofficial

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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