Puredin – Criciúma – Sc

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1- 13 anos de hardcore, e com certeza muita experiência para repassar. Você pode nos contar como tudo começou, um pouco da história de vocês?

Em meados de 99 um grupo de amigos se dividia entre a escola, o skate e a adolescência, tínhamos em torno de 15 anos… E surgia a idéia de montar uma banda para tocar aquilo que gostávamos de ouvir. Muita vontade, pouco apoio, zero estrutura e nota zero na musicalidade. Basicamente aprendemos a tocar tocando!
Mas a vontade e a atitude sempre falaram mais alto na banda. Desde que iniciamos os primeiros ensaios nossa meta sempre foi criar músicas próprias, fazer shows, convidar os amigos para um ensaio, e participar de ensaios de bandas de amigos, enfim, movimentar o maior número possível de pessoas com a banda. Estes são pontos que cultivamos até hoje, e com certeza, a chave para manter uma banda durante tanto tempo.
Já são 13 participando ativamente como banda independente, e não pretendemos parar por aqui não!
Em 2013 completaremos 14 anos de vida, pretendemos lançar nosso segundo CD e com certeza shows não faltarão!

2- É clara a influências do hardcore melódico nas músicas do PUREDIN. NOFX, MILLENCOLLIN entre outras bandas se destacam nestas influências. O hard core melódico no Brasil teve um tempo de “recesso” e não se ouviu falar de muitas bandas, mas de 2010 para cá ressurgiu novamente com vários nomes impecáveis, você acredita que este é o momento das bandas de estilo aproveitarem a safra do boom musical?

Cara, quanto às nossas influencias, você tem razão, muito vem desta veia no hardcore melódico… Mas com o tempo você acaba usando outras influencias também para compor. Somos um grupo com direções diferentes quando o assunto é influencia musical, e gostamos disto exatamente pelo fato de podermos utilizar o que consideramos o melhor em cada um destes diferentes gostos musicais.
Quanto a estar vivendo um “momento boom” de bandas deste estilo eu discordo.
Cada dia é mais complicado e difícil manter uma banda de hardcore. Do início da banda para cá, uma coisa que não mudou foi o apoio! Continua uma vergonha! De vez em quando surge uma fagulha de apoio, você acredita naquilo e depois percebe que o nicho hardcore não é encarado pelos investidores um local com retorno.
Infelizmente, até os modelos de negócio aplicáveis a esta veia hardcore acabam deixando o hardcore de lado. Apoiar o hardcore é estar presente, ir aos shows, contribuir com as bandas que estão ali no palco tocando.
Meu amigo, estamos tocando há 13 anos ininterruptamente, e raramente participamos dos grandes eventos!
Mas o que nos motiva é ouvir frases deste tipo “cara, cresci indo aos shows da Puredin”, “meu primeiro show foi da Puredin”, “comecei a ir para o alternativo ouvindo Puredin”.
É gratificante saber que participamos direta ou indiretamente da formação de muitas pessoas, e de fazer com que estas pessoas optassem pelos eventos alternativos. Muitas delas inclusive formaram bandas. Isto é muito gratificante.

3- Neste dia 13/10 agora vocês tocam com o Raimundos, qual a expectativa desse show? (Se responder após o show, diga-nos como foi).

Foi muito bom! O Ventuno Pub é um templo da música alternativa e a organização do show foi feita por pessoas na qual temos uma relação muito boa.
Tocamos com o RAIMUNDOS cara, um pouco de estarmos aqui tocando hoje também é pelo mérito deles. Na nossa adolescência foi uma influência direta!
Nosso show particularmente foi bem energético. Gostamos de shows assim, repertório curto, rápido, sem parar, e o pau pegando na roda!

4- Este ano vocês dividiram palco com o DeadFish, o que isso representou na atualidade do grupo?

O DeadFish é uma outra grande influencia. Já somos conhecidos do DeadFish. Tocamos com eles em outras oportunidades aqui na região e em outros estados também. E tocar com DeadFish é sempre um tesão! Certeza de bom público, certeza de show intenso!E o melhor de tudo… sair do palco e assistir ao show do DeadFish!

5- O Puredin seria ainda a resistência do hardcore melódico “oldschool”, aquele velho e bom hardcore que não se deturpou?

Mano, eu diria que continuamos com aquele bom e velho hardcore.

6- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Garage Fuzz; BlindPigs; DeadFish; Nitrominds.

4 bandas internacionais: A WilhemScream; Nofx;StrikeAnywhere; Pixies.

4 bandas de santa catarina: ImpishBrain; PinaColada; Still Here; Puredin.

1 livro: Sabedoria dos Lobos.

1cd: A Wilhelm Scream – Carrier Suicide.

Criciúma: O berço.

Puredin: Hardcore.

Brasil: A terra do potêncial, falta um pouco de realização.

Hardcore: Puredin.

Amor: Só dentro da família!

Ódio: Momentâneo. Ódio é um sentimento ruim.

Comodismo: Aumentando conforme a idade vai passando.

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7- Em 2002 foi lançada a primeira demo “Cerveja e Gata”, 10 anos depois, o que você pode dizer sobre este material? O que você fez neste material que com experiência não seria feito em uma futura gravação?

Rapaz, nossa primeira demo chama “I´mnotgoingdown” de 2000.
Mas independente disto, todo material gravado que você escuta um tempo depois tem seus defeitos. Isto é normal. Não podemos nos arrepender do que fizemos de bom ou de ruim. Tudo é aprendizado, um dia você acerta um dia você erra. Mas a vida continua.

8- A música “Não mais mentir” fala de amizades que se distanciam, de falsos amigos, esta música relata algum fato pessoal? As letras da Puredin são em suma experiências próprias?

As músicas da Puredin surgem da vivência da turma e do cotidiano sim.
Esta música não foi diferente. “Não mais mentir” fala sobre crescer e perceber que ao seu redor tem gente que não optou por crescer. “Com os caminhos cruzados não há por onde trilhar, melhor é deixar para traz.”
Penso que a vida é assim, vivida em fases. E cada fase tem de ser vivida da melhor maneira, e com quem está em sintonia com sua fase.
Entre uma fase e outra da vida, você acaba conhecendo gente que não tem os mesmos princípios éticos e, principalmente, os mesmos valores que você. Mesmo assim você vive momentos da vida com pessoas assim. “E aquele tempo não vai voltar, falsos amigos para sempre eu não quero levar”.

9- Quais os pontos positivos e negativos a citar da cena de Criciúma?

Positivo: Sempre tem gente nova surgindo.

Negativo: Sempre tem gente velha sumindo.

10- Qual a importância da internet para a Puredin? A banda é a favor do download gratuito? Quais os prós e contras?

A internet é algo que revolucionou! Para as bandas foi a melhor coisa que aconteceu.
O hardcore é um nicho… e no mundo inteiro existe este nicho.
Se você entrar em nossas redes de relacionamento vai perceber que pessoas do mundo todo fazem downloads de nossas músicas e participam da vida da banda.
Isto é muito positivo.
O único lado negativo, é que qualquer pessoa escreve o que bem entender. E muitas vezes isto pode formar opiniões negativas sobre uma mentira escrita na internet.

11- Onde encontrar merchan da banda?

www.puredin.com.br

www.lojapumpx.com.br

www.propagateshop.com.br

12- Consegue destacar os 5 melhores shows da carreira do grupo?

12.1 – Curitiba Master Hall, Curitiba-PR

Com DeadFish, Tequila Baby e Colligere

12.2- Zirigdum, Campinas-SP

Com Garage Fuzz,Voiced e outras.

12.3- Viva Festival, Praia do Rincão-SC

Com Nitrominds, ImpishBrain, Ponto Nulo no Céu, Ornamental e outras.

12.4- John Bull Pub, Curitiba-PR

Com A WilhemScream e Fallover.

12.5- Lançamento do nosso primeiro CD, Criciúma, SC

Com Garage Fuzz, Killy e Nodirection.

12.6- Lets Go – Criciúma,SC

Com Dead Fish e Nodirection.

13- A hora hard, Vetuno, Rock n show, são fundamentais para o crescimento do cenário regional?

Todo e qualquer estabelecimento, produtora e afins, que se propuserem a fazer acontecer são fundamentais para manter crescente o movimento alternativo como um todo.

14- Quais os projetos para 2013?

– LANCAMENTO DO CD “Time for Revenge”.

15- A banda já pensou em lançar um dvd contendo a história, filme e todo o material possivel da carreira?

– 2014, 15 anos de banda!

16- Contatos:

www.puredin.com.br

[email protected]

048 – 8806-5662

Facebook/Puredin

Twitter/Puredin

17- Mensagem:

INDEPENDECE, not the best not the worst! Fuck you all!!!

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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