Garage Fuzz em Santa Catarina

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Sábado, 18 de maio, foi dia de pegar estrada em direção a Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina, para acompanhar a passagem do Garage Fuzz na Warm & Cold 2013 tour, divulgando seu mais recente trabalho lançado, que dá nome à turnê. A apresentação contou com abertura de mais 3 bandas, todas representantes do cenário local e regional.

Com a trégua da chuva e o público chegando, The Last Station, de Florianópolis, iniciou os trabalhos da noite. Também com um recém lançado EP, homônimo, a banda apresentou um hardcore pegado, sonoridade robusta, alternando momentos furiosos e outros mais melódicos. Agradou bastante as linhasbem trabalhadas da guitarra e a atuação empolgante de todos os integrantes, que não tomaram conhecimento do acanhado público presente naquele momento e encorajaram a formação de uma pequena roda no pit. Foi um set curto, mas extremamente intenso. Floripa realmente anda bem representada.

Rápida troca de palco, entra em cena o Fatal Blow, banda local. Na passagem de som das cordas já se pode sentir que “pancadaria” estava por vir. A agressividade nos vocais, os riffs pesados e a bateria veloz me fizeram lembrar bandas como Paura e Questions – só para citar os exemplos nacionais – que transitam pelo metal e o hardcore, expondo fortes influências do NYHC dos anos 80 e 90. O público, aqui já maior, correspondeu à altura, cantando junto e fortalecendo o mosh pit. O cover de Crucificados pelo Sistema do Ratos de Porão, deixou satisfeita a velha guarda que ali se compunha. Ótimo saber que Santa Catarina segue com bons expoentes desta vertente, ou pelo menos, com um representante de peso.

Em seguida subiu ao palco o Swallow the Waffle, também de BC, em um show de reunião de seus integrantes. Como não poderia deixar de ser, depois de conquistar expressividade, principalmente no começo dos anos 2000, a re-apresentação da banda foi bastante aguardada e comentada, e conseguiu reunir uma certa legião de fãs dos tempos passados. Os hits, como Many Times, Give up e What can go wrong? foram entoados e causaram grande furor. A principal marca da banda talvez recaia sobre o scream vocal, que recorta vários momentos das canções, conferindo-lhes uma agressividade sonora sem pares. Exibição marcante e nostálgica da banda.

Pra finalizar, o headliner da noite: Garage Fuzz. O show, enérgico como sempre, contou com faixas de praticamente todos os discos, cantadas em uníssono por grande parte das pessoas que os assistia. Clássicos como It´s Funny  e Explain do Relax in your favorite chair (1994); Replace, Observant, Stream e Shore of Hope do Turn de Page (1999), e, invariavelmente, o hit Embedded Needs levaram ao êxtase o público das antigas e das novas gerações. A linha de frente reforçou os refrões de praticamente todas as músicas, interagindo com o vocalista Farofa do início ao fim. Para isso, o palco em nível muito contribuiu. Nos momentos mais performáticos este pareceu diminuir ainda mais, com os saltos dos músicos e os moshs da molecada. As faixas do novo EP também foram tocadas e mostraram grande aceitação pelo público. Um grand finale para uma noite de boas bandas e boas energias.

Por André E. Ogawa

 

 

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André Eitti é colaborador do Cultura em peso desde maio de 2013 e atua com e-zines desde 2005, apoiando e divulgando a cena independente nacional.

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