9 anos de A hora hard

a hora hard 9 anos

Exatamente a meia noite com duas horas de atraso (Segundo a organização o horario do cartaz era somente para abertura dos portões e não inicio do evento, sendo assim seria 1 hr de atraso), começou a festa de comemoração do programa mais aclamado do sul da cena catarinense.

9 anos de a hora hard foi aberto pela banda Kura.

Banda e público começaram acanhados, mas aos poucos com seu carisma Igor  ganhou o público que antes imóvel agora ja acompanhava o ritmo das melodias da Kura.  Em “olá” o grupo arrancou aplausos apresentando a nova versão da canção, com roupagem nova caracterizando a identidade fase atual e dos novos caminhos traçados pela banda.

Logo em seguida de olho no relógio Puredin subiu ao palco com todo gás. Tocaram alguns sons do novo cd que ainda será lançado dando uma prévia das pancadas que o grupo vai oferecer neste novo full length. Em “Judas” o público foi convocado  a comparecer em massa na roda punk, o som de apenas 30 segundos quase 24 horas após o show ainda deve deixar lembranças em quem estava la no meio, e com essa o grupo emendou outras canções para aproveitar o fôlego da rapaziada. Simplesmente hard core, Puredin demonstrou experiência e uma puta presença de palco, motivos mais que claros fazem da banda um dos ícones do gênero na região, mais de anos na cena não é pra qualquer um.

De craque pra craque, a bola não cai e Turn Off entrou afiada espontânea e direta, sem chances pro erro a banda esquentou a madrugada quase fria de Criciúma. ” Todos contra todos”, demonstrou que eles não estão para brincadeira que ainda vai se ouvir falar muito de Turn Off não somente por aqui ….

Uma banda cover encerrou a festa.

E pra encerrar Eduardo Valcania fez um depoimento agradecendo ao saudoso Russo por suportar estes nove anos de dificuldades levantando a bandeira da cena, coisa que nós sabemos como e difícil, dar a cara a tapa e fazer tudo sem apoio, pois assim também é o cultura em peso que mês que vem completa 6 anos.

O ponto negativo foi a aparelhagem de som que não estava regulada corretamente, o som estava muito alto para as estruturas do local.

Parabéns ao público guerreiro que não foi grande mas esteve lá do começo ao fim.

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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