Resenha River Rock 2013

A cada dia que passa sinto mais a presença de Thor, já são quatro festivais seguidos que eu vou e a chuva esta presente, constantemente nas rodovias e em total segurança.

riverfinal

 

 

Chegamos na madrugada de sexta para sábado e a chuva logo em seguida caiu.

No sábado de manha a primeira banda que vi foi Western Bang + Wear Black de country blues que animou muito a galera que estava presente logo as 10 horas da manha.

Em seguida vi o pessoal da Krucipha de Curitiba- Paraná, e mais uma vez deram o sangue mesmo com pouca gente a frente do palco. Krucipha fez um ótimo show, com algumas novas músicas e outras antigas já conhecidas do público.

Shadow of Sadness surpreendeu pela qualidade e sintonia.
Thrash de primeira old school, os catarinenses surpreenderam todos que ainda não o conheciam.

Imperious Malevolence subiu ao palco e mostrou que se a desgraça tem mais de um nome , este nome são eles.
O trio  curitibano esbanjou brutalidade e eficiência na noite gelada de Indaial.

O que falar de Ação Direta? Os gigantes do ABC paulista mostraram por estão na cena a quase 30 anos e são orgulho da cena nacional do hardcore. E quem imaginou que o peso do death metal da banda anterior ia esfriar o sangue se enganou, Gepeto comandou mais uma vez a voraz trupe do Ação com Marcão , sempre um polvo na bateria, Galo mantendo a base no baixo como poucos fazem e Pancho ditando o ritmo na guitarra, o que pode ser ver la embaixo foi pura pancadaria nas rodas.

Khrophus … em duas semanas , dois shows , death metal brutal, e apesar do som não estar perfeito lá em cima o show foi de destruir paredes e derrubar inimigos. O trio de Florianópolis nunca esta pra brincadeira , novamente mais um caos metal.

Rhestus, prata da casa, estremeceu as estruturas do galpão. A produção do River esta de parabéns por valorizar as bandas do estado no festival, e o Rhestus mesmo sendo de Indaial  e tendo a responsabilidade de abrir pro Sepultura mostrou que tinham sim qualidade e nível exigidos para tal.

A banda mais esperada do festival …

Sepultura sempre vai ser Sepultura , não importa a formação, o peso do som ao vivo é de levar qualquer casa abaixo. Costumo dizer e não tenho medo nenhum de repetir, aquela banda que grava os cds não é a mesma que sobe ao palco. É  nítida a diferença, não é a mesma coisa , não tem o mesmo peso, ao vivo eles são a lendária Sepultura, nas gravações, sinto muito aos fãs, mas não chega nem perto de ser a antiga Sepultura. O show da banda foi interrompido pela falta de energia, as chaves super aqueceram e o show ficou parado por pelo menos 20 minutos, tempo esse que poderia sr maior se fosse a eficiência da equipe técnica em fazer uma gambiarra comumente chamada de solução alternativa para voltar a energia ao local.  Como o festival duraria três dias, 50 bandas sem intervalo, ja era de se esperar, so não esperavam que isso aconteceria no show principal.
Enfim o show foi animal, e este foi o primeiro que eu vejo  sem a presença de Jean na bateria.

De manha eu vi o Necropsya de Curitiba destruir tudo, pena que não tinha quase ninguém na frente do palco.

Estado Deplorável, os catarinenses de Jaraguá do Sul fizeram um ótimo show e fizeram sair das barracas umas 40 cabeças, fatos que ja me surpreendeu, ja que eram apenas 8 horas da manha. Muito punk rock e de altíssimo, eu ja conhecia a banda, mas nunca tinha visto o som ao vivo, valeu a pena ter levantado mais cedo.

Fuzilador, se você gosta de thrash metal, precisa ouvir, se você não gosta, ouça, vai passar a gostar, eu ja vi três shows deles, e em nenhum vi a peteca cair,  a banda é ótima e costuma fazer apresentações memoráveis.

Gritando HC, era o inicio do fim do festival, e Elaine com fortes cólicas subiu ao palco pra mandar aquele punk rock hardcore que so o Gritando Hc sabe fazer, mantendo a originalidade de que o Gritando sempre teve. Dio, Ritchie e Tony são os grandes guerreiros que cercam a Lê e fazem do Gritando uma das lendas nacionais do hc.
O show foi energético que tinha muito banguer batendo cabeça ao som do hc punk paulista, em oras a roda pogou em oras a roda morreu, mas a energia do grupo nunca faleceu.

E pra fechar veio Claustrofobia, afinal ainda estava cedo, 16:30 do domingo ainda faltava um belo soco na cara pra fechar um festival.

Eles que ficam de piadinha, soltaram uma porrada atrás da outra, com destaque para “pino da granada” que é a minha preferida e é sempre onde a roda manda uns dois ou três pro inferno . Sem contar a humildade dos caras que estão sempre presentes dando o melhor de si no palco , e cumprimentando e atendendo os fãs fora dele com a maior atenção.

resenha por Cremogena.

Fotos e videos (em breve os videos serão postados) – Cremogema.

 

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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