Review Otácilio Rock 2014

otacilio rock

Resenha Otacílio Rock Festival 2014

 

PEDIMOS EDUCADAMENTE QUE NÃO RETIREM A LOGO DO CULTURA EM PESO DAS FOTOS NO MOMENTO DE POSTAR EM SUAS REDES SOCIAIS E DEMAIS CANAIS.

Nota 1:

A serra do Rio do Rastro esteve bloqueada e atrapalhou bastante gente a chegar no festival, conforme fotos.

Nota 2:

A produção do festival pediu desculpas pela qualidade da refeição servida, pois ficou aquém do ano anterior, motivo completamente relevante,  a pessoa responsável por fazer a refeição faleceu dias antes do festival de infarto fulminante, e a produção foi obrigada a correr as pressas para ainda assim servir o público.

 

As bandas ….

 

Com o imenso atraso do Krisiun na passagem de som o festival começou com duas horas de atraso, acarretando na decisão do festival em diminuir o tempo da maioria das bandas.

Atualização de matéria.

(O técnico de som do Krisiun alegou que o atraso da banda não foi culpa da mesma, e sim dos responsáveis pelo som. )

O evento começou lento sem muita agitação e as primeiras bandas  demoraram a esquentar seus  respectivos públicos.

Vi muito pouco das três primeiras bandas  e não estou  autorizado a falar do que não vi o suficiente.

Dead Attacak

 

Fizeram um ótimo show e cumpriram com seu papel, levaram thrash metal aos ouvidos mais exigentes em boa qualidade.

 

El Diablo:

Quando se fala em metalcore se imagina muita coisa, mas estes caras fizeram um som um pouco fora do tradicional, reinventando o estilo, sem uma linha fixa, abusando da criatividade. Uma banda nova, mas de muito pegada, todos mascarados, criando  uma identidade bem própria. Incluindo percussão adicional para o vocalista acompanhar a bateria,  o grupo não deixou a desejar, inclusive empolgando a todos, publico este que triplicou ate a metade da apresentação da banda.

Infektus:

Sem maiores rótulos , eles são death metal  vil ,violento e sagaz, concentrando fanáticos do metal a beira do palco. Um show sem erros, sem descanso, com aprovação quase que unanime dos banguers presentes. Estes caras são  uma instituição do metal catarinense.

 

Leviaethan:

Desta vez, não teve chuva, serra, caminhões, ou vans tombadas, o thrash metal chegou ao Otacílio Rock festival, e o grupo levantou a poeira, aumentando o punch da galera,  que estava esperando o Krisiun.

Com um show recheado de clássicos das três décadas da banda, o Leviaethan manteve um pique surpreendente , e Flavio não deu folga pra ninguém,  o grupo correspondeu as expectativas de todos e fluiu boas energias .

 

Krisiun:

Recém chegados de uma tour europeia se enganou quem pensou que os caras chegariam lentos,  o tanque de guerra estava muito munido e foi bala atrás de bala o show inteiro, inclusive quando tocaram “black metal “ do Venom, música esta que o Krisiun já esta pra lá de acostumado a tocar nos festivais.

Foram tocadas musicas de várias épocas , o grupo não fez um set list, mas tinha a sequencia decorada na cabeça.

Com direito a solo de Max Koslene.

Alex repetiu varias vezes do orgulho de ser do sul, de ser brasileiro , e que o metal brasileiro deve ser mais valorizado.

 

Alcoholic Trendkill:

Primeira banda do domingo, todo mundo dormindo, tocar pro salão vazio, essa é a rotina da primeira banda do dia da ressaca.

Com eles foi diferente, começaram tocando pra 3 pessoas, e em pouco tempo o salão estava bem preenchido. Thrash metal quando e bem tocado, ate em dia de chuva o banguer levanta da barraca e vai ver o show ,e assim começou o domingo ….

 

Machinaria:

Enquanto tocou seu próprio material esteve muito bem,  não que , não tenha sido boa nos covers, mas senti a banda muito mais a vontade e livre tocando seu próprio som.

 

Soul of War:

Blues, jazz, metal, punk rock, afinal o que é a Soul Of War?

Os caras são uma mistura curiosa e intrigante, três malucos que se juntaram pra se divertir e surgiu uma banda, que vem ganhando muitos adeptos, e no OTA esteve entre os melhores shows do domingo.

 

Distraught:

Ao meu ver, foi o melhor o show do Otacílio Rock Festival 2014.

Entraram como uma britadeira,  completamente um triturador de ossos. Fúria, insanos, um furacão que abalou as estruturas do galpão, e com certeza ainda hoje, ainda tempos pescoços com dores por ai.

Dos clássicos as mais novas, as rodas não pararam, nenhum corpo se negou a banguear ao som de Distraught.

São 4 álbuns de fotos , aproveitem, compartilhem esta matéria!

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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