Entrevista com Pogo Pogo Zero

 

PPZ

 

O vocalista Guilherme Bridon respondeu as perguntas e na pergunta de número 6 a banda em geral respondeu sobre as bandas.

1 – Quando surgiu o Pogo Pogo Zero?

A banda começou em 2003,e a proposta na época era fazer Grindcore.
Fizemos alguns ensaios,então sai porque tinha outros planos em mente.os caras continuaram mas mudaram o nome para Sengaya,uma banda que está até hoje na ativa fazendo um trampo com muita honestidade.meses depois falei com o Rodrigo(Guitarrista)para voltarmos com o PZZ,mas desta vez para tocarmos Hardcore.eu fazia voz e guitarra e o  Rodrigo no baixo eramos um trio e até fizemos um show assim,então percebi que iria demorar muito para me adaptar em duas funções e como sempre berrei em outras bandas assumi a bronca, o Rodrigo foi pra Guitarra e viramos um quarteto.

2- Como foi a recepção da mídia a demo lançada pelo grupo?

Até agora tem sido legal,vocês da CEP, A hora hard nos dando este suporte,só temos a agradecer.no mais tem sido de boa,a maioria tem gostado,tem até nego cantando  nossas músicas em shows.é claro, sempre tem os que não gostam,mas sabemos como funciona.não fazemos som pra agradar os outros,fazemos  o que gostamos dando a cara a tapa,então é normal.

3 – Conte-nos onde foi gravada a demo, quem fez a arte, e quem produziu a gravação?

Gravamos no Chagas Estúdio,que fica no norte da ilha(Florianópolis),foi feito as pressas pois queríamos ter material pra mostrar no show em que abrimos para a banda Finlandesa RATTUS,era uma oportunidade única, tinhamos pouco tempo e dinheiro,mas acho que não ficou tão ruim.a produção foi feita pelo Chagas e nós pentelhando ele,a Arte da capa foi feita por mim.

4 – Qual foi o melhor show da banda?

Difícil lembrar.se colocarmos em termos de energia talvez a abertura pro Rattus.estávamos anciosos e loucos pra botar tudo abaixo,mas se analisarmos  friamente a parte técnica esse não foi dos melhores.

5 – O Plataforma tem sido a segunda casa da banda, como vocês veem as oportunidades de tocar neste ambiente, e quais são os principais pontos positivos da casa?

Ali é o quintal de casa.a banda é da mesma área onde fica o Plata.diria que ele é o CBGB da Grande Florianópolis.muitas bandas tocam lá,e por mais que falem mal é lá que está rolando a cena underground mais extrema.acho que já faz mais de 10 anos que a casa abre as portas para o som pesado. é um bar sujo,denso, deselegante,barra pesada,bem underground.o pessoal daqui fala mal mas a galera que vem de fora acaba gostando.me diga algum bar aqui na região talvez em SC,que durante tantos anos deixa a molecada subir no palco fazer seu barulho.então ao meu ver a galera reclama demais.

6 – Jogo rápido:

4 bandas nacionais: 4 bandas internacionais: 4 bandas de São José 1 livro: 1 cd: Família: Uma frase:

Bandas nacionais:Ratos de porão,Rot,Claustrofobia,Garotos podres.
Bandas internacionais:Agnostic front,Hatebreed,Extreme noise terror,Napalm death.
Bandas de São josé: Sengaya,Insalubre,Republicaos,Espermicida.
Livro: Humano demasiado humano (Nietsche)
1 Disco: Absolute power(PRO-PAIN)
Família: Importante,as vezes
1 Frase: “Respeito ao humano nem sempre é mero engano,mas não deixe que lhe pisem a cabeça,lute,siga em frente e embruteça”.(Letra PZZ)

7 – Como a banda vê o crescimento das cenas Rash / OI / SHARPE em Santa Catarina? Faz parte da ideologia do grupo estes movimentos?

Acho que tudo que é feito para algo positivo tem que ser louvado.e desde que haja respeito ao diferente,podemos até dividir palco
com bandas desse seguimento.mas não fazemos parte de nenhuma cena dessas citadas.
Eu diria que o PZZ  é uma banda libertária,não anarquista.
Nosso discurso não é em cima de um sistema ou ideologia,criticamos o Ser humano e suas infindáveis possibilidades de foder tudo
mesmo tendo boas intenções.
Não acredito em sistema perfeito,penso que o problema está em nossas engrenagens,em nossos átomos,em nosso DNA.
Temos que lutar por um mundo mais igualitário?Sim! mas sempre tem meia dúzia pra cagar tudo. veja bem,Há pessoas que não conseguem nem respeitar fila de supermercado,imagina o gosto e ideais do próximo.

8 – Influências literárias e musicas?

Particularmente leio de Histórias em Quadrinhos á filosofia.gosto muito de filosofia,e tento levar ,junto com minhas experiências de vida,
um pouco dessa bagagem nas letras da banda sempre que possível.
Quanto a parte musical a banda  é influenciada pelas bandas clássicas do Punk/HC Americano,Europeu,Nacional,Além de Metal na sua vertente mais barulhenta.

9 – Qual a expectativa pra tocar com o Olho Seco?

Muita ansiedade,certo?os caras são lendas do Punk nacional.é uma honra,além de muita responsa,dividir o palco com eles.o PZZ agradece ao Paulão pela oportunidade.

10 -Contatos e merchan?

Contato P/Shows pogozerozerooficial@hotmail.com

Ouça https://soundcloud.com/pogozerozero-hc-sc
Acesse e Curta https://www.facebook.com/PogoZeroZerooficial
Assista http://www.youtube.com/pogozerozerooficial

11- Considerações finais?

Agradecemos á todos que acompanham a correria da banda,Cultura em Peso,A Hora Hard,Experimental Distro,Roots Records pelo apoio e suporte, ao pessoal que adquiriu o disco da banda nos shows,nos vemos nos próximos shows pra quebrar tudo sem frescura,Sangue no zóio!
23 de maio em São josé-SC com ANTIBANDA(Uruguai)3° edição do Floripa Hard Core / Rock Contra o Racismo.
Garanta já o seu ingresso: https://www.facebook.com/events/1401143250154542/?fref=ts

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31 de maio em Florianópolis-SC com Olho Seco e S.O.S Chaos(Curitiba).
Garanta já o seu Ingresso: https://www.facebook.com/events/836558046369655/?fref=ts

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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