Resenha e fotos da cobertura do Roça N roll 2014

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Na 16ª edição do Roça and roll como sempre o que não faltou foi Rock e Metal para todos os gostos. Como sempre, só pudemos comparecer ao dia principal do evento, mas já foi o suficiente, pois passaram bandas de grande qualidade pelos palcos do evento no dia 17 de maio. A primeira banda que pegamos tocando foi o Silent Hall, que executa um produtivo Heavy metal e que músicas como Sweet dreams agitaram a galera.

A brutalidade do Death metal foi propagada pelos sul-mineiros do Descerebration que através de pedradas como Metal steel sadogoat carnage e Missionaries fuzilation alavancou bons moshs. Uma mais alternativa e com a malícia do Metal foi vista no show do Made of stone, que agora se prepara para lançar seu segundo álbum, The Enlightened One.

Na tenda combate conseguimos ver duas bandas, sendo a primeira o Silence Corporation que mescla Thrash com partes melódicas e Hardcore, a lá Hatebreed. A segunda foi o Soul inside, estreando no festival com seu Thrash/Death e angariou um bom público ao som de músicas próprias, exemplo de Unholy temple.

O Hard/Heavy oitentista do Slippery, que ainda divulga seu primeiro álbum, First blow, trouxe nas notas de músicas como Follow your dreams a boa nostalgia dos anos 80. Por outro lado, aqueles que apreciam algo mais técnico puderam curtir a ótima performance do Kappa Crucis, uma mescla de Rock clássico com Hard rock e Progressivo.

A pegada ligeira e rasteira do punk ficou sob o comando do Olho Seco, uma das bandas do estilo formada no início dos anos 80, que fez bonito no palco do Roça, fazendo alguns ficarem alucinados. Uma atmosfera mais ‘dark’ tomou conta do local com a atuação do Silent Cry, um dos principais nomes do Doom metal nacional. A performance da vocalista Fabila Tozi em clássicos como emocional profunda e inquietante. Ótima oportunidade para apreciar perolas como Sweet Serenades e Remembrance To The Future foram um caprichado destaque. Na realidade, a banda toda atuou de forma sincrônica e empenhada.

Os fãs do bom e velho Metal cantado em português tiveram no Centurias um dos melhores momentos da noite. A importância da banda para a cena nacional dispensa comentários.  Pérolas como Arde Como Fogo / To Hell, Duas Rodas fizeram muitos cantarem juntos. De quebra, mandaram um som novo, Ruptura necessária. O carisma e a fidelidade de Nilton “Cachorrão” Zanelli exalavam empolgação.

Um dos shows que obtiveram melhor resposta do público foi o do Project 46, um dos grandes destaques do Metalcore nacional dos últimos anos. Recentemente divulgando o novo álbum Que seja feita a nossa vontade, a banda mostrou serviço e a presença de palco nervosa do vocalista Caio MacBesserra deram um grau a mais no agito.

Após um período de incertezas, o Tuatha de Danann está de volta e fizeram um bom show, no qual não faltaram clássicos de todos os álbuns da banda. Músicas como The last words e Finganforn proporcionaram aquele clima místico que sempre rola nos shows da banda. Como um bônus, ainda rolou um som novo, We´re Back, que deverá entrar no novo álbum da banda. Novamente, o Hard rock entrou em cena com o Glitter Magic, que associa também à elementos de AOR, sendo este o segundo ano consecutivo que se apresenta no festival.

Um dos momentos mais esperados chegou com a entrada do Angra, que atualmente com o vocalista Fabio Lione (Rhapsody of Fire, Vision Divine e outros) divulga o seu CD/DVD Angels Cry – 20th Anniversary Tour (2013). O set list abrangeu diversos períodos da carreira da banda como: Angels cry, Nothing to say, Lisbon, Gentle change, Make believe, Millenium sun, Nova era, Waiting silence e The voice commanding you. O Saldo foi um show muito compensatório para os fãs.

A caminho do final do evento, os gregos do Rotting Christ fizeram jus ao seu nome como um dos grandes representantes do Black metal mundial, cuja sonoridade é um diferencial no estilo. A banda comandada pelos irmãos Sakis (vocal e guitarra) e Themis Tolis (bateria) fizeram uma apresentação bastante potente, cujos carros fortes foram Athanati este, King of stellar war, The sign of evil existence e The sign of prime creation.

Para fechar a noite, o Korzus subiu ao palco do Roça pela terceira vez. A banda foi escalada para o cast do evento deste ano como substituta do Death Angel e não decepcionou, mandando ver no seu Thrash intrincado. Mesmo estando já a mais de quatro da madrugada, o público ainda teve forças pra agitar um ultra mosh no Wall of death.

Se ainda resta ao leitor alguma dúvida da qualidade do evento, basta comparecer na próxima edição para conferir por si próprio.

Por Écio Souza Diniz (Pólvora zine)

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Fotos por:

Igor Arruda (E ai cara)

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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