Magrudergrind concede entrevista

 

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Entrevista realizada por Cesar Chiozzo

 

Eu tenho que perguntar, essa é sua primeira entrevista pro público brasileiro?

Eu acho que sim, não me recordo de ter feito nenhuma entrevista pra nenhum zine brasileiro.

 

Você poderia falar um pouco mais de Magrudergrind, Como vocês começaram a tocar de onde a banda é, coisas do tipo?

Nós começamos em 2002. Alguns velhos amigos da escola que amavam punk e hardcore rápido. Somos todos de Washington DC.

 

Quais são as maiores influências pra vocês?

Quando nós começamos, nossas maiores influências eram powerviolence da costa oeste e fastcore japonês.

 

Magrudergrind lançou vários discos, entre EP, split e full-lenght, qual você considera seu favorito?

Eu acho que a maioria das pessoas concordaria que o LP auto-entitulado, ou o ‘’disco amarelo’’ como muitas pessoas chamam, é o nosso trabalho mais forte até agora. Esse álbum realmente representa quem nós somos e como estamos envolvidos nisso. Nós colocamos muito pensamento e esforço nesse disco, então esse disco realmente mostra o Magrudergrind como nós somos, o que nós somos.

 

Recentemente, o baterista e um dos fundadores Chris Moore deixou a banda, como foi essa situação? Amigável ou não? E porque aconteceu?

Foi uma longa jornada e a decisão foi mútua.

 

Quem será o novo baterista? Você acha que o som do Magrudergrind pode mudar um pouco com a entrada dele??

Temos um cara novo chamado Casey Moore. Ele é um ótimo cara, fúria total, grande baterista. Ele já tocou em algumas bandas antes, a mais recente é Psychic Limb. Ele tem bastante experiência em turnês e entende o que nós fazemos. Nós já tocamos alguns shows com ele desde que ele entrou e tem sido uma perfeita adaptação.

 

No momento, vocês estão planejando alguma coisa nova? Um disco ou alguma nova turnê?

Estamos no momento trabalhando em um novo full length. Tomara (dedos cruzados) que o disco saia em 2015.

 

E falando sobre shows, Magrudergrind já tocou em vários países do mundo, poderia nos dizer onde aconteceu o melhor show da banda? 

Ahh cara. Nós já tocamos em muitos locais ótimos. Los Angeles é sempre muito divertido. Pessoal fica doido e sempre tem um monte de grinders louco por lá!

 

Como foi tocar na Ásia e Japão? O que você poderia dizer do público de lá?

Nós fizemos alguns dos shows mais quentes na Ásia, especificamente em Kuala Lampur. Parecia que eu tava tocando dentro de uma sauna. No Japão todo mundo fuma naquelas salas de shows minúsculas, o que deixa tudo bem intenso. Eles tem festas bastante interessantes depois dos shows no Japão. A gente sentava em volta de uma mesa grande, no chão de uma sala privada de um restaurante. A gente comia comida estranha e ficava completamente detonado. Haha, foi muito louco.

 

E onde foi o pior show de todos? Porque?

Provavelmente na Bulgária em 2008. Apareceu uns neo-nazi no show. Nós não fomos gentis com aquilo. Começou rolar uma vibe estranha. Eu não diria que foi o pior, mas definitivamente esse fica de fora…

 

Vocês nunca tocaram na América do Sul, pretendem vir pra cá em breve, sobretudo para o Brasil??? Se sim, teria idéia de quando isso pode acontecer, vocês tem um grande público aqui.

Nunca tocamos na América do Sul mas nós estamos no processo de marcar uma tour por aí no final desse ano, em Dezembro. Nada concreto ainda mas nós estamos falando sobre isso.

 

Como está indo a cena underground atual nos EUA?? Há muitas bandas tocando e bastantes shows?

Há toneladas de ótimas bandas. Eu moro em New York e tem um monte de bandas tocando e fazendo tour por aqui o tempo todo. Nós também temos um grande e ótimo festival anual em Baltimore chamado Maryland Deathfest.

 

Há alguma coisa que aconteceu com a banda que foi uma situação realmente difícil? Talvez em tour… qual foi o momento mais dificil da banda??

Hmmm.. Teve alguns viu.., haha. Quando se viaja nos países do leste europeu e países do sul da Ásia, a comunicação fica mais difícil e a logística se torna mais complicada. Eu diria que toda vez que a gente quase perde, ou realmente perde um vôo se torna uma situação bem difícil porque isso significa que nós podemos perder um show e poderia foder a tour totalmente.

 

No momento o que você considera a maior meta pra banda?

Viajar pro máximo de lugares possíveis.

 

O que você diria pros brasileiros?

Espero ver vocês em dezembro!! Mal posso esperar pra experimentar a comida e bebida brasileira.

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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