Entrevista Camila (Armum)

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1) Primeiramente gostaria de cumprimentá-la como a primeira a ser entrevistada para a coluna Mulheres no Metal, gostaria que se apresentasse aos leitores (as) e nos fale um pouco de você.

R: Agradeço muito por ser lembrada é uma honra ser a primeira a dar entrevista para a coluna Mulheres no Metal. Meu nome é Camila Andrade me considero uma pessoa normal dependendo do conceito de quem vê é claro, nasceu em Brasília vim para Goiânia quando criança, sou casada, não tenho filhos, por enquanto, sou baixista da banda de death metal ARMUM desde a sua formação, sou administradora, e empresária no ramo da moda feminina. Amo o Death metal, a Música, o Teatro, a liberdade de ser e sentir o que me der vontade sem estar presa a conceitos, pré-conceitos, paradigmas e opiniões alheias, me considero uma pessoa simples sem frescuras e muito tímida.

2) Como surgiu a banda? Há quanto tempo estão na estrada? Todos os integrantes são os mesmos desde o inicio do grupo?

R: A banda surgiu em Julho de 2011 com o Gesiel, na época guitarra/ vocal e comigo no baixo, a ideia era fazer um Death metal brutal e verdadeiro, com influências de Krisiun, Nile, Vader, somente em outubro conseguimos um baterista, mas infelizmente não ficou por muito tempo e desde então tivemos várias mudanças de integrantes, permanecendo apenas eu e o Gesiel. Em 2013 ele assumiu as baquetas devido as dificuldades de achar bateristas disponíveis para death metal aqui em Goiânia e em 2014 fixamos a formação com a entrada de um novo guitarrista.

3) O que te motivou a ser baixista e a tocar Metal Extremo? Você já tocou em outras bandas além do Armum? Como você se dedica ao seu instrumento?

R: Acredito que minha principal motivação depois de gostar do death metal, foi ver a dificuldade do Gesiel em encontrar músicos para formar a banda. Eu nunca imaginei que tocaria contra baixo, para mim foi um desafio enorme, eu só não tinha experiência de outras bandas como não sabia tocar instrumento nenhum rssr, fui gerada pelo Armum. Ainda me dedico muito pouco devido a falta de tempo, mas tenho ensaios semanais com a banda.

4) Qual o momento que você descubriu que leva jeito pra música?

R: Ainda acho que não levo jeito, srsr, mas está dando certo, meu esposo me ensinou tudo que sei e com o tempo estou aperfeiçoando. Sou apaixonada pela música desde sempre, ganhei meu primeiro violão com 13 anos, meu pai pagava aulas pra mim, mas na época meu interesse era no teatro e acabei deixando as aulas de música.

5) Você já enfrentou dificuldades com a banda?

R: Tudo que fazemos tem algumas dificuldades, com o metal não é diferente, mas as constantes mudanças de formação são as piores, atrapalha muito o crescimento da banda.

6) Qual foi o melhor e o pior momento que já viveu no Armum?

R: O Pior momento foi quando achei que banda acabaria por falta de baterista e consequentemente o melhor, foi o Gesiel ter se disposto a aprender e tocar bateria, pois sei que ele não vai deixar a banda.

7) Qual a canção da banda você mais gosta?

R: Difícil, gosto de todas, mas Death Comes eu escolheria.

8) Quais suas influências musicais?

R: Tenho muita admiração pelos baixistas de bandas como Krisiun, Nile e outros do metal extremo. Mas minhas referências e principais influências são amigos,pessoas que estão perto, bandas de Goiânia e região, o Bruno do Diabulous, por exemplo, e outros que acompanham e incentivam a trajetória do Armum.

9) Como a família reagiu ao saber que escolheu estar no mundo do Metal Extremo? Você e o Baterista são casados, como é além da vida conjugal ainda tocarem juntos na mesma banda?

R: Apesar do Metal extremo não ser algo tão comum para minha família eles me apoiam bastante, acham interessante por se tratar de uma mulher numa banda extrema. Acho que meu envolvimento com a arte em geral e coisas diferentes contribui para isso. E tocar com meu esposo é muito gratificante , passamos mais tempo juntos fazendo algo que gostamos, gera uma cumplicidade maior nos shows, tenho mais liberdade para opinar e criticar, me sinto mais a vontade.

10) Como são feitas as composições do Armum?

R: As composições das músicas por completo são feitas pelo Gesiel, mas não deixo de dar meus palpites de mulher, e estou me arriscando a escrever algumas letras.

11) Qual o maior sucesso de vcs?

R: Como o CD não foi lançado ainda o maior sucesso é Annihilation of Mankind que possui um vídeo oficial rolando na internet.

12) Nos fale um pouco sobre os integrantes da banda como é a relação de vocês.

R:Atualmente somo apenas 3 na banda , eu baixista , meu esposo batera e vocal e um amigo de outras épocas , Rony guitarrista, isso facilita o convívio e o entrosamento dentro e fora dos palcos com poucos conflitos.

13) Qual sua opinião sobre a cena Metal em sua cidade e região?

R: Na minha cidade e região vejo que a cena tende a crescer cada vez mais, observo que há um público bem fiel aos shows, tem pessoas que se dispõem a não deixar a cena morrer realizam eventos mesclando os estilos, fazendo a galera interagir. Além de tudo Goiânia, Anápolis, Brasília os entornos tem ótimas bandas e um público bem animado.

14) Quais os planos do Armum para o futuro?

R: Aguardar sair o nosso primeiro álbum intitulado Infernal Domain, fazer um Tour pelo Brasil, queremos divulgar nosso trabalho o máximo possível por aqui, fazer novas parcerias e futuramente divulgar na Europa.

15) Conte-nos sua experiência como Mulher musicista de Metal Extremo, como você vê a atuação feminina neste estilo que você toca o Death Metal, os bons e os maus momentos que enfrentou e que conselho você deixa para as Mulheres do Metal?

R: Tenho vivido bons momentos na banda penso que a atuação feminina em bandas extremas já deixou de ser algo extraordinário e com preconceitos, o Conselho é sermos nós mesmas e não o que a sociedade quer que sejamos lutar para não sermos vistas apenas como menininhas, bonitinhas, arrumadinhas ou símbolos sexuais fazendo um “rock” e sim reconhecidas pelo que fazemos, pela atuação na cena, admiradas por cantar, tocar e se apresentar bem , pela força e determinação, somos capazes, somos pessoas normais como os homens.

16) Você é muito vaidosa ou é mais simples? Antes do show como você se concentra se prepara para enfrentar o palco?

R: Quem me conhece sabe que sou muito simples sou de poucas vaidades, tenho as preocupações e uns encantos com algumas coisas, normal de toda mulher. Antes dos shows procuro relaxar conversar com os amigos, mas é difícil sempre fico super, super nervosa e ansiosa.

17) Para terminar-mos a entrevista farei algumas perguntas sobre você:

Idade- 24 anos
Signo-Aquário
Banda Preferida – Krisiun
Trabalho – Empresária
Futuro – Apenas Viver e ser Feliz
Relacionamento-Casada
Religião- Não sou adepta a religiões.
Livro preferido- Drácula de Bram Stoker , por ser o primeiro que li na fase adolescente , Gosto de Literatura Nórdica.
Filme Preferido- Todos de Ação e Suspense.
Um citação:
“ Sem música, a vida seria um erro.”
Friedrich Nietzsche

Para finalizar gostaria de parabenizá-la pela atitude e pela dedicação à música e deixe um recado para seus amigos e apoiadores do Armum.

Estou muito honrada e feliz por ter contribuído um pouquinho para esse novo projeto, agradeço imensamente a todos que tem acompanhado a trajetória do Armum , que se dispõem a ouvir , ir aos shows opinar , fazer críticas sobre nosso trabalho e divulgam o som .
Um grande abraço a todas as Guerreiras do metal extremo, que lutam por nossa cena, pelo metal, aquelas que o fazem com garra, determinação apesar de todas as dificuldades e limitações. A Sara, que foi e continua sendo uma das primeiras e principais referências de mulher do metal. Valeu!! Hail Camila ARMUM.

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Sara Lilith de Anápolis Go, tenho 29 anos, graduada em Direito, produtora, vocalista de gutural. As coisas mais importante na minha vida é minha família e meu namorado Fred Maverick. Amo música, gatos, tatuagens, natureza, me divertir e me entregar de corpo e alma a tudo que acredito valer a pena.

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