Entrevista com Disturbio Sub Humano

 

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1- A Distúrbio Sub-Humano teve muita dificuldade em fazer a troca de vocalista? Como foi tomada a decisão dessa mudança?

ENIO: Essa decisão foi de pleno acordo entre agente, de uns 2 anos até a saída da Taty, ela sempre estava viajando por causa dos trampos dela e como não era coisa agenda isso acabou prejudicando um pouco a banda por que não poderíamos fazer planos nem aceitar convites enquanto ela estava fora. Dai quando pensamos que estava tudo resolvido, logo depois que gravamos e estávamos resolvendo nossa agenda 2014 ela falou que estava indo para SP sem previsão de volta. Esperamos 2 meses e dai entramos em acordo que seguiríamos sem ela, pois ela deveria ficar por lá. Não teve treta, ainda somos amigos. Perguntei algumas minas se interessavam, mas a única que aceitou foi a Karen (ainda bem rsrsrs). Fizemos um único teste, ela chegou já sabendo cantar as musicas sem olhar e se entrosou com agente, gostou e dai fechou.

 

2- Meses depois como vocês avaliam a entrada da Karen na banda?

ENIO: Foi um máximo, ela é uma pessoa incrível e tem o mesmo estilo de vida que agente e os mesmos ideais. Com 1 mês ela já fez seu primeiro show e a galera curtiu. Já chegou dando ideias e escrevendo musica.

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3- Como é a percepção da banda em relação a aceitação dela perante ao público que acompanhava a Distúrbio?

ENIO: Teve de tudo um pouco, uns gostaram e elogiaram bastante, outros fizeram comparações, que e inevitável mas são pessoas diferentes. Antes da Taty tinha outra pessoa, e passamos pela mesma situação mesmo não sendo tão conhecidos. Mas toda banda que troca o vocal sempre passa por isso. Respeitamos qualquer tipo de critica, mas não importamos muito com isso. Se ficou legal pra gente e tem gente curtindo e nos apoiando então não importa.

KAREN: O Distúrbio tem um público mais antigo que nunca deixou de acompanhar a banda, e sempre nos prestigiou nos shows. Recebi uma recepção muito calorosa dessas pessoas, e com o tempo agregando novos seguidores nessa nossa jornada, amigos, amigos de amigos e pessoas que vem se identificando com nossas ideias!

4- Karen, como você recebeu o convite para tocar na Distúrbio?

KAREN: O Ênio me chamou para fazer um teste, e fiquei muito animada com o convite! Gostei do som, nossas ideias e ideais bateram, e nesse único teste eu entrei para a família!

5- A adaptação foi difícil? Como você pegou a responsabilidade de substituir uma mina que já estava a tantos anos na frente da banda?

KAREN: No começo eu era mais tímida, mas aos poucos fui me soltando e meu amor pela banda só crescia. Abracei a causa de coração, então não, não foi difícil.

 

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6- Como você a participação da mulher na cena hoje, e a 5/10 anos atrás?

KAREN: Em ambas as épocas a participação da mulher tem sido escassa, apesar de mais presente nos dias de hoje, a mulher vem conquistando seu espaço, muito aos poucos, driblando preconceitos e a misoginia que ainda é muito presente.

7- Vocês vão tocar com a Bandanos agora em novembro, qual a expectativa do show e do evento?

ENIO: Estamos animados. É uma banda legal que já conheço a um bom tempo, mas não tinha contato com eles. Dai surgiu essa oportunidade e nos chamaram para tocar com eles. Topamos na hora. Vai ser um rolé bem legal.

KAREN: Cada show, cada aprendizado, cada galera que a gente conhece, agrega valor e experiência. Eu acho a banda simplesmente do caralho, será um grande prazer conhece-los e trocar energia nesse show que vai ser muita sonzeira!

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8- Como foi a participação especial da Taty no show com o Calibre 12?

ENIO: Foi legal. E achamos mais do que justo chamar ela pra participar por que foi o show de lançamento do disco “Fim do Mundo” que também teve a participação do Aleks (Calibre12),  e como o disco é com ela ainda convidamos ela. Foi legal algumas partes que ela e a Karen dividiram a voz. Foi o fechamento de um ciclo e o “bastão foi passado” com estilo.

KAREN: Eu gostei muito de dividir o palco com a Taty. Ela é atitude pra caramba, o show foi maravilhoso e a galera pirou! É isso o que importa, as sensações que a gente consegue levar pra galera.

9- Jogo rápido:
ENIO:

4 bandas nacionais: R.D.P, Deceivers, Cólera, Sepultura.

4 bandas internacionais: Suicidal Tendencies, Slayer, Ramones, Bambix.

4 bandas mineiras: Expurgo, Montese, Arc-Over, Drowned.

1 cd: Full Circle – Pennywise

1 livro:  My Bloody Roots – Max Cavalera

Hardcore:

ENIO: Estilo de vida.
* PIGMEU:  Minha bateria, Meu coração.

 

KAREN:

4 bandas nacionais: Bulimia, Menstruação Anárquika, Raimundos, Calibre 12

4 bandas internacionais: Sonic Youth, F-Minus, Queens of the Stone Age, Hole

4 bandas mineiras:  Zona Federal, Declínio Social, Final Trágico, Aura

1 cd: Sonic Youth – The Eternal

1 livro:  Os Miseráveis – Victor Hugo

Hardcore: Minha energia!

 

10- O que vem de surpresa em 2015?

ENIO: Nem é uma surpresa por que já até anunciamos (rsrsrs). Mas estamos preparando algumas coisas em comemoração aos 15 anos da banda, vamos gravar um documentário e vamos lançar um disco novo. E o festival que nós promovemos (Dias de Caos) vai ter mais edições. Este ano conseguimos promover 2 que foi o Calibre 12 e agora o Bullet Bane dia 29/11. Quem sabe sai mais coisa. (rsrsrs)

KAREN: É surpresa, então não posso contar!  Hehehe

 

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11- Fale-nos sobre a Coletânea BH CAOS:

ENIO: Foi uma iniciativa do selo que lançou nosso disco, a “SINFONOISE DISTRO”. Reuniu as bandas de BH e Região. Fizemos uma “releitura” de 3 musicas e será nosso 1º trabalho com a Karen nos vocais e serão 16 bandas. Está pra sair por agora. Porradaria de primeira.

KAREN: Foram as primeiras músicas que eu gravei com o Distúrbio, pra mim foi uma experiência nova, de aprendizado e evolução.

 

12- Qual o nome do cd que esta por vir? Quem fez a capa? e em que pé esta  este trabalho?

ENIO: Ainda não tem nome, estamos fazendo as musicas, ja tem bastante material que tem só que “moldar”. Mas a Karen já nos intimou falando que a capa ela quem vai fazer (rsrsrs).

KAREN: O projeto está surgindo, as músicas estão fluindo, a criatividade está a mil! A intenção é abordar temas que ainda não recebem a atenção que merecem, como a violência contra a mulher, já temos algumas músicas prontas, e outras sendo trabalhadas, quanto à arte do cd, quero tocar nas feridas.

 

13- contatos, merchan?

ENIO: Contatos para shows falar comigo pelo e-mail [email protected] ou pelo facebook.

Links da banda: facebook.com/disturbiosubhumano, soundcloud.com/disturbiosubhumano

Videos disponiveis do You Tube, só procurar por Distúrbio Sub-humano.

Merchan: sinfonoise.blogspot.com.br

 

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14- considerações finais:

ENIO: Obrigado pela a oportunidade e pela força que dão ao Underground. Fiquem ligados nas novidades e aguardem que 2015 será Brutal!

KAREN: Muito obrigada pelo espaço e pelo apoio!

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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