M-19 Concede entrevista

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1- Aos que não conhecem, apresente a M-19 por gentileza:

Somos uma banda de Thrash Metal, de Porto Alegre, RS, que faz um som rápido e pesado, com uma boa dose de agressividade.Já temos uma certa estrada, pois começamos em 1989. Lançamos demo tapes, e participamos de duas coletâneas (Heavy, Trhash and Loud e Garimpo). Tivemos uma parada em 2000 e retornamos em 2011, com todo o gás, sendo que em setembro de 2013 lançamos nosso full lenght Mission: Destroy, o qual estamos divulgando.

2- Por que a musica “171” foi a escolhida para a gravação do clipe?

Achamos que seria uma boa música para representar o nosso som. Mas digo que não foi muito fácil de chegarmos a um consenso, pois temos boas músicas no cd, que também poderiam ter sido escolhidas.

3- No fim de dezembro vocês estrearam uma nova formação, podem nos dizer os motivos que levaram a troca de integrantes, e apresenta-lo para nós? As razões da troca de guitarrista foram pelas velhas e conhecidas divergências músicas. Conhecemos o novo guitarrista, Adriano Zietlow há algum tempo. Ele tem uma banda chamada Non conformity e já havíamos feito alguns shows juntos e sabíamos do seu potencial tanto na parte técnica como na sua performance. Quando ocorreu a troca o nome dele foi unanimidade entre nós.

4- Em seu site oficial a banda disponibiliza o álbum completo para download, a internet é um caminho sem volta para as produções artísticas? Porque o download gratuito do álbum inteiro foi a forma escolhida da banda de chegar ate os fans?

O mundo mudou e temos que nós adaptar a ele. Poucas pessoas compram cds.Estes dias vi o Scott Ian falando que somente meninas adolescentes que gostam de boy bands e velhos (como eu…hehehe) compram cds. E ele está certo. Hoje em dia o negócio é colocar tua música na web seja, via clipe seja via mídia e fazer shows. Até mesmo os artistas mainstreams se sustentam com a realização de shows e não mais com a venda de cds. Claro que estes artistas ainda vendem cds, mas em proporção infinitamente menor do que antes. Mas tudo tem o seu lado bom, pois isto de certa forma, faz com haja mais shows. Quando eu iria pensar em ver o Ozzy a cada dois ou três anos?

5- O  que o metal vos ensinou em todos estes anos? A cena decepcionou a banda em algum momento? quais foram os melhores momentos do grupo?
Ser perseverante. Estamos nesta há algum tempo. Mas quando você toca e vê a gurizada agitando e cantando as suas músicas, isto te dá um prazer que não pode ser comparado a nada. Tu sentes que conseguiu alcançar aquele sujeito e que tua música foi compreendida. Talvez se a gurizada dessa um pouco mais de valor para as bandas nacionais, seriam muito importante para o fortalecimento do movimento. A gurizada não dá tanto valor as bandas nacionais. Isto nos chateia de certa forma. Existem muitas bandas do Brasil que não devem nada para as de fora, mas não devem nada mesmo…momentos legais para nós foram quando fizemos shows com Ratos de Porão, Pus, Siegrid Ingrid, Naja, nos anos noventa e agora em 2014 quando tocamos em Minas Gerais com Drowned, Nervo Chaos, Aneurose e o Havok em Porto Alegre…ah e claro a gravação do nosso cd…do qual nos orgulhamos muito.

6- Quais são os projetos para 2015?

Fazermos muitos shows e começarmos a compor material para o próximo cd.

7- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Sepultura, Korzus, Hibria e Voodoo Priest
4 bandas internacionais: Slayer, Kreator, Black Sabbath (fase ozzy e fase dio), Iron Maiden
1 livro:Mustaine – Memórias do Heavy Metal.
1 cd:Reign in Blood
metal: não sei se entendi o questionamento, mas seria isto…metal é minha paixão!

8- Os fans podem esperar o que de novo palco do Otacilio rock no show de vocês?

Não temos a pretensão de fazer nada novo, mas vamos suar sangue para dar o melhor que podemos para público no Otacílio Festival.

9- Qual a expectativa para o evento?
A melhor possível. Tem tudo para que possamos fazer o melhor show das nossas vidas.

10- contatos e merchan?

www.m19band.com.br
www.facebook.com/M19ThrashMetal

11- Considerações finais:

Grande abraço a todos e obrigado pela oportunidade.Nos vemos no Otacilio. Stay trhash!

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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