Bloodwork concede entrevista

 

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1- Quando a banda surgiu tinha outro nome, qual era? E por que mudaram de nome?
O primeiro nome da banda era Putrid Splattered, se não me engano inspirado num som do Obituary. Na real mudamos o nome porque ninguém curtia muito o nome
antigo. E quando a coisa começou a ficar séria o batera, Felipe, propôs o nome e topamos na hora.

2- Quando a banda decidiu deixar de ser quarteto para se tornar quinteto?
Quando o Marcos Seixas, antigo guitarrista da Hateworks e Mental Horror, veio num ensaio tomar umas cervejas.
Ele curtiu o som e fizemos uma experiência e ficou massa. Depois disso, optamos por sempre ter duas guitarras.

3-  A temática da banda é gore, totalmente voltado para o sexualismo?
Sim. totalmente, as vezes pegamos algum outro assunto polêmico tipico do linguiceiro de Porto Alegre. Mas, na geral
falamos de sexo podre. Nossa veia lírica vem muito do Pungent Stench, que particularmente idolatro.

4- Por que abordar este tipo de tema?
Na verdade é sarcasmo total. Nos divertimos com esse tema. Para nós soa como piada, caímos rindo quando contamos essas histórias.
Da mesma forma, como sou fã do Pungent Stench, escrevo como eles. Todos nós somos de uma geração do alge dos filmes pornográficos.
Não podia dar coisa boa. risos

5- Nestes 10 anos, qual a experiência adquirida? Qual a dica para as bandas que estão começando agora?
Cara é procurar um som próprio. Não adianta soar igual a esta ou aquela banda. As bandas grandes devem servir como caminho e inspiração.
Mas não devem ser cópias de seus ídolos. Porque, quando escutarem sua banda, vão reconhecer que aquele som, só tua banda faz.
E também fazer um som com a alma. Um som que vai tocar as pessoas seja pela força ou pela calma.

6- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Krow, Anarkhon, exterminate e Krisiun
4 bandasi nternacionais: Cannibal Corpse, Carcass, Pungent Stench e Mordi Angel
1 cd: Autopsy – Severed Survival
1 livro: Divina Comédia de Dante Alighieri
Uma frase: Cada um vem ao mundo com um propósito. Temos que descobrir o nosso, para assim, sermos completos.

7- “JUST LET ME ROT” é o nome do primeiro full length, porque este nome?
Se você olhar a capa vai entender. É uma mulher descendo com seu caixão numa cova. Um lugar podre e repleto de depravação.
O nome é como se essa mulher suplicasse. Suplicasse para que a deixem apodrecer em paz.

8- Onde este cd foi produzido, mixado, e gravado?
Tudo foi feito no estúdio Hurricane em Porto Alegre, por Sebastian Carsin.

9- “. A cova é uma passagem para um submundo repleto de sexo e desgraça” ,  como a banda chegou neste contexto, o que esta frase significa para vocês?
Cara essa idéia surgiu com o nosso vocalista, o Fabiano. Um dia ele chegou no ensaio e disse ter vindo de um enterro. E que ele estava lá,
vendo aquele caixão baixar e isso lhe pareceu uma coisa sem graça. “O cara, morre, é enterrado e apodrece…..Seria bem mais legal se lá em
baixo fosse um festerê, só sacanaganem entre os mortos. Uma passagem dessa pra uma bemmmmmmmm melhor”. Daí que veio o início da história, e depois,
pra piorar (ler melhorar) foi um abraço.

10- Vocês fizeram uma homenagem a Emanuelle (Atriz pornô), por que se lembrar da atriz num cd?
Porque ela foi muito importante na nossa adolescência. Creio que pra muita gente. E também porque ela veio a falecer bem na época que estávamos
escrevendo o disco.

11- Como é o cenário metal na região de vocês?
Cara agora parece que as coisas estão ressurgindo. Graças a uma galera que mete a cara e está se organizando.
Está rolando muitos shows, com bandas regionais e grandes também. Dando oportunidade para muita banda mostrar seu trabalho.
No nosso caso, tivemos a honra e sonho de tocarmos com o Deicide em São Leopoldo. Foi fantástico.

12- Contatos e merchan:
http://www.bloodwork.biz/
https://www.facebook.com/bloodwork.splatter
http://www.youtube.com/user/BloodWorkSplatter
https://soundcloud.com/bloodworksplatter
https://twitter.com/BloodworkRS
[email protected]

13- Considerações finais:

Fizemos esse disco com o que mais gostamos, metal na veia, sem medo. Esperamos que gostem, porque já estamos trabalhando no segundo. Abraços e apoiem a cena local!!!!!

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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