Red Razor – Entrevista falando sobre Inferno Metal Fest

 

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1- Como surgiu a Red Razor?

A Red Razor começou suas atividades em 2011. Mais precisamente no dia 19 de março, quando dois dos integrantes da então aposentada Monster Truck (Leonardo Ripoll e Leonardo Correa) assistiram ao show de outra banda que eu tocava, chamada Big 4 e me convidaram para iniciar um novo projeto, junto com eles e outro ex-integrante da Monster Truck, o guitarrista Felipe Ferreira, inspirado no Thrash Metal oitentista.

Foram selecionadas algumas covers, de bandas como Metallica, Testament e Annihilator para entrosar os músicos e os riffs da primeira composição autoral, que viria a se chamar Alive, começaram a ser esboçados. A partir daí fomos compondo mais músicas, fazendo shows, houve algumas mudanças de formação pra chegarmos aonde estamos hoje.

2- Em 2011 não existiam bandas de thrash metal old school em Florianópolis? Como estava a cena?

Na época, a única banda da cidade que eu me lembro que tocava Thrash com uma pegada mais old school e preocupada em fazer um trabalho sério e autoral era a Antichrist Hooligans. É legal ver que atualmente temos vários novos nomes seguindo esse caminho, como Radioactive Murder, Helldrunker e Brokenhead, entre outras.

3- Que assuntos são abordados nas letras?

A temática das letras é bastante variada. Temos letras de conteúdo político (Controversial Freedom), antireligioso (Temple of Lies), inspiradas por filmes (Napalm Pizza), que falam de cerveja artesanal (Beer Revolution), sobre tubarões (Alive) e sobre o próprio Thrash Metal (Shut Up and Mosh), entre outros.

4- Quais os grandes marcos da banda nestes 3 anos correntes de atividades?

Eu selecionaria como marcos individuais mais importantes na história da Red Razor:

1. O lançamento do nosso primeiro single, para a música Red Razor;

2. A oportunidade de tocar com o Havok, grande influência e primeiro artista internacional de renome que tivemos a chance de dividir o palco

3. O lançamento do nosso primeiro clipe, da música “Napalm Pizza”.

Além desses, há um marco flutuante, que são os shows realizados em outras cidades. Esses shows são a fundação sobre a qual vamos construindo uma base de amigos por onde tocamos e são muito importantes pra levar o nosso trabalho cada vez a mais pessoas.

5- Como foi a gravação do clipe “Napalm Pizza” ? Onde foi gravado, quem produziu?

As imagens foram captadas durante shows realizados em Florianópolis, Itajaí, Indaial, Palhoça e Laguna por familiares e pela namorada do Gustavo, nosso baixista, por câmera fixa e algumas imagens retiramos de filmagens que achamos no Youtube.  A posterior seleção, edição e tratamento das imagens foi feita por mim mesmo, ou seja, a produção foi toda na base do “faça você mesmo”.

6- Jogos rápidos:

4 bandas nacionais: Sepultura, Viper, Violator e Mystifier

4 bandas internacionais: Anthrax, Coroner, Hellacopters e Suicidal Tendencies

1 cd: Exodus – Bonded By Blood

1 livro: George Orwell – 1984

Uma frase: “Temos de nos tornar na mudança que queremos ver no Mundo”. Gandhi

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7- Florianópolis esta servida de bandas e locais para acolherem shows? Qual a sua visão da cena atual na cidade?

Do Hard Rock ao Black Metal Floripa está muito bem servida de bandas. A oferta de locais é boa também, mas padecemos do grande problema chamado “bandas cover”. Alguns lugares tem excelente estrutura, mas nunca abrem espaço para trabalhos autorais. E não culpo os donos de bares por isso, afinal são empreendimentos comercias que precisam pagar as contas de um monte de gente (entre dono, cozinheiro, garçom, barman, seguranças, etc.). O que precisa mudar é a mentalidade de boa parte do público, que lota um tributo ao Iron Maiden mas ignora as boas bandas autorais da região. Acho que as pessoas parecem pouco interessadas em conhecer novas músicas, querendo ouvir sempre as mesmas. Até mesmo o universo do cover é saturado com o mesmo portfolio de 20 ou 30 sucessos do rock/metal que quase todas as bandas são obrigadas a tocar pra poderem ter acesso a algumas casas da cidade.

8- Dia 21/02 vocês irão tocar no Inferno Metal Fest em Criciúma, é a primeira vez da banda na cidade? Qual a expectativa?

Estamos bastante felizes com a oportunidade. Criciúma é uma cidade importante do ponto de vista cultural e ficamos felizes com o convite e a oportunidade de tocar num evento tão bacana quanto o Inferno, ao qual desejamos vida longa. Será o segundo show da turnê que começará esse ano e deve ir até o final do ano que vem, divulgando o disco Beer Revolution, que será lançado nos próximos meses.

9- Este ano sai um Full Length?

Sim, vai se chamar Beer Revolution e será lançado entre os meses de junho e julho.

10- Quais os projetos para 2015?

Lançar o disco, conseguir que ele chegue ao maior número de pessoas possível, tocar em novas cidades e continuar construindo o nome da Red Razor no cenário do metal nacional e internacional.

 

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11- Contatos e merchan:

Abaixo, nosso email pra contato, bem como link pras nossas páginas  nas principais redes sociais. Temos o nosso primeiro EP disponível gratuitamente bem como as músicas que já divulgamos do nosso Full Length no Youtube.

E-mail: [email protected]

Site Oficial: www.redrazor.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/RedRazorThrashMetal

Youtube: https://www.youtube.com/RedRazorThrashMetal

Soundcloud: http://www.soundcloud.com/redrazorthrashmetal

BandCamp: http://redrazor.bandcamp.com/

12- Considerações finais:

Agradecemos ao site Cultura em Peso pelo convite da entrevista e a todo mundo que se dispôs a ler o que tínhamos a dizer até o final.

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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