Inferno Metal Fest – abril 2015

inferno metal

O evento começou com 30 minutos de atraso, devido ao vocalista Frank estar em um  casamento.

Com um inicio de show promissor, a banda abriu com “Stay Out”, seguido de Fear to fall, e People of the lie,  se mostrando um pouco mais entrosada que dois meses atrás quando tocaram no Carna Rock e o som estava bem mais embolado.

Na apresentação faltou o pedestal de caveiras que já se tornou um emblema da banda.

Não houve rodas durante o show, a banda não empolgou como em momentos gloriosos anteriores, e se tornou um show mais técnico onde o público muito atento observava a banda tocar.

Ainda que com alguns tropeços, a banda busca um melhor entrosamento com seu novo baterista, e vem em crescente crescimento,  Alcoholic Trendkill é um clássico não apenas de Criciúma, mas de toda região, e no fim do show conseguiu uma resposta do público ao tocar “churrasco”, uma de suas mais famosas músicas, onde os mais ávidos cantaram do inicio ao fim.

 

A horda Luciferiano esteve por algum tempo adormecida nas profundezas dos abismos escuros, mas as almas se levantaram novamente, e desta vez desembarcaram em Criciuma, executando um black metal enraizado na obscuridade.

A face do cão foi o hino de abertura, seguido guerreiro de mim e opositor.

Com total sincrônica instrumental, impecável sintonia entre os membros eles fizeram um excelente show, que vez ou outra se ouvia um grunido do mórbido publico da noite, .

A presença de palco do vocalista alegraria ate Lucifer, não apenas pelo visual incluso de chifres, mas por sua proximidade com o público, sem dúvidas uma celebração das trevas.

 

Saindo das energias pesadas do metal negro, e chegando ao prog metal da Symetrya, detentora das maiores atenções da noite. O público agitou do inicio ao fim, com apse durante a musica Eternal Search. Symetrya conquistou , convenceu e agradou, não havia ninguém fora da casa durante seu show, e todos atentos a ótima apresentação.

 

South Legion, provavelmente a banda mais técnica desta edição, Headliner da noite, a banda fez uma apresentação extremamente limpa e entrosada.

Detalhe a se perceber foi a estreia de Rafael Spilere no grupo gaúcho,  e que a banda so fez um ensaio com todos os integrantes juntos, poucas horas antes do show.

Visceral, violento, perturbador, nos mínimos detalhes , foi executando um death metal brutal e ceifador aos ouvidos desavisados.

Abertura foi caracterizada pela homenagem a sua terra natal, tipo dos gaúchos que demonstram total respeito e admiração de suas origens, La pampa foi o tema inicial, The root of all wayof live foi o primeiro petardo, seguido por Here heroes died .

 

Mais uma edição impecável do evento foi realizada, mesmo que houve outros eventos na cidade no mesmo momento, ou poucas horas antes, os fieis guerreiros do underground fizeram sua parte, que nunca foi e nunca será uma obrigação, mas sim, uma demonstração espontânea de fidelidade a própria alma.

 

Fotos por Cremo:

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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