Loki: O dedo duro azarado

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Olá irmãos e irmãs, volto aqui atrasado para trazer mais um pequeno texto para vocês, hoje é dia de falarmos sobre o um carinha que causa altas confusões para essa turminha de deuses do barulho, ele se envolve em grandes aventuras causando muitos problemas, tudo isso na seção da tarde.

Loki, um deus pouco compreendido  e muito estudado, sim, a modinha estraga nossos deuses, mostrando um Thor de comercial pra shampoo e um Loki sendo uma bandida ciumenta. Acordando para vida para os que não sabem, Loki não é irmão de Thor, e sim do grande pai Odin. Outra coisa muito importante de se dizer é que Loki não representa o mal ou faz o mal, ele somente faz o que lhe da na telha, isto é, ele gosta de colocar fogo no circo.

Vamos para uma história interessante que mostra bem o perfil do Deus, e que também completa a história passada da linda Freya.

Tudo começa com a caverna dos anões, ao mesmo tempo que a Deusa fazia a festa com eles, Loki sorrateiramente assistia e pensava: vish, mas ta com o rabo solto essa Freya. Ao mesmo tempo que que Loki via aquela depravação feliz, também pensava em dedurar para Odin o fato. Ai vocês me perguntam: Mas Elvis, o que tem a ver Odin se ele é marido da Frigga? E eu respondo estilo Marcelo Rezende: Ele ia la, faze um sapecaiaia, depois voltava na surdina e a dona Frigga era a única que não ficava sabendo, mas me corta pra 16.

Chegando ao palácio de Odin, Loki veio reto caminhando pra ele, e de longe o Grande Pai já pensava “Vish, la vem bomba”. Odin somente olhou para Loki e disse “Desembucha” Mas Loki precavido já perguntou de primeira se Frigga estava por perto, ao que Odin diz que ela esta longe observando o seu vigésimo culto diário. Então seguindo:

Loki: É que tem um problema com a Freya …

Odin da um pulinho no trono e solta: her, ham, o que tem ela, com quem foi que ela foi fazer orgia agora?

Loki: Pois é, eu vi ela e uns anões numa montanha…

Odin: O que? Não era nem um, eram mais anões? – depois de um facepalm desaprovatório.

Loki: E o pior que ela fez tudo por causa de um colar.

Odin: Além de descontrolada, começou a agir como meretriz? – depois de alguns segundos pensando – Há mas providencie um jeito de ela perder esse colar agora.

Nesse instante Loki tinha um eco dentro da cabeça que repetia infinitamente (ferrou…ferrou…ferrou) então ele solta: Mas por que eu? Como vou entrar no palácio dela, aquilo é impenetrável.

Odin somente disse: SE VIRA! tu fez a fofoca, agora tu vai atrás do prejuízo.

Então só restou ao Deus a simples tarefa de tirar das mãos de uma maníaca compulsiva por joias, a sua joia mais preciosa guardada em um palácio impenetrável, simples não? Pois ele foi até o portão do palácio da Deusa e começou a pensar:

– Hum, eu poderia me transformar em um troll gigantesco e derrubar essa porta, mas isso faria muito barulho….hum…. vou dar uma olhada nessa porta – Loki se põe a olha a fresta entre o chão e a porta mas nada ali passaria, então ele ve o buraco da fechadura – há, aqui da pra passar! – Rapidamente o Deus se transforma em uma formiga, so que ficando minúsculo ele percebe que o trajeto da base da porta ate a fechadura já era um caminho enorme.

 

Loki-formiga começa a escalar a porta e flocos de neve do tamanho de carroças iam caindo o fazendo ter que subir cada pouco desviando de algum, até que ele chegou na fechadura e passou para o outro lado, retornando a forma de Loki normal. Sim, Loki acabou de invadir uma fortaleza impenetrável pelo buraco da fechadura.

Após dar uma volta no palácio ele finalmente chega até o quarto da deusa, e ao abrir a porta (aconselho vc colocar a musica “Yello – Oh Yeah”) ele vê o corpo da deusa somente pouco coberto pelo lençol em quanto ela dorme, um quarto luxuoso com uma grande lareira, e a Deusa nua na cama, varias joias, e a deusa espalhada na cama, em fim, por um momento ele sente um pavor como se alguém o estivesse observando com a baba escorrendo da boca, e retorna a consciência.

– Onde ela poderia guardar o colar… Pensava ele revirando o quarto sem fazer barulho, até que ele percebe o dito cujo no pescoço da Deusa – Claro, obvio que ela não iria tira-lo.

Novamente a cabeça de Loki soltava fumaça, pois ele deveria desprender o colar do pescoço da deusa sem ela perceber em quanto dormia, ate que ele chegou na conclusão de virar uma pulga, o problema e que ao virar a pulga ele caiu no carpete do chão e teve que percorrer todo o caminho ate chegar ao topo da cama.

Loki-pulga chegou na coxa da deusa, e em quanto andava passou por uma floresta dourada, logo após chegou em uma pequena caverna, que na verdade era o umbigo da deusa – Adiante! – dizia ele a si mesmo, e de pulo em pulo, passou por dois montes e parou em um dele, e o mordeu. Isso fez com que a Deusa virasse de lado, possibilitando assim para que Loki pudesse desprender o colar do pescoço da Deusa.

Por fim ele consegue desprender o colar, o retira levemente e sai do palácio mais rápido que sleipnir galopando. Quando já estava longe ele percebeu que algo o seguia, foi quando viu Heimdall o seguindo! Loki nem quis saber e se transformou em uma bola de fogo voadora, mas Heimdall virou uma nuvem de chuva e assim começou a acontecer uma chuva torrencial, ate que Loki virou um urso e começou a beber a chuva, então o outro Deus virou um urso maior ainda e assim a perseguição continuava com cada Deus virando uma criatura diferente.

Finalmente a luta terminou, e Heimdall venceu, Loki gritava com raiva que um dia iria se vingar do Deus, mas ele já havia pego o colar e estava a caminho de devolve-lo. Assim Freya recuperou o colar mas logo depois teve que se explicar a Odin, mas ela se explicou bem se e que vocês me entendem.

Em fim, fica um pouco obvio perceber por que Loki acaba dando um show de xingamentos a todos os deuses em um banquete, mas vamos deixar essa história para outro dia, basicamente ele não é mal, somente intrometido, e na maioria das vezes acaba se dando mal por se meter onde não é chamado.

Franchini, A. S. As melhores histórias da mitologia nórdica. 2008.

Lindow, John. Norse Mythology – a guide to the gods, heroes, rituals, and beliefs. 2001.

Bulfinch, Thomas. O livro de ouro da mitologia. 2002.

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