Review Inferno Metal – Nervosa em Criciúma

 

nervosa em criciuma
Algo comum em vários eventos do underground no Brasil, o atraso atingiu também o Inferno Metal Fest que costuma ser bastante pontual, mas nada que
afete a excelente organização do evento.

Inferno Metal - Nervosa - Cobertura - CULTURA EM PESO (10)

Nekrós vez as vezes de abrir os portões do Inferno na noite gélida criciumense.
O grupo formado por Pablo, Patrício, Camelo, Robson Brígido, deu um exemplo  de carisma e entrosamento. O peso do Thrash nas guitarras, e uma condução
marcante do baixo, começou a chamar a atenção do público ainda mórbido pelo  frio da cidade.
Apesar de ser uma banda de muito tempo de estrada, seu set trouxe um misto entre covers e autorais, “Holocaust” foi uma de suas melhores canções, mas
o cover da lendária Megadeth, “Symphony Of Destruction ” foi o responsável pelos maiores aplausos .

Inferno Metal - Nervosa - Cobertura - CULTURA EM PESO (23)
Pogo Zero Zero chegou realizou seu desejo de chegar a Criciúma e trouxe muita violência sonora para o palco da União Mineira.
A banda que tem um som vulcanizado nas linhas rápidas do hardcore old school com certas influências de metal fez um show totalmente autoral, que
se iniciou com a canção “Sem perspectiva”. Não demorou para as primeiras rodas da noite se abrirem e pouco a pouco o público se aproximar do palco
com mais energia. A troca de calor humano era intensa, e a cada música as rodas ficavam mais “gordinhas”, empolgando o público presente.
O baterista Lédis tocou muito gripado, com suspeita de inicio de febre, mas mesmo assim percebemos a fúrias das baquetas.
A banda teve seu apse em seu já clássico “Jugular”, seguido por Punhos fechados , anti – cristo e encerrando sua participação na noite com “Homem
Bomba”.

Inferno Metal - Nervosa - Cobertura - CULTURA EM PESO (48)
Os gauchos da Bravery Branded mostraram porque o metal da terra dos pampas é tão respeitado. Com seu power metal/ melódico de extrema sintonia e execução detalhada fizeram uma apresentação impecável.
“Marching Alone” foi o destaque do grupo durante o show.
O grupo ainda anunciou que esta trabalhando em um novo disco e que em breve será lançado.
O grupo tocou “Drei Helden” que fala sobre alguns heróis da segunda guerra mundial.

Inferno Metal - Nervosa - Cobertura - CULTURA EM PESO (116)
A casa definitivamente não estava cheia como se esperava, mas teve um público honrado que fez valer cada espaço livre. Em torno de 400 pessoas se emocionaram com o show do trio paulista Liderado por Fernanda Lira.
Elas que não estão acostumadas ao frio fizeram uma espécie de estágio em Criciúma para a tour europeia de 2 meses que em 10 dias irá se iniciar no gélido inverno do velho continente.

Ansiosamente esperadas elas subiram ao palco, e da primeira a última música ninguém descansou lá embaixo. “Invisible Oppression”, “Twisted Values”, “Into Mosh Pit”, “Wake Up And Fight” , e “Masked Betrayer” foram os destaques do show das meninas. Com os tradicionais saltos no público da roadie Beatriz, o show se tornava ao mesmo tempo divertido e empolgante.

Um reclamação de várias pessoas foi a de fumantes junto ao público, o que por lei é proibido.

Entrevista com a banda Nervosa:

Confira as fotos do evento:

 

Você pode também conferir as fotos da fotografa Soraia Antunes que esteve no evento fotografando também.

Clique no link abaixo:

Fotos feitas por Soraia.

 

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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