Cyber Croatan e o Black Industrial

cyberrrr65

 

Cyber Croatan é um prazer está batendo esse papo com vocês e gostaria que nos contassem mais sobre o estilo de som que vocês produzem, um tanto exótico e diferente mas que possui um número expressivo de apreciadores.

I – Primeiramente nos conte como surgiu o Cyber Croatan, qual significado, peço que vocês definam de fato qual estilo musical vocês tocam e nos apresente a formação da banda.

Olá, muito obrigado pelo interesse. Bom o projeto Cyber Croatoan surgiu após a minha saída da banda de Black Metal que se chamava Dark Symphorium onde eu tocava teclado e cantava com uma mescla de um som sinfônico e blasfêmico com inflências de bandas como Opera IX, Darkthrone, Emperor, Lacuna Coil , Tristania, Draconian, Cradle of Filth, Nightwish . O nome é base de uma lenda, A lenda de Croatoan é uma das mais conhecidas do folclore norte-americano, misturando um pouco de história, paranormalidade, boatos, fantasmas, demônios, religiões etc. Croatoan era um vilarejo onde a matéria humana simplesmente desapareceu e ficou somente o vilarejo que era batizado com esse nome. Vale ressaltar que os primeiros habitantes das colônias norte-americanas eram pessoas extremamente religiosas, e na época do possível fato houve duas explicações, ambas de âmbito religioso: Croatoan seria parte do Apocalipse, falando do arrebatamento de pessoas; ou então um demônio indígena que não queria estrangeiros em seu território. Os imigrantes tinham verdadeiro pavor do desconhecido, e por isso demonizavam as práticas indígenas norte-americanas. Então é algo em torno daquilo que desaparece sem explicação, há também especulações científicas sobre buracos negros que sugaram todas as formas vivas e diz a lenda que nessa local na Carolina do Norte ainda se ouvem gritos de socorro e lamúrias, dizem que ainda é possível ver sombras nos cantos se contorcendo em dor, como se tivesse sido levadas pela escuridão e permanecem presas ali sem salvação. Então o nome gira em torno disso, aquilo que desaparce com a escuridão de forma científica e digital, que é o que define nosso som , algo feito com a tecnologia atual mas trazendo todos os climas obscuros e tenebrosos de bandas antigas.

Hoje posso seguramente definir que o estilo da banda é o Breakcore Black Industrial que é a fusão do metal extremo com a música eletrônica. O Breakcore das partes mais pesadas que é de fato essa fusão com o black metal. O Industrial com as partes mais comerciais e mais dançantes que lembram bandas como Hocico, Psyclon Nine e outras. Poderiam definir também que o Gothic Metal e todas as suas vertentes é algo que está sempre presente na nossa música pelo fato dos sons clássicos como violinos, flautas, pianos, orgãos e outros sons que invocam esse lado melancolico. A formação da banda atualmente é Phillipe Cadaverico (compositor e vocalista principal) , Maia Guerra ( back vocais guturais e plenos limpos) Amanda de Souza ( back vocais sopranos e guturais) e Ys Kapettyne (DJ que cria os efeitos noisers, echos e outros efeitos em estúdio e ao vivo ) .

II – Como foi o contato que tiveram com esse estilo e porque escolheram produzir esse gênero musical no Goiás, onde a tendência no meio underground sempre foi o Rock e Metal, vocês acreditam que tocar esse estilo traz mais vantagens ou desvantagens por não ser tão difundido e produzido no meio musical.

Após um longo período ouvindo somente o metal, tive o primeiro contato com a música EBM, Industrial e esses variantes estilos que usam da bateria eletrônica para fazer seus rítimos. De início eu confesso que achei estranho pois não estava acostumado com isso, mas com o passar do tempo eu fui me encontrando dentro deste som, mas tinha que manter uma certa postura perante a galera do metal pois era um estilo que ainda recebia muito preconceito por parte do pessoal mais conservador e mente fechada. As outras garotas como Amanda sempre teve um contato mais direto com o meio e a nossa DJ Ys Kapettyne sempre teve uma forte influência da música eletrônica. Eu sempre gostei da banda Opera IX ainda com a vocalista Cadaveria por sentir que ela tinha algo a mais para dizer além daquele som, e foi dito e certo, após a saída dela, ela montou um projeto de Industrial que se chama Dynabyte, onde ela faz justamente o que eu produzo hoje. Isso me deu forças para criar algo do gênero. A princípio não foi nada pensado tipo: vou ter uma banda de industrial , eu não conseguia encontrar músicos para tocar na banda, então um amigo me deu a idéia de eu mesmo produzir essas baterias através de programas digitais enquanto eu não encontrava um baterista (missão impossível hahahahahahahah) e outros músicos para começar a produzir.Quando foi surgindo as músicas percebi que algo soava diferente e estranho , ao mesmo tempo legal e fora do convencional, então decidi manter sem uma banda em si porque poderia criar algo que não me limita-se, tanto que eu só cantava gutural na antiga banda bem ao estilo black metal , mas nessa pude me reinventar e aprender novos tons, aprender a cantar limpo e criar timbres novos sem imitar alguém. A rejeição de início foi algo pesado de ver, realmente passei muitas barras com isso , e muitas pessoas me chamaram de traidor da cena e pararam de falar comigo pelo estilo nvo que eu adotei, mas não poderia deixar de lado algo que me libertava por completo . Com tudo esse também é um estilo underground, as vezes mais underground do que o normal porque é de fato somente para quem gosta e não é nada usual e ou comercial, algo dificil de explicar porque.Trás muitas vantagens pelo destaque e sempre por ser lembrado como o pioneiro do estado e a desvantagem é sempre ser apontado por aqueles que não entendem o que é isso ou que acham que uma banda só se vale se tiver algum instrumento de corda, sendo que para se criar digitalmente tem que ter todas as noções de partituras e e tudo mais para poder criar. Mas com tudo hoje está com mais vantagens e hoje as pessoas parecem ter a mente mais aberta e curtir o som sem deixar de lado aquilo que elas sempre curtiram e isso é ótimo srrssrsr.

III – Gostaria de saber qual foi a motivação das garotas do Cyber Croatan em tocar na banda.

Maia Guerra foi a primeira a entrar para o projeto. Eu a vi cantando uma música do Suicide Silence em uma festa e na hora a convidei para entrar na banda , foi a primeira a entrar de fato no grupo , visto que sempre gostei de bandas com vocais femininos como Arch Enemy, Cadaveria, Otep, Eths, The Agonist e outras. Maia cantou a canção God of Death onde adaptamos a voz dela e ficou um resultado ótimo. Ela se motivou com o fato da oportunidade de estar em uma banda, ela não tinha contatos antes com a produção de música no geral. Amanda foi um convite quando precisavamos de uma voz a mais , mas com tons femininos para preencher os corais do som, e a convidei para participar da canção Plasmatic num evento na cidade de Anápolis chamado “Cyber Gothic Night” onde dividimos o palco com a banda de Brasília Acid Reaktion. Amanda acredito eu sempre quis estar trabalhando de forma musical e o Cyber Croatoan foi uma boa oportunidade para ela.

MAIA GUERRA: Porque era um sonho estar em uma banda diferente das demais que eu conhecia até então.

YS KAPETTYNE: * Experiência, eu nem havia terminado o curso de DJ e já tinha uma boa proposta para já ir aplicando o que havia aprendido, ganhando público, e o melhor de tudo dentro do estilo musical que eu mais gosto Industrial.

AMANDA SOUZA: Bom, particularmente a minha motivação foi pelo fato de ter uma oportunidade no ramo musical, foi também pela proposta do som. Pra muitas pessoas que não conhecem a Música Industrial, é uma novidade principalmente quando se trata no Estado de Goiás. Então, minha motivação foram por estas questões do som ser desafiador e algo novo pra mim, e sem dúvida a oportunidade de ingressar no ramo musical através do Cyber.

IV- Quais as influências musicais dos integrantes.

Phillipe: Minhas inflências variam entre todas as vertentes do metal, mas precisamente bandas como Opera IX, The Gathering, Tristania, Apocalyptica, T.a.T.u, Otto Dix, Lacuna Coil, Nightwish, The Sirens , Igorrr, vertentes do black metal , gothic metal, industrial e breakcore, e compositores de música clássica como Arvo Pärt que tanto amo , tento mesclar tudo nesse som que fazemos.

MAIA GUERRA: Minha influência vocal de gutural vem do Arch Enemy e do Cadaveria. Para canto pleno estou atualmente em estudo.

AMANDA SOUZA: Minhas influências musicais são bem variadas, vai desde o Rock mais tradicional ao Metal. Gosto vários sons, vai desde Cyndi Lauper, ACDC, Ozzy Osbourne, Deicide, Dimmu Borgir, Cannibal Corpse, U2, Type O Negative, Nine Inch Nails, Lacuna Coil, Within Temptation, Theatre des Vampires, Nigthwish, etc. Ah Beethoven rs

cyber66

V – Vocês já possuem álbuns lançados como o “Past of Pain”, além de outros materiais em coletâneas, Singles, nos conte mais sobre o material produzido por vocês até hoje e como foi o processo de produção,como também a resposta do público quanto a esses lançamentos.

O disco PAST OF PAIN foi produzido em base de músicas que eu ía compondo aos poucos , na verdade nem era uma idéia de um albúm, no início eu comecei sozinho e foi colocando músicas na internet para ver a resposta do público. O indice de rejeição das pessoas que desconhecem a música eletrônica pesada foi enorme, mas ao mesmo tempo várias e várias pessoas com mente aberta foram se identificando com a paranoia do som . Depois de juntar muitas músicas percebi que poderia ser um albúm já que todas as músicas se interligavam entre si com o mesmo tema, sobre mágoas passadas e contra a religião cristã e quaisquer coisas que pudessem oprimir o direito da pessoa ser aquilo que ela quer ser. Juntei todas as músicas e com o auxilio de um grande amigo do Code: Red Core (Ycarus Red:Core) que me auxiliou não só no lançamento do disco como na maioria das composições me ajudando com dicas de produção e muito mais (por sinal agradeço ele eternamente por tudo até hoje e pela grande amizade) , me mostrou o selo Abismo Humano de Portugal no qual eu poderia ter a chance de lançar o álbum e deu certo, o André Consciência gostou da proposta e me ajudou com o lançamento para download grátis para o mundo todo baixar. O processo de produção foi bem demorado visto que eu estava aprendendo a operar os programas de construção de música, algo que aprendi apenas vendo videos de tutoriais, e com esse meu amigo de São Paulo me ajudando muito também, aos poucos foi surgindo a história de PASSADO DE DORES em torno de uma mágoa muito grande que senti por passar por um fim de relacionamento muito conturbado que gerou muitos traumas e foi um passado horrível que só consegui me livrar um pouco perdendo a vergonha e falando claramente sobre ele, é o tema central do álbum em si. A resposta do público principalmente dos góticos e black metals foi imediatamente positiva porque sentiram ali (como a maioria disse) verdades descaradas e sem medo sobre o que a maioria das pessoas passam , é um reflexo geral cantado sem máscaras ou metáforas, quem pegar as letras para ler vê claramente do que e de quem estou falando . Hoje em dia o disco foi muito bem baixado e isso vinculou na Europa de maneira positiva o que fez que entracemos para coletâneas e eu a trabalhar com o grupo da Polônia ELEKTRO VILLAIN num remix da canção You’re Not Alone feito pelo Phersie Ferret vocalista do Elektro Ferret.

VI – Segundo a biografia de vocês a banda foi fundada em 2010, então já foram 5 anos de existência, já teve várias formações? Como foi a estrada de vocês até o atual momento.

Muito complicada hahahahahah (risos) . Tudo muito difícil. Desentendimentos com antigos integrantes, que não se encaixavam muito bem na proposta do que eu queria fazer. Antes cantei em uma banda de black metal e não suportei de fato a idéia do “Você faz assim e assado ” ahha eu que sempre quis fazer tudo e admito , sou um ditador no quesito composição. A coisa alavancou após os primeiros shows porque o pessoal via a diferença ao vivo do peso e da gritaria que é, e isso me deixou muito feliz porque tive a honra de cantar e tocar nos mesmos festivais das bandas que sempre ouvi na adolescência.A estrada segue firme, ouve momentos de desistência, não porque o underground é difícil, e sim porque sofri uma desmotivação forte na vida (mais uma vez kkkkkkkk) e não quis continuar, eu preciso de vontade de fato para fazer qualquer coisa, então fiquei mais de 8 meses somente com meus amigos bebendo dia e noite numa chácara completamente isolados de tudo (juro isso aconteceu mesmo ) onde só tinha trevas em volta, muito som trevoso e muita coisa errada, mas lá eu me encontrei de novo, percebi que de fato as vezes preciso voltar a depressão para ter idéia do que estou fazendo . Nada nunca foi por dinheiro e ou fama para ser estrelas, sempre foi pra cantar as angústias e ódio das hipocrisías da sociedade tradicional. Eu não sou tradicional, aliás eu sou a pessoa mais estranha que conheço hahahahahaha .

VII – Quais os melhores e piores momentos que já enfrentaram.

Phillipe: O pior momento foi um evento numa Rave na cidade Jaranápolis onde sofremos tudo de pior para uma banda: perda de ônibus, andar por horas no escuro, pegar carona, perder equipamentos, sermos distratados pelos organizadores, ter um pessimo show, e para voltar passar por coisas piores e humilhantes, lembro-me sempre de nunca mais tocar em Rave com produtores drogados filhas da puta que não cumprem o combinado.

MAIA GUERRA: O pior momento foi em um show de Trance em que tudo ocorreu errado por falta de responsabilidade dos organizadores, imagine por exemplo ter que pegar carona na Estrada a noite para ir ao show por falta de condução e não receber nada. E o melhor momento foi a entrevista gravada para o programa Nos Bastidores da TV Metrópolis com todos os integrantes do Cyber Croatoan.

YS KAPETTYNE: Concerteza os melhores momentos sempre foram aqueles em que quando nos terminamos o show e vemos que nosso trabalho esta sendo aplaudido, é muito boa a sensação de dever cumprido, é auto satisfatório!! Pior momento.. Rsrs … Sem comentários né Phillipe …

AMANDA SOUZA: Os melhores momentos é sempre quando estamos animados para tocar e saber que o local está com a galera esperando todos nós. Pra mim é um prazer enorme! Pois todos ali, estão no intuito de trazer a boa música à cada evento que realizamos. Pra mim é o melhor momento rs. O pior momento foi quando deslocamos de Goiânia até outra cidade, motivados e cheio de ansiedade para tocar em um “evento de primeira”, infelizmente isso não aconteceu! Apenas pessoas mal intecionadas e mentirosas! Além disso gastamos tudo que tinhamos, fomos humilhados e mal recebidos

VIII– Gostaria de saber como são feita as composições da banda?

Eu componho em programas digitais, mais precisamente o Fruitty Loops Studio , Mix Craft, Audacity e Reapper , depende do grau de cada música utilizo alguns plugins desses programas para criar, primeiro sempre crio os sintetizadores para criar melodia, após isso as baterias e por ai , quando vejo que tá tudo pronto escrevo uma letra que casa completamente com o que aquela melodia está pedindoe e no final sempre acaba sendo algo maligno ahahhahah, já tentei fazer som leve e não consigo. O processo de fazer com baterias eletrônicas eu confesso que é o fato de eu não ser bom para trabalhar em grupo, tanto que estando tudo pronto eu passar para as garotas para ai elas entrarem com as vozes em back vocais e nossa DJ com efeitos noias em base aquilo que já foi criado. Ainda não me interessei em colocar um guitarrista de fato e ou virar uma banda com instrumentos porque se eu fizer isso , perderá toda a essência de justamente ter começado a fazer um som diferente dentro do Underground, a idéia é justamente nadar contra a maré e contra a família underground tradicional brasileira ahahhahahahhahah

cyber3

IV- Qual o trabalho das garotas na banda? Elas também participam do processo de produção?

Phillipe: Todas tem sua parcela em ajuda , mas letras e composição de arranjos eu crio , algumas vezes a DJ Ys Kapettyne me auxilia ou cria melodias por conta própria para usarmos.

MAIA GUERRA: Sou Backing Vocal. Não participo do processo de produção, apenas das gravações e shows ao vivo

YS KAPETTYNE: Bom o meu é tocar, a parte de áudio ao vivo é toda minha, os meninos ficam por conta dos vocais, mas a parte de estrutura de áudio é só minha, e na construção das músicas geralmente eu fico nos retoques finais, efeitos, samples, remixes, etc.

AMANDA SOUZA: O meu trabalho na banda é ser Backing Vocal, dando suporte e ênfase nos vocais líricos e corais que tem nas músicas. E também no gutural quando tem necessidade! Sobre o processo de criação musical, não contribuo pela parte instrumental e nem composição. Mas em breve terão composições nossas na banda, só que em breve rs.

X- Qual a maior conquista da banda? E qual a maior dificuldade que já enfrentaram?

PHILLIPE CADAVÉRICO : Bom as maiores conquistas para mim (Phillipe) foi a amizade e admiração da galera de todo país e fora do país, nunca os vi como fãs e sim como amigos que compactuam com minhas neuras ahahha. Grandes momentos como gravar com a Sara Lilith (Luiz) que foi da banda de Death Grind DIABULOUS na canção I Am Satan para quebrar o preconceito do som, a primeira a dar o passo para que isso ocorresse com méritos dela pois a música é uma das mais vizualisada até hoje. E gravar com a banda de Folk Metal Indígena ARANDU ARAKUAA na canção Kuarup- Rito dos Mortos, que foi algo realmente inovador e incrível, onde eu e o Zândhio demoramos meses até chegarmos no ponto X para gravar, no final um resultado fodastico !!! Dificuldades enfrento 24 , não posso afirmar com precisão a maior, mas desde sempre tudo é dificultoso em termos de dinheiro pois somos tudo uns fudidos sem trabalho ,fazendo um som sem gravadora produtor e sem estar nos rótulos acessiveis para poder tocar em eventos o que sempre dificulta tudo ja que sempre existe a tal da “panelinha” mas isso já estamos tratando de quebrar rapidamente.

MAIA GUERRA: A maior conquista da banda foi o grande público alcançado não somente no Brasil como também em outros países. A maior dificuldade enfrentada foi o preconceito inicial que as pessoas possuíam referente a um som diferente.

YS KAPETTYNE: Pra mim a maior conquista, é o reconhecimento da galera, é ouvir seu trabalho tocando nas rádios, DJs internacionais fazendo remixes com algo que vc virou noites projetando, é isso que faz vc não desistir!!!Dificuldades… A falta de patrocínio, falta de responsabilidade por parte de organizadores, é vc tirar dinheiro do seu bolso pra ir atraz do seu objetivo e ser tratado mal, essa sempre foi a maior dificuldade, não só da nossa banda, mas de todas que estão aí na cena tentando se erguer, lutar pelo underground em sí é a maior dificuldade.

AMANDA SOUZA: A maior conquista vem acontecendo aos poucos com o reconhecimento que a banda está adquirindo. Fico felIz que o Cyber Croatoan, está sendo reconhecido na Europa e feliz pela banda ter participado da Coletânea Korvustronik, que pra uma banda é muito bacana isso. Ajuda a divulgar mais ainda o trabalho da banda.

XI- Como vocês consideram hoje o movimento do genero que tocam no Brasil e no Goiás? Nos conte também sobre a interação de vocês nos movimentos de Metal já que percebo que sempre tocam em shows com muitas bandas de metal, como se dá a relação com o público do metal?

Phillipe: Hoje em dia me sinto um sortudo por ser pioneiro do gênero no Estado de Goiás, pois o que mais me agrada é depois de um show o público vir e dizer centenas de vezes: “Caralhooo eu nunca ouvi um som assim antes, é super doido, estranho, no início estranhei mas depois curti, foda demais” , isso é super gratificante de ouvir. Eu já frequento o meio do metal a mais de 13 anos então sempre mantive amizade com todos e todos sempre souberam das minhas loucuras sonoras e de atitude, sempre fui um cara underground meio maluco mesmo ahahah com issso os convites para tocar em eventos de metal foram surgindo porque no geral as bandas de Industrial dos outros países também tocam e até demais em eventos de metal porque é SIM um som underground da mesma forma, pesado sujo com direito a muito bate cabeça como nós fazemos. Isso favoreceu grandes amizades com excelentes bandas da cena daqui como A MENTIRA OCULTA que sou amigos de todos e os amo muito pois fazem um som psicótico como o meu mas na linha metal e eu e os integrantes temos gostos musicais parecidos. SATTIVA que já dividimos o palco diversas vezes e mantenho contato direto com o Matheus vocalista, desde sempre. E vários outras bandas que mantemos contato direto e estamos sempre nos apoiando. A relação com o público metal é sempre boa, principalmente quando nos conhecem fora dos palcos e percebem que a gente é mais metal do que pareça hahahaha as vezes somos até cabeças duras com o estilo do tanto que ouvimos , hoje estamos mais libertos mas há momentos de extremismo como sempre ahahah Amo o metal e o público, amo todos vocês.

cyber

XII- Qual a canção preferida de vocês?

Phillipe: Difícil essa…. mas minha favorita é A Cold Breeze.

MAIA GUERRA: Minha canção preferida é “God Of Death”, e acredito que para todos nós “My Universe” por ser a primeira que gravamos todos juntos.

YS KAPETTYNE: Lamúrias Corrosivas, amo essa música desde antes de sequer imaginar ser DJ kkkk Sei lá, é um tapa na cara de muita gente que eu conheço!! Kkkk

AMANDA SOUZA: Que pergunta difícil haha. Gosto da Christhianphobia, You`re Not Alone, My Universe e Kuarup, Rito dos Mortos.

XIII- Quais os planos do Cyber Croatan para o futuro?

Bom, seguir compondo e terminar o segundo album que tem mais de 1 ano e 7 meses que venho compondo e soa realmente pesado, agora com mais experiência de estrada, seguir expondo o que pensamos, gritar para o mundo a liberdade de expressão de sentimentos, de você ser o que vocês quiser e todos são obrigados a te respeitar assim e ponto final. O futuro é incerto mas com toda certeza queremos continuar firmes.

XIV- Vocês são preocupados com o visual da banda? Qual fonte de inspiração vocês tem? Como se preparam para os shows?

Phillipe: Eu particulamente sou sim preocupado, gosto de que a banda tenha um visual condizente com o tema (e isso já gerou várias tretas ahahha) apesar de que não sou mais tão trevoso quanto na adolescência é a idade chegando então até em show uso o basico, o preto e coturnos no máximo um pouco de lápis no olho para dar um grau a mais e procuro sempre estar em boa aparência e em bom estado físico. Eu me preparo com muito aquecimento de voz, geralmente uma semana antes do show eu canto todos os dias para já ficar com a voz pronta pros berros e muito condionamento fisico para os bate cabeças exagerados da gente kkkkkkkkkk

MAIA GUERRA: Sim. Minha inspiração possui referências ao Gothic Lolita e visual colegial japonês de colégios internos. Geralmente nos reunimos e nos arrumamos todos juntos.

YS KAPETTYNE: Eu particularmente procuro looks mais sexys, sexy… Não vulgar,faço isso porque gosto de me sentir sexy, não pra chamar a atenção, mas por que gosto de me olhar no espelho e me sentir uma mulher “poderosa” hahaha … Não tenho um ‘foco’ de inspiração, eu tenho meu próprio jeito e pronto, me inspiro na minha própria insanidade mental kkkkkk

AMANDA SOUZA: Sim! A parte estética conta muito também, é uma das partes que chama atenção de uma banda. E creio que também para interesses de futuros empresários ou produtores seja bem atraente! É bacana ter o conjunto inteiro rs. A minha fonte de inspiração é a minha própria vontade e de poucas pessoas que me apoiam, infelizmente não são todos que apoiaram. Muitos nem acreditam, mas eu creio que temos um propósito a fazer música e vamos seguir! Nos preparando ensaiando antes e na hora de começar ficamos conversando com o público pra aliviar os nervos haha. E quando começamos a tocar ficamos bem focados e concentrados pra tudo dar certo.

XV- Qual a relação entre vocês na banda?

Phillipe: Amizade, as vezes tenho vontade de dar um tiro de 12 em todas e jogar de cima de um penhasco mas tudo bem . Confesso que tem tempos que sou insuportável até para mim mesmo mas é assim que as coisas andam.

MAIA GUERRA: O mais amistoso possível. Cada um está preocupado em dar seu melhor sempre.

YS KAPETTYNE: Amizade

AMANDA SOUZA: A nossa relação é boa! É tranquila!

XVI – Para terminar-mos a entrevista farei algumas perguntas sobre você:

Signo-

Phillipe: Libra

Maia: Escorpião

YS: Escorpião

Amanda: Leão

Banda Preferida –

Phillipe: Lacuna Coil

Maia: São várias. Sendo uma delas Sisters Of Mercy.

Ys: Marilyn Manson

Amanda: Tenho várias bandas preferidas rsrs.

Trabalho –

Phillipe: Somente com a banda atualmente. Se alguém souber de algum me avise kkkkkkk

Maia: Meu último trabalho foi na área de digitação de dados.

Ys : Auxiliar de exames em um hospital

Amanda: Por enquanto estou sem trabalho. Mas estou estudando pros vestibulares da vida rs.

Futuro –

Phillipe: Sem sonhos, Incerto pra mim

Maia: Sempre estudar para adquirir cada vez mais conhecimento.

Ys: Fama, glória e dinheiro!! Kkkkkk Bom carreira bem estruturada, estabilidade financeira, e minha família bem na vida é claro, todos mundo quer isso!

Amanda: Pretendo trabalhar ainda com música, estudar e aperfeiçoar mais em técnicas. Posso trabalhar com outras coisas, mas quero persistir no ramo musical.

Relacionamento-

Phillipe: Solteiro (e pretendo pra sempre me manter assim ) em Off

Maia: ……………………………………………………. Off

Ys Kapettyne …………………………………………. Off

Amanda : ……………………………………………… Off

Livro preferido-

Phillipe: Nieztche Para Estressados

Maia : Mentes Brilhantes de Alberto Dell’isola

Ys: Morro dos ventos uivantes, Emilly Bronte

Amanda: Para Filosofar da Editora Scipione.

Filme Preferido-

Phillipe: Carrie A Estranha

Maia : Todos da série Harry Potter

Ys: Meu malvado favorito kkkkkk sério

Amanda: Massacre da Serra Elétrica

Uma citação:

Phillipe : “Os mortos recebem flores porque o remoso é maior que a gratidão” Anne Frank

Maia : “É preciso de muitas lagrimas para saber o verdadeiro valor de um sorriso”

Ys: Foda-se

Amanda: ” Só nos momentos em que exerço minha liberdade é que sou plenamente eu mesmo: Ser livre significa ser eu mesmo”. Jaspers

cyberr75

Enfim gostaria de parabenizar ao Cyber Croatan pela dedicação e garra com quem se empenham na proposta musical de vocês, gostaria que deixassem um recado para os amigos e apoiadores da banda.

OBRIGADO POR TUDOOOO!!! EU AMO VOCÊS!! A todos os amigos , familiares que tem sido tudo para nós, a todos que acreditaram na gente, a todos que tiraram um tempinho para baixar o album e ir aos shows , a todas as palavras de carinho e apoio de todos todos e todos, eu gostaria de mandar um grande BEIJO a todos , isso é realmente lindo, algo surreal, alguém para para ouvir o que você canta (estou emocionado de verdade ao escrever isso, sim eu sou um poço de drama kkkk) Desde o início até agora o meu MUITO OBRIGADO a todos que ajudaram a gente direta ou indiretamente, gostaria de citar todos os nomes mas ficaria gigante. EU DEVO MUITO A VOCÊS, saibam que isso tudo é por vocês é nossas dores nossas paixões nossos traumas, tudo eu digo por vocês e por nós. Enquanto ainda ouver forças vamos continuar. Acreditem em vocês e não aceitem hipocrisias e preconceitos não aceitem ser iguais, SEJAM DIFERENTES.

COM AMOR : PHILLIPE CADAVÉRICO, MAIA GUERRA, YS KAPPETYNE E AMANDA DE SOUZA. 

Comentários

comentários

Sara Lilith de Anápolis Go, tenho 29 anos, graduada em Direito, produtora, vocalista de gutural. As coisas mais importante na minha vida é minha família e meu namorado Fred Maverick. Amo música, gatos, tatuagens, natureza, me divertir e me entregar de corpo e alma a tudo que acredito valer a pena.

Matérias relacionadas