S.O.S. Chaos festeja quatro anos de estrada com a turnê do álbum novo

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Por Thea Tavares

 

Completando exatas quatro “primaveras” neste mês, a banda curitibana S.O.S. Chaos está na estrada desde 11 de setembro de 2011, com seu estilo autoral e a pegada independente que mistura as batidas pesadas e ligeiras do metal/crust/hardcore. Duas viagens estão marcadas até o final do ano para divulgação do seu novo álbum “Geração Fim do Mundo”, o segundo, para firmar o caminho traçado pelo trabalho anterior, que foi “Ratos Urbanos”.

Integram o grupo hoje Alexandre (vocal e organização das turnês), Andrei (baixo), Buga (guitarra) e Bruno (bateria). Da formação original, continuam firmes os dois primeiros: Alexandre e Andrei. No dia 27 de novembro, a banda vai a Porto Alegre, RS, para subir ao palco com as grandes Cólera e Olho Seco. No dia 28 de novembro, é a vez de Chapecó, SC. Em 20 de dezembro, está programada a última apresentação do ano no Espaço Cult de Curitiba.
Com a turnê de quatro anos, o S.O.S. Chaos demonstra que o movimento punk, assim como o bom e velho rock and roll, em todas as suas vertentes e variáveis, se mantém na estrada por levar na bagagem a criatividade, a emoção, a atitude, o talento, a pegada independente, verdadeira e o profissionalismo necessários nessa sobrevivência. Humildade, sim, mas sem baixar a cabeça. Pensando grande, porque a causa exige essa atitude. “É uma luta cotidiana. No início, por espaço para tocar, por apoio. Mais tarde, para fortalecer a cultura punk, o underground, dar visibilidade às nossas ações, trazer referências de fora e promover eventos”, diz Alexandre.

 

Causando

S.O.S. Chaos já tocou em shows por todo o Brasil ao lado de grandes nomes do punk mundial, que ajudou a trazer ao Brasil, como a banda inglesa GBH, as finlandesas Terveet Kädet e Rattus, além do lendário Marky Ramone, baterista da norte-americana Ramones, unanimidade na preferência de todos aqueles em cujas veias ferve o verdadeiro sangue do punk rock.
Também fez turnê por aqui com a banda escocesa SPAT e a israelense City Rats, junto com a referência nacional Olho Seco, Cólera e Lobotomia.
Em pouco tempo, S.O.S. Chaos coleciona uma história de imensas e significativas conquistas, num meio em que para se manter independente não basta cavar espaços, tem de perseverar. Não basta correr atrás, tem de impor respeito. E isso, eles conseguiram empreender sem sombra de dúvida.

 

Veja os depoimentos de quem conhece bem a estrada do S.O.S. Chaos:


“Conheci os caras do S.O.S. Chaos quando a banda ainda era embrionária. Me surpreendeu o tamanho da vontade que eles tinham de ver a cena punk com as chamas acesas em Curitiba. E o que vi durante estes 4 anos foi um rolo compressor. Colocaram suas ideias dentro de um som rápido e porrada e foram ao palco. Agilizaram parcerias. Promoveram eventos. Abriram espaço para bandas novas. Trouxeram lendas. E, enfim, gravaram dois álbuns, rodaram o Brasil e incendiaram o underground. Eles são o exemplo de que o faça você mesmo, quando se tem vontade e garra, funciona. Parabéns, S.O.S. Chaos! Que venham os 40!”

(EDSON RIMONATTO, guitarrista do Rádio Cadáver).

 

“União da Vitória-PR, não me lembro o mês, ano de 2013… Dividimos o palco, Cólera e S.O.S. Chaos. Banda com som autoral, que logo me identifiquei sonoramente. Com influências de bandas como: Discharge, GBH, Olho Seco. Em maio de 2015, Alexandre, vocalista da banda, organizou uma tour no Sul do País, trazendo uma banda israelense (City Rats), onde o Cólera participou de três concertos no Sul e um na capital paulista, dos cinco que aconteceram em São Paulo. A banda S.O.S. Chaos, pelo que tenho percebido, está fazendo a cena musical independente da cidade acontecer, compondo som autoral, participando de eventos e gravações, organizando e promovendo concertos pelo circuito do faça você mesmo, dentro do cenário musical independente. Continuem com essa pegada, sempre em frente! Gravem mais discos, produzam mais materiais, com certeza vocês estão no caminho certo e, quem sabe, estaremos juntos mais uma vez numa nova tour. Up the punx!”

(WENDEL, vocalista do Cólera).

 

“Conheço o Andrei e o Alexandre já faz um tempo, caras super honestos, batalhadores… etc. Eles formaram a banda S.O.S. CHAOS, que faz um som mais voltado para o lado Europeu. Fizemos uma tour no Sul (Olho Seco e S.O.S. CHAOS), e nesses shows pude sentir o som que eles fazem. Puro HARDCORE de primeira linha, lembrando muito as bandas Inglesas do inicio dos anos 80’s. São caras que batalham muito para a cena independente do Sul do país. Conseguem ultrapassar todas as barreiras, fazendo dar certo todos os eventos. Em falando de Brasil nada é fácil: locais para tocar; gravação; fazer os CD’s. Discos então é sem comentários e mais difícil ainda… mas é essa batalha que temos por ser independentes. Vida longa para o S.O.S. CHAOS!”

(FÁBIO, vocalista do Olho Seco)

               

“Com o passar do tempo o Punk tomou diversos rumos, e em boa parte do mundo perdeu sua essência, em Curitiba não foi diferente. Daí há 4 anos atrás me aparecem uns caras expurgando todo ódio e indignação, exercendo o “faça você mesmo” e metendo o pé na porta do que for. Isso é o S.O.S. CHAOS, pura víscera do Punk, esses caras são foda.”

 

(RODRIGO MEISTER, guitarrista do No Milk Today)

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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