Otacílio Rock Festival 2016: Cobertura e resenha

Cobertura cultura em peso - OTA 2016 (162)

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OTACÍLIO ROCK FESTIVAL

Décima edição do festival mais esperado do ano. O festival que ao longo dos anos se consolidou e se tornou uma paixão para os amantes do metal no decorrer do tempo.

Santa Catarina em peso comparece ao evento, e mesmo em crise nacional financeira, se prepararam e foram, lotaram o parque Cambará, demonstraram que nem em todo lugar a cena anda desunida, e mais … o público presente não era apenas de Santa Catarina, Otacílio Costa recebeu paranaenses, gaúchos e inclusive paulistas, arrisco a dizer que havia pessoas de outros estados, a exemplo do Geraldo que ano passado desceu de Minas Gerais de carro para apreciar o carinho acolhedor do evento.

Porque Otacílio Rock Festival, escondido na serra catarinense, uma cidade pequena chama tanta atenção?

A resposta é clara, transparência, cumpre oque promete, mantem os pés nos chãos e tem uma equipe unida em prol de realizar grandes eventos, como vocês podem ver na entrevista com o produtor Denílson abaixo.

Conforme mencionado por Denilson, Elienai e Nani Poluceno fazem parte ativa da produção do festival.

O festival é um dos únicos a se manter de pé nos últimos anos, grandes festivais do estado pararam, tiveram prejuízos e/ou erros graves e morreram no caminho, ou no minimo estão na UTI parados tentando respirar para voltar a ativa.

De praxe o festival foi super tranquilo, nenhuma confusão (Fato que em qualquer evento do underground seja punk, hardcore, metal e etc raramente acontece), clima super familiar, e pessoas unica e exclusivamente em brindar a saudade da distância que os separa e o metal une, música boa, cerveja e acampamento, o resto é por cada um ….

A viagem pra Otacílio foi regada a muita chuva, e quem saiu cedo de casa para subir a Serra do Rio do Rastro pegou uma chuva leve, que se tornou tormenta grave por boa parte do trecho após a Serra e tudo indicava que montar as barracas seria desesperador. Porém chegado ao parque Cambará tínhamos sol, que perdurou por toda a manha ate o meados do fim da tarde.

A estrutura estava pronta, edição especial Open Air, nada monstruoso e assustador como foi o falido MOA, mas digna de nenhuma banda ter o que reclamar, e apenas soltar elogios, palco, espaço para público , som, bar e a loja da Otacílio rock wear com tendas cobertas prontas para ventanias e chuvas .

Religiosamente no horário o festival começou, e ate a última banda tudo tinha sido perfeito, inclusive adiantados em algumas vezes, a produção cumpriu e fez um festival da sua parte impecável, sem atrasos (Exceto Dr. Sin) e com todas as bandas.

Texto por Cremo.

 

Os shows no sábado …

 

A primeira banda foi a Blood Eyes, de Lages -SC, praticamente prata da casa, pela aproximação de Otacílio Costa.
Abrir um festival nunca é tarefa fácil, tem que ter pegada, punch …
E eles tiveram, o palco ja estava com bastante gente a frente enquanto eles tocavam, mostrando que eles tem talento, e claro o público catarinense é fiel e apreciador!

Review Cremo.

 

Soulthern

Com um heavy metal muito tradicional na linha oitentista, eles foram o segundo grupo a entrar no palco. Provenientes de Brusque – SC , tocaram músicas de sua demo, a Rock you ‘till die, como pro exemplo Runaway. Empolgaram e cumpriram o dever, os banguers bangueram !

Review Cremo.

 

Os gaúchos da Soul Torment agitaram o público logo no começo do festival, com o poder de Deisi Wolff nos vocais mostrando que mulheres estão sim presentes e ativas na cena.

A banda tocou seus melhores sons, regados a muita bateção de cabeça e os famosos Mosh’s.
Fechando com chave de ouro, encerraram o show com um clássico do Sodom, mostrando sua verdadeira inspiração para as composições próprias.
Review Dino.

 

A banda lageana de heavy metal Plunder ainda é nova na cena, com exceção do guitarrista Thomas Michel, que já integrou a clássica Mercenary Tales. A banda performou vários covers, tem potencial, mas esperamos mais músicas autorais. Em resumo o público aceitou bem a banda, que cumpriu com as expectativas.

Review Jéssica Meira.

 

Otacílio Costa representado no palco com a Legado Frontal
Mais uma vez no palco do Otacílio, a Legado Frontal levou o público a diversas rodas, galera cantando junto e musicalmente se desenvolvendo cada vez mais. Desde a primeira participação no festival até esta última, o público pode acompanhar o desenvolvimento da banda, troca de formações e agora, atingindo sua melhor fase, a banda divulga seu EP “A guerra não tem fim”, com letras que remetem a guerras travadas diariamente dentro de cada um e na busca por uma sociedade mais justa e igualitária, pois como dizem na música “Bênção”: Diminuir outros não te faz maior!
A banda, formada pelo Leandro na guitarra e vocal, Bóia na bateria, Piti no baixo abriu o show com uma das minhas preferidas “Nada a perder”, que mostra bem o espírito livre da banda e seus objetivos de sempre seguir em frente, independente dos desafios que aparecem. Ainda tocaram O prejuízo, Glória – foi você saudade e eu, A guerra não tem fim, Bênção, Seu mistério meu desejo e covers dos Raimundos, que também já é quase uma tradição em seus shows e sempre são sinônimo de participação do público.
Para acompanhar o trabalho dos otacilienses, basta curtir a página no Facebook (https://www.facebook.com/LegadoFrontal). O EP pode ser adquirido pelo e-mail legadofron[email protected]

Review Rubiane Lima.

 

Fundada em 2005 a Embrio é uma banda thrash metal de Cascavel – PR. Com cinco álbuns, a banda já tocou ao lado de Krisiun, Project 46, Havok, entre outras. Quanto a participação no OTA, os caras tem um som de peso e uma pegada que lembra as bandas de thrash nacional. O público aprovou o som a primeira vista. Esperamos que o EMBRIO dê as caras novamente por SC.

Review Jéssica Meira.

 

Khrophus

Os pais do Death Metal catarinense dispensam comentários. Banda com formação nova, entrando Chagas no baixo e vocal, substituindo Alex que saiu da banda, liderados pele terno guerreiro Adriano eles mostraram a força que o Death Metal catarinense tem na cena underground do país.

Sempre com suas músicas do mais puro Death, Khrophus agitou a galera que esperava ansiosa para ver a banda com sua nova formação.

Tocando seus clássicos, mais uma vez mostraram o quanto a banda é profissional no que faz e por onde passa agita seus fiéis fãs.

Review Dino.

 

 MX subiu no palco já no auge da noite, um dos shows mais esperados do festival , a banda não deixou nada a desejar. Os paulistas mostraram que o Brasil é sim muito bem servido de Thrash Metal.

Destruição é a palavra correta para expressar o quanto foi  intenso o show da MX. Galera agitando do começo ao fim com clássicos da banda e rolando muitos mosh’s.

Em resumo geral MX foi a banda que mais empolgou o público, depois de muita chuva durante a tarde.

Review Dino.

 

NervoChaos

Para muitos uma formação nova, entre partes, pois ja estão juntos desde Junho de 2015, a pegada é a mesma, violenta, bruta e sagaz.
O tanque de Guerra do Death Metal brasileiro com Cherry Taketani e Lauro Nightrealm  (as novidades da banda ) colocaram no palco todo o ódio do death metal. O show iniciou com “The harvest”, seguida por “Mind under siege” e “Dark chaotic destruction”. Em “All out war” as rodas estavam insanas e o frio da noite chuvosa em Otaclio era claramente esquecido. Em “Total Satan”, Ki Mazurkiewicz, já conhecida de muitos festivais do do estado, invadiu o palco, e foi muito bem recebida pela banda cantando boa parte da música, clara demonstração que  a banda é extremamente receptiva com seus fãs, e com o público quase que em sua totalidade exprimido em frente ao palco gritava junto com a banda.

O destaque da apresentação ficou para “Pazuzu is Here” onde posso destacar a maior agitação do público. Nervochaos fez um show para ficar na memoria, e que dificilmente será esquecido!

Review Cremo.

 

Symphony Draconis

Final de noite, frio, pelo menos imagina-se que uns 40% do público já havia ido dormir, mas havia ainda grandes guerreiros esperando a grande horda Symphony Draconis. Black metal da mais alta qualidade.
Com o inicio da apresentação vibrações ocultas se instalaram no palco, e áureas negras pairavam no ar …
Os gaúchos fizeram uma apresentação principalmente baseada no seu último trabalho “Supreme Art of Renunciation”, trabalho este que é uma grande obra do metal negro.

Review Cremo.

 

A noite foi encerrada com o show da banda Spiritus Diaboli.
Com um público fiel e apreciador do metal, a banda Spiritus Diaboli fez o seu show com maior público da sua carreira, segundo informações da vocalista Larissa,
Proveniente de Corupá, eles trouxeram um black metal old school, grotesco e cru, a noite de Otacílio dormiu com mais uma excelente noite de metal.

Review Cremo.

 

Os shows no domingo …

De São José: Skombrus
Com influências no thrash, hardcore, crossover e heavy, em bandas como Judas Priest, Slayer, DRI, Kreator e The Exploited, a Skombrus veio de São José para terminar de acordar a galera na manhã de domingo, agitando a galera que foi curar a ressaca de sábado na frente do palco para mais um grande show.
Através de um vocal gutural, que particularmente me agrada e não agride aos ouvidos, a banda fala um pouco do caos social em que vivemos. Formada por Luiz Henrique no vocal e guitarra, Ronaldo no baixo, Luis na bateria e Robson na guitarra, a banda declarou em sua página a alegria por poder contemplar e proporcionar um evento de alto nível com qualidade e excelente estrutura em todos os quesitos. “Não podemos deixar de agradecer a todas as bandas que fizeram sua parte com muito profissionalismo, qualidade e desempenho e por fim, agradecer aos bangers que prestigiaram o evento no geral, pois sem vocês, a festa nunca ficará completa”.
Com demo lançada a banda está gravando novo álbum com inéditas e as já conhecidas Olho por olho, Soco na cara e Crack  massacre, que deve ser lançado ainda este ano. Para acompanhar o trabalho da banda, curta sua página no Facebook (https://www.facebook.com/SKOMBRUS-141682335934231/?fref=nf).
Review Rubiane Lima.
Silent Empire lança primeiro EP no palco do 10º OTA
Novamente no palco do Otacílio Rock Festival, este ano a Silent Empire lançou seu primeiro EP Hail the Legions num show inesquecível. Formada por Ivan no vocal e guitarra, Israel (Ratinho) na bateria, Aline da guitarra e Danilo no baixo, a banda abriu o show com Self Preservation is the Key, primeira música do EP.
O show contou com a participação do vocalista da Vultorn Luciano Magagnin, com Endless Pain, um cover do Kreator. No palco, o vocalista Ivan ressaltou a importância de apoiar e tocar num grande evento com o Otacílio. Ivan também foi organizador de festivais por anos e desabafou sobre a dificuldade de manter um evento, seja o tamanho que for, por isso, deixa claro a importância de que todos participem, apoiem e deem o seu melhor para que a cena não se enfraqueça e os festivais não continuem diminuindo.
A Silent ainda tocou I´m empire; Among the Faceless; Conquest the Throne of Blasphemy; Unique and primordial; Deadly Fucking Assembly; Hail the legions (título do EP); Corpsegrinder, cover do Massacre; fechando com Destroy Doctrine Divine.
A banda já está com show marcados: Dia 14 de maio no Fear Fest, em Porto Belo; dia 4 de junho no Laguna Metal Fest V, em Laguna; e dia 8 de junho no Overground Roots III, em Ascurra. Todo o trabalho pode ser acompanhado pela página da banda no Facebook (https://www.facebook.com/SilentEmpireCriciuma)
Review Rubiane Lima.
O show mais esperado do festival: DR SIN. Eu, particularmente, não vejo bandas novas no cenário nacional, que façam o que esses caras fazem. O trio Hard Rock composto por Andria, Ivan e Ardanuy, com certeza fez a galera do OTA se emocionar. Mesmo com o atraso de aproximadamente duas horas, o público persistiu em esperar para ver os caras no palco. Com músicos extremamente talentosos e com uma bagagem musical de mais de vinte anos, a participação da banda no evento não tinha como dar errado.
Review Jéssica Meira.
Por imprevisto a banda Perpetua Dreams não foi assistida e pedimos imensas desculpas por isso, as demais bandas não citadas são covers e o Site preza em apenas citar/resenhar/apoiar as bandas autorais prezando assim pela criação e continuidade de novos materiais no underground.
Confira ainda a entrevista concedida por Patrick dono e idealizador da assessoria de bandas “Sangue frio produções, realizada após o fim do evento, onde o mesmo fala  como funciona a assessoria de banda.

 

Você pode conferir o vídeo que a Jéssica Meira membro da equipe de cobertura do Cultura em peso fez para seu canal particular no festival:

 

 

Fotos, entrevistas, resenhas, videos você só encontra tudo isso de uma vez só no Cultura em peso, desde 2007 apoiando e lutando pelo underground e sua união! Hoje somos acessados em quase todo o Brasil, parte da Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, e voltaremos a buscar os acessos perdidos na europa que outrora tivemos  e isso nos orgulha muito, fazer parte ativamente de uma cena tão lutadora!

 

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Cremo: https://www.facebook.com/culturaempeso

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Dino: https://www.facebook.com/jonathan.dino.79

Jéssica Meira:  https://www.facebook.com/jessica.meira.773

 

Confiram as fotos do evento:

 

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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