Entrevista com a banda Juggernaut

 

juggernaut

1- A banda é nascida em um estado muito promissor para o metal, e já com seus 11 anos de estrada é um dos grandes nomes no cenário catarinense, e na próxima semana estará no Fear Fest, qual é a expectativa para este evento?

Célio Jr: A melhor possível. Estamos a muito tempo esperando a oportunidade de tocar neste evento e o Juninho (produtor do mesmo), é sempre muito profissional, além de ser um grande fã da Juggernaut.

Alefer: Estamos ansiosos e bastante otimistas, pois será um show bem diferente. Tocaremos o Lines Of The Edge na integra para comemorar os 10 anos de seu lançamento. Também tocaremos uma das músicas novas pela primeira vez desde 2009. Já comparecemos em outras edições do Fear Fest e sabemos como é o lugar e a receptividade do público, então tem tudo para ser uma grande noite.

Cícero: A expectativa é das melhores, pois estamos em fase de composições para o próximo álbum e nesse dia estaremos tocando uma das músicas que estará presente nele. Esperamos que o público goste e que prestigie o evento.

 

2- No início do ano a banda promoveu uma série de atividades, como lançamento de nova camisa, patches e disponibilizar o primeiro cd “Lines Of The Edge” na integra no youtube. Como a banda lida hoje com a internet? Ela atrapalha a venda de cds?

Célio Jr: Nós não deixamos de vender o material só por ele estar online. Também existe essa forma de monetização, recebendo pelo Spotify ou pelas músicas no iTunes e afins. A internet veio para ficar, não adianta querer lutar contra.

Alefer: Nós disponibilizamos todas as músicas no YouTube, incluindo os dois álbuns e a demo, é uma boa forma de divulgar nosso som. Não acredito que atrapalhe nas vendas. As pessoas que não tem costume de comprar material, não vão comprar só porque não tem disponível na internet (acredito eu). Já o público que gosta do material físico, irá comprar se gostar do som. Muitos hoje em dia preferem ouvir ou comprar música online (Spotify e afins) em vez do material físico, é algo que temos que nos adaptar e tentar alcançar a todos.

Cícero: Acredito ser um processo que todas as bandas terão que se adaptar, pois, hoje nosso meio está cada vez mais informatizado e com isso temos que achar opções para se adequar. O público que costuma comprar material físico tem a opção de ouvir o álbum antes de adquirir, é uma forma de saber se vai valer a pena a aquisição ou não.

 

3- Em Junho vocês tocam com o Harpia, sendo uma das principais atrações do festival Hellcommander em Guaramirim, quais são as demais datas na agenda da banda?

Alefer: Além dos shows no Fear Fest e Hellcommander, estamos negociando outras datas, divulgaremos assim que fecharmos.

4- “Death, Sadus and Destruction” é o lema da banda expressado em seus riffs, como a banda vê a cena atual, em 2013 em uma entrevista vocês disseram que “Muitos estão vivendo a onda Headbanger de Facebook”, acreditam que esta fase passou, ou está mais intensa?

Célio Jr: Eu acho que está a mesma coisa. Além do público, que diminuiu muito, o underground infelizmente virou jabá. Você não consegue nem que um site publique uma notícia da tua banda se não tiver uma assessoria de imprensa por trás. Lógico que isso não é uma generalização, mas antigamente você entrava em contato e todos respondiam. Também temos a falta de união entre os produtores de shows, que organizam numa mesma cidade dois eventos (ou até mais) numa mesma noite em cidades que não tem público para isso. Acho que essas horas não custa conversar, ou até tentar unir forçar para fazer um evento só, bom e rentável, ao invés de cada um pensar só em si. Enfim, a cena como um todo precisa de uma reciclagem urgente.

Cícero: Mais intensa talvez não, mas que essa “onda” ainda acontece é fato. Vou em alguns shows na região e nem sempre o público é considerável, as vezes nem razoável. Acredito também que a nossa economia atual esteja interferindo nesse quesito, pois tem mês que temos 4, 5 e as vezes 6 shows e a pessoa acaba tendo que optar por ir em 1 ou 2 apenas, isso acaba prejudicando os outros eventos. De um modo geral, é preciso atingir esse público e mostrar o quão importante é a presença deles nos eventos de sua região.

 

5- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: MX, Taurus, Old Sepultura, Torture Squad.

4 bandas internacionais: Tankard, Iced Earth, Kreator, Dream Theater.

4 bandas Catarinenses: Khrophus, Zoombie Cookbook, Rhestus, Sodamned.

1 livro: Slash – The Autobiography

1 cd: pela importância no metal nacional Beneath the Remains – Sepultura

Música: pela sensação de liberdade e a belíssima mensagem, Wasted Years – Iron Maiden.

Metal: Diversão e amigos.

Juggernaut: um pedaço de carvão que se tornou diamante.

Underground: como uma montanha russa: cheio de altos e baixos.

Santa Catarina: qualidade de vida, orgulho, nossa terra.

Uma frase: “Todo homem morre, mas nem todo homem vive de verdade” William Wallace.

 

6- Após “Ground Zero Conflict” que teve grande aprovação pelo excelente material, a banda espera lançar algo em 2016?

Alefer: Sim, já estamos com algumas músicas prontas para o próximo lançamento, provavelmente será um EP. Estamos compondo músicas rápidas e bem trabalhadas, e assim que houver material suficiente daremos início as gravações.

 7- Quais são os principais objetivos a longo prazo do grupo?

Alefer: Queremos lançar o próximo material ainda esse ano. Depois é correr atrás de shows em SC e outros estados para a divulgação do mesmo. Também pretendemos lançar o primeiro videoclipe junto com esse lançamento.

8- E notável o amadurecimento da banda de “Lines Of The Edge” para “Ground Zero Conflict” , quais foram os principais fatores que tornaram a banda mais madura de um lançamento para outro?

Célio Jr: os novos integrantes que entraram e trouxeram novas ideias. Pelo meu lado, vejo que houve uma evolução a partir do tipo de som que comecei a ouvir em outras vertentes fora do metal (como o rock progressivo por exemplo).

Cícero: Ao meu ver, mudanças de formação, novos integrantes, novas ideias. É um processo chato, quem tem banda sabe como é, mas muitas vezes trazem benefícios e acredito que foi isso que contribuiu para que o álbum tivesse esse amadurecimento.

 9- Contatos:

E-mail: [email protected]

Facebook (página): https://www.facebook.com/JuggernautThrash

Facebook (perfil): https://www.facebook.com/JuggernautOfficial

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCZddjIEiJHPdH4vDimNJiWw

 

10- Mensagem:

Célio Jr.: Obrigado pelo espaço e pelo trabalho grandioso que vocês tem feito. Obrigado especial ao nosso público claro, que é o maior responsável por tudo isso. A Juggernaut não está parada, nunca esteve, porém, pregamos a filosofia que nenhum show é melhor que “qualquer” show.

Alefer: Primeiramente gostaria de agradecer ao convite para essa entrevista, o trabalho que o CEP faz é sempre sensacional. Ao público, compareçam aos shows das bandas de sua região, comprem material e apoiem como puderem. Curtam nossa página no Facebook, se inscrevam no YouTube, que sempre traremos novidades para vocês.

 

 

Comentários

comentários

Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

Matérias relacionadas