Entrevista com Sodamned de Joinville – SC

sodmaned

 

1- Para uma banda de Death Metal que conquista olhares até mesmo de quem não gosta de metal extremo, a Sodamned se saí bem neste quesito. Como é fazer um material e atrair olhares de outras vertentes do metal?


Gilson – Bom, é ótimo saber disso, mas não sei dizer, hahaha… Gostaria até que mais gente de outras vertentes falassem conosco a este respeito, pois como normalmente acompanhamos mais o Metal extremo, acabamos ouvindo mais a opinião desse pessoal.
Por outro lado, nós enquanto pessoas não somos radicais, cada um tem seu próprio gosto, mas todos nós ouvimos vários tipos de Metal e Rock, ou até mesmo algo de outros estilos musicais, então talvez as pessoas percebam isso em nosso próprio som, que acaba soando mais eclético e atraindo um perfil mais amplo de admiradores.
2- Surgiu em 99 em Rio do Sul, e hoje esta em Joinville, qual o motivo da mudança de cidade?
Gilson – É que a vida vai acontecendo, são quase duas décadas e durante esse tempo o line-up trocou algumas vezes, e por força do trabalho ou estudo acabamos mudando de cidade.
A banda foi formada por 3 riosulenses, mas já em 2007 dois não moravam mais lá. Quando o Gerson saiu da banda não havia mais ninguém residindo em Rio do Sul, depois disso a banda sempre ensaia onde resido, pois como sou o baterista sempre procurei ter um espaço próprio pra ensaiar e praticar. Já passamos então por Guaramirim e Jaraguá do Sul e hoje estamos sediados em Joinville.

3- 17 anos praticamente de serviços prestados ao metal, como a banda descreveria sua linha de evolução ao longo dos anos?

Gilson – Evolução mesmo acredito que sofremos com o envelhecimento, acumulo de experiências e com os novos membros trazendo suas influências. Tudo isso acabou nos tornando músicos e compositores melhores, só que no fim somos a mesma banda buscando fazer Metal extremo de nosso próprio jeito.

4- No fear Fest vocês vão dividir palco com outras bandas lendárias, todas com muito tempo de estrada, o que indica que será um festival muito maduro e de grande qualidade, qual a expectativa da banda?
Gilson – Já toquei no Fear Fest com o Luciferiano, então sei por experiência própria que o tratamento às bandas é ótimo. O que espero mesmo é que o público reconheça que temos um cast de peso nesse evento, e em outros em SC, de muito respeito, muita qualidade, e que compareça mesmo, pois se a presença dessas bandas não fizer isso, não sei o que faz.
5- Quais são os objetivos planejados da banda para este ano?
Gilson – Tocar muito, inclusive subir um pouco no mapa, levando novamente nosso show a outras regiões.

6- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Burn the Mankind, Unearthly, Lacerated and Carbonized, Desdominus;
4 bandas internacionais: Grand Magus, Mgla, Watain, Destroyer 666;
4 bandas Catarinenses: Battalion, Pain of Soul, Impiedoso, Khrophus;
1 livro: um que li recentemente – “Deus – Como ele nasceu” de Reinaldo José Lopes, lançado pela Superinteressante;
1 cd: Triumph and Power – Grand Magus, não consigo parar de ouvir!
Música: Metal;
Metal: liberdade;
Sodamned: dedicação;
Underground: uma família, desunida como a maioria;
Santa Catarina: um bom lugar para viver, até hoje ao menos;
Uma frase: “Sem música a vida seria um erro” – Nietzsche.

7- O que inspira a banda na hora de compor?


Gilson – Acho que cada um tem uma inspiração musical diferente. Ligeiramente diferente ao menos, já que a base de todos é o Metal, mas acho que cada um de nós puxa a preferência pra lados diferentes.
Mas em comum, como já falei, temos a característica de ouvir muita coisa que foge do esquema Death ou Black Metal, coisas novas e antigas, então tudo isso acaba influenciando um pouco. Em relação às letras nós sempre temos focado em assuntos mais pessoais ou filosóficos, a vida e o que lemos, vemos ou ouvimos influencia nessa parte.

8- O que vocês tem ouvido ultimamente e podem destacar na cena extrema nacional?


Gilson – Eu tenho ouvido ainda muita coisa antiga, ou som novo de banda antiga, como os novos do Rotting Christ e Destroyer 666. Mas também bandas que eu não conhecia como o Mgla e os gaúchos do Burn the Mankind. Da cena nacional vai faltar citar alguma banda, com certeza, mas eu recomendo mesmo o Symphony Draconis, Grave Desecrator, Dominus Praelii, Bestial, Alcoholic Death, Escarnium, Zombie Cookbook e mais algumas dezenas!!

9- Contatos, merchan


Gilson – Contatos podem ser feitos pelo Facebook da banda, ou pelo e-mail [email protected]

Pra quem tiver interesse temos disponível o CD “Songs for All and None” lançado ano passado. Também temos algumas cópias dos lançamentos anteriores, camisetas, buttons, adesivos, patches, enfim… se alguém quer conhecer ou apoiar a banda por favor contate-nos!

 

10- Mensagem:


Gilson – Aguardamos a presença de todos no Fear Fest, bem como em outros shows de Metal nacional. Sei que isso é até clichê de falar, mas se todo mundo ficar em casa a cena não anda. Vamos sair, comprar ao menos um CD ou dois por mês das bandas locais. Hoje um CD  underground custa umas 3 ou 4 cervejas, não tem justificativa pra não apoiar. Existem boas bandas em todos os locais do mundo, e aqui não é excessão, então saia da caixinha e apoie as bandas que existem próximas a sua casa também! E se alguém quer conhecer a banda, confira nossa página no Youtube, com músicas e vídeos disponíveis. Bang ´till Death!!!

 

Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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