Entrevista com Jailor de Curitiba

Jailor (1)

 

 

1- Completando 18 anos de estrada o Jailor é uma das grandes atrações do Fear Fest em Porto Belo – Sc daqui duas semanas, quais são as expectativas da banda para este evento?


R: É sempre ótimo tocar em Santa Catarina. O público é insano, as bandas possuem excelente qualidade. O Fear Fest é um festival bem organizado,
em um local excelente, sendo um dos grandes festivais do estado. Por isto tudo, sempre ficamos bastante empolgados para tocar na região.
2- A banda é um dos icones da cena curitibana, como vocês veem a cena atualmente na capital?
R: As coisas mudaram muito desde que iniciamos. Isto é fato notável. Temos tido muitos shows de bandas underground até bandas mais consagradas,
e temos visto muita gente nova indo aos shows. Ter este sangue novo curtindo o metal e as bandas locais é ótimo. Tivemos o
Curitiba Extreme Metal Fest, que mesmo com o cancelamento da atração gringa Malevolent Creation, foi mantido com apenas bandas curitibanas no cast e foi
um grande sucesso. Esperamos que este festival tenha novas edições.
3- “Capital Punishment” de 1999, “Religious Unpurge” de 2001 , o full “Evil Corrupts” de 2006 e “Stats of Tragedy” full lançado em 2015, são os lançamentos da Jailor, os fãns do som agressivo, pesado e rápido da banda pode esperar algo novo este ano?
R: Nosso foco para este ano será trabalhar na divulgação do Stats of Tragedy, até porque ainda faz pouco tempo que ele foi lançado e, por
ser um excelente material, creio que ainda temos muito o que trabalhar nele. Para este ano, planejamos um ou dois clipes, com músicas deste álbum.
Mas já iniciamos as composições para o próximo álbum, e a única coisa que sabemos a respeito é que está rápida e violenta, soando estridente como os
portões do inferno.
4- No inicio deste mês vocês tocaram no “Curitiba Extreme Fest”, como foi participar deste evento que contou com grandes bandas da região?
R: Foi ótimo em todos os sentidos: local excelente, público presente. Tivemos a chance de encontrar amigos que não víamos há muitos anos,
parecendo que voltamos no tempo. Prestigiar o trabalho de outras bandas, competentes e que fizeram excelentes shows foi também uma oportunidade
única. A ausência do Malevolent Creation não foi sentida, e tenho certeza que para o público foi uma excelente oportunidade de ver as bandas
locais reunidas e fazendo o que sabem fazer de melhor. O ponto negativo foi que a cerveja estava um pouco quente e, infelizmente, alguém furtou
as bebidas das bandas… [risos]. É um festival que seria ótimo ver em novas edições.
5- Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Division Hell, Laeviathan, Mercy Killing, Rhestus. Pena só poder citar quatro.
4 bandas internacionais: Suicidal Angels, Havok, Slayer e Motorhead.
Cena paranaense: Metal.
1 livro: Saco de Ossos, do Stephen King.
1 cd: Reign in blood (seria muito parcial citar Stats of Tragedy? [risos])
Uma música: Postmorten
Jailor: Metal!
Uma frase: Mais vale uma banda ruim de metal do que uma ótima banda de sertanejo.
6- Vocês estão participando da Coletânea da Cangaço Rádio Rock Vol. III, como surgiu este convite e qual a importância de uma coletânia como essa para a cena?
R: O trabalho da Cangaço conhecemos a partir de uma entrevista que demos para a rádio. É impressionante ver o trabalho deles que, mesmo com várias adversidades, não cessa! Estão batalhando, divulgando e interessados em promover as bandas nacionais. O convite partiu do Cristiano Borges, da rádio, que recebeu nosso material e curtiu pra caralho! E assim que nos convidou, aceitamos prontamente por entender a importância daquilo que ele desenvolve, pois, agrega o trabalho de muitas bandas de excelente qualidade. É essencial para o underground.
7- “Stats of Tragedy” foi o ultimo trabalho da banda, onde foi gravado, e quem fez a arte?
R: Foi gravado no Avant Garde, estúdio em Curitiba cujo proprietário é o Maiko Thomé. Aliás, ele faz tudo lá: desde técnico de som até copeiro! [risos]. A arte foi feita pelo Anderson L.A. que já havia trabalhado conosco no primeiro álbum e tem uma capacidade incrível de transformar as ideias em grandes artes!
8- Maiko Thomé Araújo foi quem produziu o cd, quais foram os critérios para a escolha dele?
R: Ele ter trabalhado com outras bandas curitibanas e ter apresentado ótimos trabalhos. Também a flexibilidade de horários, que foi
muito importante para nós e pelo fato dele ser músico com experiência acadêmica e também ter tocado em bandas, logo, entende muito
bem o que as bandas querem e do que precisam para impor qualidade ao som.
9- Quais são os objetivos a curto e longo prazo da banda?
R: Trabalhar muito a divulgação do álbum e fazer muitos shows. Acho que já superamos o impacto de termos parado durante um bom tempo. Também
queremos ver uma turnê em outras regiões do Brasil e, claro, também no exterior.

10- Contatos, merchan:


R: Temos muitas formas de contato.

E-mail: [email protected]

Facebook: www.facebook.com/jailorthrash,

Soundcloud: www.soundcloud.com/jailorthrash.
O merchan pode ser encontrado na ZN Store: www.znstore.com.br/jailor, e lá há desde vestuário até canecas (de chopp e café – uma para descolar e outra para curar ressacas) e também capas para celular. É uma loja de boa qualidade, confiável e com uma grande gama de opções, havendo também outras grandes bandas nacionais e internacionais lá. Também sempre há promoções legais e agora, na compra acima de 50 reais que contenha ao menos um produto de banda nacional, ganha uma camiseta da campanha “Eu apoio o metal brasileiro”.

11- Mensagem para os fans, e para os bangers que estarão no Fear Fest?


R: Tenho certeza que vocês terão um grande evento! Preparem seus tímpanos e fígados!

Jailor (2)

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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