Cobertura Anápolis Metal 2016

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Anápolis Metal 2016

 

Como mencionamos antes, o festival cresceu, adquiriu experiência e solidez, que foi percebida claramente desde da escolha do cast.

Bandas esclarecidas, com técnica, comprometimento e alta qualidade sonora.

A estrutura com o som em perfeitas condições desde o início, limpo e organizado.

E claro entrada franca fomentando a cultura, não é à toa, que o festival já faz parte da agenda municipal.

O público compareceu em peso, agitou, participou, abriu rodas, gritou, e fez parte intensa das apresentações, seria muito bom ver tantas pessoas comparecendo aos eventos de escala menor, fica ai a dica para aqueles que só aparecem em eventos grandes e gratuitos, já que sobre as bandas não podem reclamar, a boa maioria é a que participa dos eventos menores na cidade.

Mas é claro, se vê uma cena com muitas caras novas, renovada com uma geração participante em meio a velha guarda.

A iniciativa do churrasco na praça foi excelente.

 

Drunk Experience

O primeiro show do dia, abriu com  “Drunk Experience”, banda local de Anápolis e recém chegados aos palcos. Sua atual formação estão presentes : Jason ( Baixo/vocal ), Luís ( Guitarra ), Jonathas ( Bateria e back vocals ). Por mais que a banda seja nova, mostraram postura e profissionalismo em cima do palco, e com uma atitude muito positiva a todo público, soltaram o som em homenagem ao “Matheus Moreira”no qual havia falecido (assassinado segundo informações) na mesma semana deixando seu show ainda mais especial. A abertura do show foi com “Blood fear pain”. Ainda tocaram “Alma sucumbida”, “Sex and beer” ,” Lethal dose”, “Necrophilia” e “Psicosis”. Realmente não havia banda melhor para poder abrir o evento, riffs rápidos e bateria preenchida de blast beats, e um vocal grave no estilo “death growl” pesado e profundo.

Resenha feita por Joey (Shallrise)

 

Jacguard

Os anapolinos da Jacguard impressionaram pela técnica, foram a segunda banda a tocar, representando o heavy metal.

Com o público ainda chegando, e sob Sol escaldante a banda foi observada atentamente por todos os presentes, já que suas músicas eram mais obras para serem apreciadas por olhos atentos. Ainda houve tempo para a participação especial de Patão nos vocais.

 

Shallrise

Entitulados como groove metal e ignorando o Sol que que violentava as almas desavisadas, eles subiram ao palco. Joey vocalista da banda tratou de dispensar a calmaria que estava plantada e já na primeira música “Faceless God” ele intimou o público a se fazer presente e abrir rodas, e logo foi atendido.

Follow his quest e Deceivers foram uma sequência arrebatadora onde o Sol que antes castigava, foi simplesmente esquecido, ali de fato começava a brutalidade na tarde de Domingo. Compondo o time além do Vocal Joey, Leandro, Guilherme, Thiago e Victor, demonstraram que a banda tem crescido não só musicalmente, mas também em presença de palco.

O show ainda teve simply for nothing, The Fallen, For Redemption e Immersed In Memories como pancadas sonoras.

 

Prostibulus

 

Um dos grupos mais antigos em atividade em  Anápolis.

A Prostibulus liderada pelo vocalista e tatuador Marcelo trouxe uma nova formação, geração nova, sons antigos, roupagem polida.

Mais intensa, mais pesada e mais trabalhada, pode-se dizer que assim está a nova fase da banda, em seus 27 anos de muito thrash e death metal.

O show foi iniciado com “Estúdio da sorte”, “Pacto of the cure” e “Abraxas”.

Durante o show da banda Marcelo sorteou três camisas da banda juntamente com três tatuagens. Tocaram “Covardia suicida” onde as rodas aumentaram seus volumes intensamente, seguida por “The empire of senseless” e “Plan to be born”. A participação especial de Marilan antigo guitarrista da banda não aconteceu pois o mesmo havia machucado sua mão. No final Marcelo instigou o público a realizar o famoso Big Bang em “The end of the world”.

 

A Rua

Liderados por Mayzena A Rua, fez um show sensacional. Depois de sua passagem por uns anos em Curitiba-PR, Mayzena retornou a Anápolis com uma mente mais aberta musicalmente oque claramente esta exposto na “Rua”. De bandas de punk rock e hc melódico mais cruas, “A Rua” formada por Mayzena, Tutti, Amós e Rodrigo, fizeram um dos shows mais técnicos, pesados e surpreendentes do Anápolis Metal. Uma mescla que girou entre Hardcore, Metalcore, Punk Rock, Screamo e em certos momentos até mesmo reggae.

Presença de palco absurda, muitos beatdowns, rodas brutais.

Na música “Live” mais big bang, muito mosh pit, e um público incansável.

Eles tem apenas um ep lançado, mas já se mostram muito maduros e com longa caminhada de vitórias.

 

Revolted

Já se passavam das 19:00 e faltavam dois pesos pesados pra encerrar o festival. Um deles acabava de subir ao palco. Revolted com quatro anos de atividades, mas com muita experiência na bagagem, com músicos que tocaram em bandas fortes do cenário goiano como Mob Ape, I.M.L e Diabolous já é um dos grandes nomes do metal goiano.

Mais do que claro era uma das bandas mais aguardadas, e com a praça lotada não se esparava menos que um show insano. Iniciaram com sua música mais popular “Behind the sacred verses”, de baterista novo o show começou a puro pogo, rodas e gritos.

Pode-se notar que o vocalista Hedrey hoje já esta mais presente no palco, solto e mais “Frontman”. Revolted em nada se parece com uma banda nova, demonstrando qualidades de bandas com muita estrada debaixo das rodas.

Imperfect Memories, Scars of insanity, Heartbreaking foram cuspidas de forma descomunal na sua melhor versão. A mudança na formação da banda não foi de tudo sentida nem pela banda nem pelo público e a banda permanece pesada e sincera na sua proposta.

A banda tocou ainda Epidemia do disco anterior, e duas nvoas canções serão gravadas no próximo trabalho, com muito peso “Em nome do ódio” e “Viver … lutar …”.

 

Urban Cannibals

Uma lenda, mito e patrimônio goiano do hardcore, assim se explana melhor o que  é esta banda, que teve a fácil missão de fechar a noite. Para outras bandas poderia ter sido complicado lidar em ser a última da noite, mas não para eles.

Os headliners do festival tem um caso peculiar, não lançam material novo a anos, mas seus clássicos arrastam público durante seus 23 anos de história e cada show nunc é mais do mesmo.

Márcio, Bruno, Ramirez e Garfa fizeram mais um show de extrema brutalidade, carisma e hardcore do mais alto padrão.  O respeito que a banda transmite para o público é reciproco e em cada música se nota o amor dos bangers pela banda.

Com as participações de Marcelo (Prostibulus) em “Orgia Sexual” e Iúri Cremo (Cultura em Peso/ Ex La Lormenta) em Velhus Decreptus (RDP), além de um grande show se tornou uma celebração de velhas e importantes amizades.

O grupo tocou grandes clássicos como Amnesia  alcoólica, Companhia AS, Mídia Sensacionalista, Desoculpados e  Farsa Deploravel. Todas as músicas do show foram cantadas pelo público do inicio ao fim.

Ainda houve tempo para uma festa incrível durante o show, a banda pediu e o público acatou, os homems fizeram um circulo e somente as mulheres fizeram sua roda na música “Cuturnos em Fúria”.

O setlist do show da Urban Caniballs foi escolhido pelo público na hora, eles pediam a banda tocava, o que significa o entrosamento da banda.

Foi literalmente violento o show!

 

 

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Em breve esta matéria será atualizada com vídeos do show.

Confira as fotos do show:

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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