Agnostic Front no Clash Club: Review e cobertura fotográfica

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Salve, amantes da porradaria! Estrando minha participação como colaborador oficial do Cultura em Peso, minha missão foi cobrir o show do Agnostic Front, que aconteceu no último sábado 08/09, no Clash Club, em São Paulo. Antes de mais nada gostaria de parabenizar a toda equipe do Clash Club pela educação e o respeito com que tratam aqueles que, como eu, trabalham cobrindo shows de rock/metal. Tive toda a liberdade pra fazer o trabalho da melhor forma possível, com direito a espaço reservado do camarote e acesso livre a todos os ambientes da casa, além de ter sido tratado com muito respeito por todos. Faço questão de ressaltar isso porque acredito que esse tipo de exemplo deve ser seguido pra que a gente possa ter uma cena cada vez mais fortalecida e profissional no Brasil. Dito isso, é hora de falar dos shows.

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Last Warning

A primeira banda da noite foi a Last Warning que, confesso, me surpreendeu de forma muito positiva. Os mineiros do L.W. fazem um HC pesadíssimo e bastante agressivo, que agrada inclusive a fans de Metal, como esse que vos fala. A banda é coesa e competente, apresentando um repertório autoral poderoso e muito bem executado. Se você nunca ouviu o som dos caras, fica a dica.

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One True reason

O segundo show da noite ficou a cargo do One True reason, banda já bem conhecida do público e que fez uma apresentação cheia de energia, destilando um HC mais cru mas com muita qualidade. A banda continua firme e forte e demonstra que ainda tem muita lenha pra queimar. Em sua trajetória, eles inclusive jé aviam tocado ao lado do Agnostic Front, fato que foi devidamente lembrado por eles durante o show, dando à ocasião um sabor de reencontro.

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Agnostic Front

Finalmente os novaiorquinos do Agnostic Front sobem ao palco e, logo de início já é perceptível a enorme empatia que os caras tem com o público. Mesmo após tantos anos de carreira fica claro que ele mantém aquela humildade típica de uma banda de HC que presa suas raízes e que busca a todo o momento essa proximidade com os fãns. Ao longo do show, foram inúmeros os momentos em que o palco ficou loado de fãns e a banda mostrava estar perfeitamente a vontade com isso. As fotos que fiz de alguns desses momentos, não me deixam mentir. O vocalista Roger Miret fazia questão de chamar o público pra perto o tempo todo e de se referir a todos os presentes como “minha família” deixando bem claro que essa proximidade com as pessoas, pra ele, é um dos fundamentos do Hard Core. No repertório, vários dos clássicos da banda (em sua maioria cantados de ponta a ponte pelo público), bem como sons do disco novo “The American Dream Died” de 2015 (Nuclear Blast Records). Mais para o final do show, o guitarrista e fundador da banda, o também carismático e brincalhão Vinnie Stigma também assumiu os vocais e cantou para o público de São Paulo fazendo da noite um momento pra fã nenhum botar defeito! Certamente um show pra ficar na memória de todos os fãs e um exemplo de humildade aliada a competência e empolgação que, mesmo após tanto tempo de estrada, continua a contagiar a todos.

Texto e cobertura fotográfica  por OTTO PEYERL

Confira as fotos do evento:

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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