Porão do Rock: Cobertura 2016 – CEP

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Porão do Rock 2016

 

FESTIVAL PORÃO DO ROCK – 2016

 

18 anos de festival. O Porão do Rock chegou na maior idade, para alguns em queda, para outros ainda gigante, mas raríssimos eventos chegam em idades tão longas com a popularidade tão em alta, aliás poucos são aqueles que chegam a essa idade. Um festival que segundo informações já teve 40 mil pessoas em uma só edição, este ano não estava tão apertado, o que não significa que estava vazio.

Três palcos, casa cheia sim, estrutura impecável, e ingressos para ninguém reclamar. Estes R$ 20,00 reais de entrada (R$ 15,00 para bikes) foram um convite ao público para sair de casa e nem a chuva foi capaz de para-los!

Banheiros limpos durante todo o festival, horários se mantiveram firmes durante boa parte da apresentação, mas o atraso nas bandas finais foi mínimo, a equipe de limpeza não dava espaço para os mal-educados que jogavam latas no chão, nota 10 para toda a equipe do Porão.

A maquete virtual oferecida pela produção no site do festival foi providencial, tudo no seu devido lugar, era impossível se perder.

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Maquete Virtual Porão do Rock 2016

Houve roubos durante o evento, mas os meliantes foram presos, segundo informações eram mais de 20 celulares, mas após denúncia a polícia ágil com rapidez , prendeu os marginais e tudo seguiu conforme manda o figurino.

A crítica fica para a praça de alimentação onde os lanches oferecidos estavam quase na casa do valor da entrada, quem ganhou economia para entrar perdeu ela ao comer.

Um festival da paz, pode se ver muitas crianças, várias famílias, muitos seguranças espalhados , jornalistas trabalhavam tranquilos e sendo bem atendidos pela assessoria de imprensa, e claro pelos artistas.

Dos três palcos, nós do CEP focamos em cima do palco pesado (Brasília Tattoo Festival), o que mais representava o underground, mas passamos os olhos nos shows dos outros palcos, destaques para Nação Zumbi, Ira, Supla, Planet Hemp e Emicida que aglomeraram pessoas a frente de seus palcos, cantando suas músicas e grandes clássicos de carreiras extensas e bem sucedidas. Muitos não sabiam onde ficar, a dúvida imperava quando os horários começaram a se chocar.

Pela destreza, estrutura, qualidade, e cast muito bem dividido é impossível negar que o Porão continua sendo um gigante nacional que abrange da música alternativa ao extremo do underground.

 

Aos shows …

O CEP pede desculpas as bandas Project46, Supla e Miasthenia, pois as entrevistas realizadas com as mesmas não captou áudio, o que nos fez perder o material realizado nas entrevistas.

*Todos os vídeos realizados no festival não captaram áudio, por defeito não percebido no momento da cobertura, já que o gráfico de áudio aparecia normalmente no nosso equipamento.

Contatamos uma autorizada Nikon na cidade de Goiânia – Go, e outra nos Estados Unidos, porém não obtivemos sucesso nessa investida, ocasionando neste prejuízo de material sem áudio.

*A entrevista com a banda Hibria foi captada por áudio de celular, no equipamento não captou áudio.

 

Nossa equipe chegou pouco após o início do show do Supla (Sim nós acabamos chegando atrasado por N motivos).

Resenha por Cremo.

 

Supla:

Chegamos quando o papito cantava “Comer você”, música inspirada no emblemático integrante dos Sex Pistols (Sid Vicious), seguida por Pet Semetary (Ramones). Supla que é um músico engajado na mídia, tem mais de punk que se pode imaginar, o sucesso midiático muitas vezes lhe rende o apelido de playboy comumente interpretado por aqueles que nada intendem de ideologia, mas focam apenas em visual e notícias sem fonte. Como o próprio músico diz, ele é punk, mas nasceu em berço rico, o que não faz dele menos que os demais. Durante nossa entrevista o músico declarou que a escolha de ficar nos Estados Unidos não teve apoio dos país, o que acarretou em ter que trabalhar inclusive como pedreiro para se manter. Durante seu show com um público cada vez mais próximo ainda destacamos “Amor entre dois diferentes”, e os clássicos da sua carreira “Humanos”, “Green Hair” e a fantástica “Garota de Berlim” que fez sucesso no mundo inteiro, na época com participação de Nina Hagen.

Resenha por Cremo.

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Supla após conceder entrevista

 

Voodoopriest

Voodoo sonoro!

Por volta das 19:30 sobe ao palco Vodoopriest com seu poderoso Thrash metal, em liderança de Vitor Rodrigues mostraram uma performance digna de aplausos e bangueadas, apesar de pouco tempo de formação mostraram que vieram pra ficar, a banda conta com músicos de peso para o seu Vodoo sonoro! Nem mesmo a chuva desanimou o público que ia a euforia se concentrando em mosh pits  e agressão. Tocando grandes clássicos como ‘’Mandu” e ”Reborn” headbangers gritavam em insanidade, a passagem da banda pelo Porão do rock deixou um sua marca em uma atmosfera destruidora e caótica!

Resenha por Brenderson

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Voodoopriest

Miasthenia:

Dando início ao ritual espalhou-se a morte e sua essência negra aos bangers presentes com seu vocal rasgado Susane Hécate e seus teclados infernais invocava xamãs em meio ao Porão! A banda que vem conquistando seu espaço a cada dia na cena do metal extremo, sendo a primeira banda de Black metal a tocar no evento dividindo opiniões entre amantes da cena. Com uma performance polêmica e arrasadora empolgados por uma bateria veloz e potente e riffs mórbidos, abre-se uma roda, o que não é muito comum na vertente do Black metal, finalizando ao som de ”Rituais de rebelião” deixando seu legado de ocultismo e morte no ar!

Resenha por Brenderson

 

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Miasthenia

Hibria

As 21:20 sobe ao palco os sulistas do Hibria a banda que vem ganhando um vasto espaço no cenário nacional, com guitarras poderosas e puro Heavy metal a banda contagia com um carisma e envolvimento de interação com o público, tocaram vários sucessos como “lonely figth” e”pain”. Esta é a segunda passagem da banda pelo evento Porão do Rock sendo a primeira em 2011, ficou claro e nítido a evolução do som incentivando mosh pits e muita bateção de cabeça sincronizadas levando os maníacos a o êxtase sendo aclamados com o público gritando o nome da banda e aplaudindo. A banda que lançou um novo álbum em 2015 trabalha em sua turnê de divulgação.

Resenha por Brenderson

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Hibria

 

Oitão

É Oitão na cabeça!

Com um arsenal de calibre grosso Fogaça e seus comparsas sobem ao palco pesado!  Um verdadeiro tiro na mente de alucinados por porradas e som agressivo mostrando a verdadeira essência do hardcore, com críticas sociais a banda esbanja verdades politicas a kilometros do congresso nacional. O show não faltou mosh pits e muita alucinação, a banda paulista vem conquistado fãs por todos os cantos do Brasil e do mundo com seus sons super pesados e letras conscientes, tocaram também covers de peso pesado como ”Vida ruim” do Ratos de Porão e ainda ”molecada 666” com o participação do vocalista Tulio (DFC) representando nos vocais e levantando poeira, finalizando com ”Maldito papel” deixando seu legado pelo Porão rock já esperando a volta da banda por Brasília.

Resenha por Brenderson

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Oitão

 

Worst

Hardcore sem dó de porra nenhuma!

Os paulistas do Worst chegam com sua presença marcante ao palco do Porão, soltando uma metralhadora de agressão verbal. O  vocalista Thiago Monstrinho chama para o combate, o público responde a altura se armando como verdadeiros guerreiro em frenéticas rodas ,a banda que atualmente é um dos maiores nomes do hardcore nacional tocaram grandes musicas como “Sem dó”  e ”Pesadelo’‘ que levou a plateia ao êxtase da violência, passando sua ideologia e pregando sua revolta contra o injusto, tocando também uma das músicas mais apreciadas pelo público ”Te desejo todo o mal do mundo” marcando assim sua passagem pelo palco pesado no Porão do rock!

Resenha por Brenderson

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Worst

Lost in Hate

Já se passavam de meia noite e meia, e um novo dia se iniciava quando entra no palco pesado uma das maiores referencias do hardcore do Distrito Federal, a banda que já conquistou espaço no Brasil e também tomou boa parte do exterior! Começaram com acervo de boas canções agressivas e odiosas como ”Holocausto” e ”apenas mais um”, com todo seu peso a banda também contou com a participação especial de seu fundador ”Verruga”  com a banda  causando moshs e escoriações em canelas no meio das rodas, Após gravar o DVD ao vivo em comemoração aos nove anos da banda um show marcante e importante na história do grupo, e também uma péssima noticia aos fãs, pois o mesmo seria seu show de despedida, Lost In Hate encerra  suas atividades no evento Porão do rock dia 29/10/16.

Resenha por Brenderson

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Lost In Hate

 

Project46

 

Project chega aguardado pelo público que se concentra a frente do palco já nas primeiras palhetadas de Jean Castellari tocando seu sucesso ”Error +55”

A banda que se prepara  para uma turnê na Europa mostrou que veio pra ficar contagiando Brasília, entre vários petardos com como ”Caos renomado”  e ”Violencia gratuita”  fazendo a galera cantar junto! Como todo peso do metal instigaram vários moshs e pancadarias, ao enredo da empolgação e euforia subiam, ao final do show tocando ”Acorda pra vida”, o público canta em couro levando uma energia de satisfação de agradecimento, retribuídos pela banda.

Resenha por Brenderson

 

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Project46

O balanço final é positivo e todos ja esperam ansiosamente pela próxima edição, acompanhe o CEP, você verá coberturas em várias partes do Brasil, entrevistas, matérias, colunas e muito mais.

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Do underground ao maistream seguimos do punk ao extremo!

 

Confira a cobertura fotográfica:

Fotos por Cremo.

 

 

 

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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