Entrevista com Maykon Kjellin, da Doctor Jimmy

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1 – Maykon, estou aqui representando o CEP e estamos aqui para saber da Doctor Jimmy. Sendo assim, não pode ser diferente, a primeira pergunta é sobre o primeiro CD de vocês .O que tu pode nos dizer sobre ele?

Fala Cultura em Peso, agradecemos primeiramente o espaço. O nosso primeiro CD foi desenhado e planejado algo em torno de dez músicas, algo que infelizmente não rolou e por motivos maiores tivemos que baixar o número para seis faixas, deixando novidades para mais breve. A capa está em fase de construção e as músicas quase todas concluídas, faltam detalhes precisos. Desde quando montamos o projeto, já tínhamos o nome em mente, “Cotidiano” foi o tema escolhido para este nosso primeiro trabalho e músicas rotineiras do nosso dia a dia, sendo o tema todo dentro dele, exceto uma faixa que será uma bonustrack, que será algo totalmente fora deste contexto.

2 – Como tá sendo o trabalho de gravação? Pra ti a banda está amadurecendo com o processo?

Nascemos de um intuito de fazer covers de grandes clássicos do Rock em geral, isto já era um processo bem complicado e exigia muito dos músicos da doctor, sendo assim perdemos muitos membros até encaixar uma formação olhando para o mesmo horizonte. Qualquer processo de “profissionalização musical” eleva o amadurecimento e a experiência musical de cada músico, começamos a ver a música de outra maneira e abrimos nossos olhos para muitas coisas que deixávamos passar batido. Acredito que o maior responsável pelo amadurecimento da banda em uma gravação, é um produtor preocupado com o trabalho, desde o início nosso produtor Gustavo Schattschneider abraçou o projeto e fez um trabalho dele também, com ele vimos muitas coisas que não conseguíamos enxergar antes e isso amadurece para caramba, outra coisa que mudou bastante, foi que adicionamos na metade das gravações um membro a mais, o Endryll passou a se dedicar apenas aos teclados, dando mais dinâmica na nossa sonoridade, sendo assim, Carlos Gustavo assumiu a guitarra base, era algo que pretendíamos mais para frente, mas tudo ocorreu naturalmente e foi outra coisa que tivemos que nos reinventar, ter mais um membro é mais responsabilidade e requer mais pés no chão e mais amadurecimento dentro da banda.

3 – O que podemos esperar da mixagem e da sonoridade?

Com o Endryll apenas no teclados, teremos coisas novas jamais vistos nos shows da Doctor Jimmy, foi algo que nos deu mais opções dentro das músicas. Já a mixagem, temos um dos melhores caras por trás disto, o produtor que citei na resposta anterior está todo dia se inovando atrás de cursos onlines para corrigir uma ou outra coisa, a cada ida no estúdio uma novidade surge, estamos tentando deixar nossas músicas com um gostinho dos anos 80’s, que é a nossa maior influência. Mas já adianto que não será nada que descaracteriza nosso estilo, quem acompanha os nossos shows ficará impressionando com o que estamos trazendo!

4 – A música de trabalho é “Não tenha pressa”?

Esse é o single que soltamos após recebermos muitas mensagens pedindo para soltarmos algo novo. Escolhemos a dedo uma música, que para nós é um lema de vida, essa é a nossa baladinha. Se voltamos um pouco antes no tempo, tínhamos lançado em 2014 o single “Homens Fardados” que estará neste CD, mas com algumas mudanças. São duas músicas que temos um carinho especial, foram elas que abriram muitas portas para nós.


5 – Certo, um arzinho de mistério então. E nos conte, há algum marco que a Doctor, ou mesmo você, houvesse estabelecido e que já foi alcançado? E algum marco que a banda tenha traçado pra ser alcançar? 

Cara, uma vez tínhamos uma vontade imensa de saber como é fazer uma turnê do tipo tocar todo dia, foi então que surgiu três shows seguidos, em uma quinta-feira tocamos em São Joaquim, dormimos lá e corremos para a Praia do Rosa em Imbituba para tocar na sexta, já no sábado fomos para o Farol de Santa Marta tocar, foi uma “turnê” desgastante. Depois alimentamos a meta de voltar um dia a tocar na serra e conseguimos voltar em Abril deste ano na famosa Festa Nacional da Maçã, aonde fomos muito bem recebidos por público e organizadores. Fora isso, acho que é um marco muito grande já estar em um estúdio gravando as nossas músicas e recentemente, não poderia deixar de citar, a votação que vencemos com incríveis 1830 votos para abrir o show do Supla no John Bull em Floripa, um show em um lugar aonde muitas bandas gostariam de estar, são muitos marcos nestes quase cinco anos de existência.

6 – Como foi abrir o show pro Papito?

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Experiência única e memorável, o cara é a humildade em pessoa. Desceu do palco durante sua passagem de som e se apresentou para nós (como se precisasse). O nosso setlist foi muito bem correspondido e conseguimos mostrar as nossas autorais que foram muito bem aceitas, a procura pro CDs foi imensa e a conversa com o pessoal depois do show foi bem bacana, nos sentimos em casa.

7 – É sempre bom quando um cara renomado no meio que nós vivemos e admiramos é gente boa. E qual a agenda dos Doctors?

No próximo dia 25 de Novembro desembarcamos em Tubarão para possivelmente fazer o show de despedida de 2016, depois disso estaremos “morando” no estúdio para finalizar o nosso CD, pode acontecer um show no final de ano em Imbituba, mas nada confirmado ainda, talvez surpresas surgirão, vamos ver hahaha.

8 – Aproveitando o momento e fugindo um pouco da Doctors, gostaria de falar do Subsolo, mas especialmente da “Coletânea o Subsolo”! Quero elogiar a iniciativa, reunir 22 sons independentes de bandas de vários locais do país é algo muito foda e a idéia deveria se propagar! A promessa é que estaria circulando no final de novembro, vai ser isso mesmo? Existe algum plano pra fazer essa coletânea rodar na mão do público? há novos projetos engatilhados? 

O SubSolo é outro sonho realizado, sobre a coletânea, consegui certinho lançar no prazo que eu mesmo exigi, segunda-feira passada (13 de Novembro) foram enviados via correio mais de cinquenta pacotes para bandas, assessorias, rádios, blogs e sites. Inclusive o Cultura em Peso logo logo vai receber seus exemplares. A Coletânea foi um projeto muito bem calculado para que não tivesse liberdade de ter erros. Muitas coletâneas focam em uma determinada vertente e O SubSolo abriu as portas até para o reggae, a nossa ideia era espalhar para pessoas de todos os gostos, se ela ouvir reggae, vai ouvir as outras faixas da coletânea e com certeza vai encontrar alguma outra sonoridade que irá gostar e procurar conhecer, estamos com planos de lançar via soundcloud, youtube e bandcamp mas isto vai depender muito do decorrer da distribuição física. Já para o público, até o momento só será possível via sorteios na fanpage do blog ou em sorteios nas fanpages das bandas, por enquanto o foco é total nas mídias independentes e rádios, foi um projeto difícil de lançar, mas finalmente chegou e agora é trabalhar para divulgar para que se torne conhecida em todo o país e claro, não posso deixar de agradecer a todos os responsáveis por isso, primeiramente o braço direito na prensagem de todo o material o tecladista da In Soulitary, André Bortolai e a toda equipe do O SubSolo, Marcel Caldeira, Vinicius Albini-Saints, Endryll Hipolito, Éder Freitas, Hermes Gregorio, Daniel Russo, Thabata Solazzo, Jordana Aguiar, André Guilherme, Moa Alcantara, Beto Silver, Matheus Gusthavo, Ananda Martins, Karines Nunes e Fábio Reis

9 – Você tem alguma mensagem pros leitores, para finalizarmos a entrevista?

A minha mensagem é: Nunca desistam do que realmente querem fazer. Desenhem seus projetos em um bloquinho de notas, faça como eu, todo inicio de ano estimulo em um simples bloco no minimo vinte coisas diferentes para cumprir no ano, se conseguir metade delas, já está de bom tamanho. A Doctor Jimmy é a banda que sonhei em ter e logo estará marcada em minha pele, será minha próxima tatuagem. O SubSolo foi algo que almejava a anos e consegui lançar, é não ter pressa e saber a hora certa. Nunca desista, persista sempre!

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23 anos, bacharel em adm., santista de berço e camisa, varguista, ex promoter do Agosto Negro Produções e do Pirate Cover. Viciado em vícios e em música.

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