Maniacs Metal Meeting: Cobertura Fotógrafica e review

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Maniacs Metal Meeting

 

Mais um grande festival vem pra ficar em Santa Catarina.

O evento ocorreu nos dias 09/10/11 de dezembro, na tão conhecida Fazenda Evaristo em Rio Negrinho.

Desde o começo da divulgação, uma porcentagem do público desacreditou do evento, visto que o mesmo seria realizado no mesmo local do famoso e desastroso Zoombie Ritual. Mas a Cronos Entertainment deixou claro desde o começo que não tinha ligação nenhuma com o organizador do Zoombie. Sorte dos que foram e infelicidade dos que não acreditaram nesse fest que mostrou que tem tudo pra crescer cada vez mais.

Maniacs contou com 31 bandas em 3 dias de festival, somente com um line up de bandas do metal nacional, o que agradou demais o público. Dentre as atrações principais, contamos com Tuatha de Danann , Krisiun, Violator , Ratos de Porão, Hibria, Claustrofobia, Vulcano dentre outras bandas de excelente qualidade.

Chegamos na quinta-feira e encontramos os seguranças na portaria, super simpáticos e atenciosos, nos indicando o local de acampamento. Ao chegar lá, mais ou menos umas 80 pessoas estavam curtindo um som no carro e o bar foi aberto no que seria o restaurante nos outros dias. Barracas montadas esperávamos ansiosos pela sexta-feira e o início das bandas.

O tempo não colaborou em nenhum dos dias, mas isso não impediria o grande espetáculo que foi esse fest. Uma grande ideia foram as pulseiras com QR Code, sendo possível recarregar dinheiro para a compra de bebidas e alimentos, mas acabou se tornando um pesadelo, no momento em que só tínhamos um caixa para vender cerveja, formando uma fila imensa.

Dado inicio oficial ao primeiro dia de festival, já observamos a qualidade absurda do som e a agilidade da equipe técnica, que foi muito bem escolhida.

Som, luz, ambiente, tudo perfeito, sem contar que a Fazenda ajuda muito com a decoração.

Tuatha de Danann e Krisiun foram os shows mais esperados da sexta, e cumpriram muito bem com as expectativas, levando a galera ao delírio no primeiro dia.

Segundo dia se inicia da melhor forma possível, com um fanático por festivais gritando: “Abre o baaaar…Eu quero café com Brahmaaaa” a partir desse momento estava criado o bordão do evento.

Inicia-se as bandas e a expectativa só aumentava para o show do Hibria e logo depois Violator.

O pavilhão é invadido pela multidão quando se escuta os primeiros acordes do Hibria, a energia que a banda transmitia podia ser vista de todas as formas.

E o show mais esperado do sábado é iniciado, Violator com seu Thrash Metal Old School foi a melhor apresentação que pudemos ver nesse festival.

O domingo é iniciado adivinhem por quem? Por ele mesmo nosso amigo do “Abre o bar, eu quero café com Brahmaaa”.

As bandas tem início no começo da tarde e a galera aguardava ansiosa por Claustrofobia e Ratos de Porão.

Chuva deu uma trégua, mas voltou a cair depois.

Claustrofobia sobe ao palco e inicia os mosh pits no final da tarde de Domingo.

Por fim Ratos encerra o festival da melhor forma possível, como sempre impecáveis em seus shows.

 

Pontos positivos: Pulseira com QR Code, agilidade na troca de bandas e pontualidade.

Pontos negativos: Apenas um caixa para comprar cerveja, controle dos ingressos.

Resumindo, Maniacs veio pra ficar na cena do estado e do Brasil, aguardamos ansiosamente pela próxima edição.

 

 

SEXTA:

Poison Beer

A banda Curitibana trouxe o seu Thrash Metal aos palcos do Maniacs, fazendo a galera sacudir a cabeleira.

Tocando seus clássicos regados a muita cerveja e também mostrando os novos sons, podemos ver um grande show no festival.

Destaque fica para os “Moshs” que foram o aquecimento da sexta-feira.

 

Captain Cornelius

A banda que tocou na sexta-feira e mostrou aos fãs a sonoridade peculiar, com pitadas de Folk e Irish Punk.
Foi um show que animou demais o público com várias canções dançantes ao longo da noite.
Podemos dizer que a banda mostrou para que veio pela boa aceitação do público.

 

Empire of Souls

Um dos shows mais aguardados da noite, não deixou nada faltar. Com seu peso musical a banda mostrou muita técnica e ainda o cenário que deixou muitos espantados.

Destaque fica para a atriz crucificada no meio do palco, mostrando toda a essência das letras apresentadas. Show bem definido e cumprindo todos os requisitos.

 

Tuatha de Danann

Um dos shows mais esperados da sexta não deixou nada faltar.

Tocando seus clássicos o Tuatha conseguiu surpreender ao público, vista tamanha técnica utilizada na execução das canções.

Por se tratar de uma banda que teve uma parada, alguns bangers não conheciam. Mas após o show o que não faltou foram elogios.

Destaque fica para a música Tan pinga ra tan que com seu flauteado fez o fest se encher de fãs dançando a frente do palco.

Ficamos na expectativa de que a banda volte a terras catarinenses o mais breve possível.

 

Flesh Grinder

Banda de Joinville com seu Grindcore foi destruidor.

Apesar do rápido show, a banda mostrou aos seus fiéis fãs a podridão do som pesado e técnico.

Executou seus clássicos fazendo com que a galera fosse ao delírio pedindo mais.

Ficamos no aguardo do próximo show da banda para a podridão rolar solta novamente.

 

Krisiun

Os gaúchos eram os mais esperados da noite de sexta.

Tocando seus clássicos, o Krisiun rendeu vários moshs e lotou o pavilhão do fest.

Der forma impecável, a banda executou suas canções de maneira técnica e reta, como é a essência da banda.

Destaque fica para a homenagem feita para a Chapecoense, onde Alex Camargo se emociona ao microfone e exalta a importância da vida.

Show perfeito, sem nenhum erro, como já é de costume.

 

Red Razor

Banda de Floripa executou seu Thrash Metal da melhor maneira regado a muita cerveja.

Galera apoiou curtindo na frente do palco e fazendo os famosos Moshs.

O público gostou e pediu mais, mas como já havia estourado o tempo a banda não executou alguns sons.

Show técnico e bem tocado, o que a galera sempre pede e foi atendido.

 

SÁBADO:

Revocate

O trio mostrou seu Death Metal no sábado levando a galera ao delírio.

Com canções muito bem executadas, a banda não deixou nada faltar.

Foi uma apresentação muito técnica e levada na linha mais pura.

Lembrando que a banda é de Rio Negrinho, cidade do fest, onde teve muito apoio de seus fãs.

 

Tumulto

Comemorando seus 25 anos de estrada no melhor estilo, tocando para seus fiéis fãs no Festival.

Com a regravação do histórico “Tumulto” Split LP que foi lançado em 1991, à banda mostra que as letras estão exatamente de acordo com o cenário político atual.

Ouviu-se excelentes comentários do público que prestigiou o show, mostrando que a banda continua cada vez mais viva no cenário.

 

Anthares

O show da banda de São Paulo era um dos mais aguardados do sábado também.

Com seu Thrash Metal com letras em português, fizeram um show espetacular, com músicas clássicas até as mais recentes.

Como em todas as apresentações, Anthares executou perfeitamente o set list, levando o público ao delírio com direito a pedidos de BIS no final.

 

Doomsday Ceremony

 

Doomsday  pisa mais uma vez em solo catarinense.

Mostrando toda sua técnica e composições espetaculares, mais uma vez a banda não deixou nada a desejar.

Show que além de ser muito bem tocado, tem um visual muito marcante, tamanha a presença de palco de seus integrantes.

A banda Curitibana já é velha conhecida nos fests de Santa Catarina e sempre tem muitos fãs a frente do palco.

 

Híbria

A tão renomada banda gaúcha vem mais uma vez a Santa Catarina.

Com uma qualidade absurda, tocaram seus clássicos, empolgando a todos que estavam lá, inclusive acordando quem estava nas barracas.

Foi um show perfeito do começo ao fim, com músicos excelentes, sem nenhum erro.

O destaque fica para o vocalista Iuri Sanson, com sua presença de palco monstruosa, no melhor estilo “Bruce Dickinson”.

Um dos melhores shows do festival, com toda certeza.

 

Vulcano

Os pais do metal extremo do Brasil aterrissam mais uma vez em terras catarinenses.

Show simplesmente fantástico, com execução perfeita de todas as músicas.

Mesmo a banda sendo uma das mais antigas da cena, alguns novatos de festivais não conheciam o som. Tive a oportunidade de levar dois à frente do palco, mostrando a verdadeira essência do metal brasileiro.

Destaque fica para a música “Guerreiros de Satã”, onde se podia escutar do lado de fora o público cantando junto.

 

Violator

O show mais esperado do sábado com certeza, e mais polêmico.

Não consigo pensar em apenas um destaque no show…Então vamos lá.

Thrash Metal Old School de primeira qualidade, com temas da política e sociedade atual.

Não tem como descrever esse show, que foi simplesmente destruidor. Dentre as músicas ficou marcada a “Destined to Die” que me renderam um braço esfolado e um “galo” na testa depois de entrar no Mosh.

Não vamos esquecer também do vocalista Pedro Arcanjo que como em todo show fez seu discurso, sempre buscando a igualdade dentro da cena do Metal, recebendo apoios e desacordos do público, ele citou ser a favor das minorias, como movimentos LGBT, e que a banda sempre será contra a polícia, como pode ser visto no vídeo abaixo feito pela colunista do Cultura em peso Jéssica esteve cobrindo o festival, e  postou em seu canal do Youtube um video sobre o festival, onde pode ser percebido parte do discurso.

Ficamos ansiosos para o retorno mais breve possível da banda no Sul.

 

Steel Warrior

A banda mais Power Metal de Santa Catarina, pisa no palco do Maniacs.

Com um set list perfeito, a executaram os seus maiores clássicos, empolgando a galera que ainda permanecia dentro do pavilhão.

Destaque fica para a nova formação, com a entrada de Murilo Soares as canções ganham novamente o peso da segunda guitarra.

 

Cassandra

Encerrando os shows no sábado, a banda (dupla) com dois integrantes mostrou toda a sonoridade do que denominam Sludge, misturando elementos de Dark Ambience e Post-Metal, e o mais interessante de tudo, com letras em português.

Vi várias pessoas que haviam ido dormir, se levantarem apara curtir o som psicodélico que rolava madrugada adentro.

 

Domingo:

Silent Empire

A segunda banda do Domingo vem com seu repertório pesado, mostrando suas composições autorais do mais puro Death Metal.

Banda já está se tornando conhecida nos festivais de Santa Catarina.

O destaque negativo fica por conta das diversas falhas técnicas no baixo, que acarretaram várias interrupções fazendo com algumas pessoas deixassem o local, mas mesmo com dificuldades, finalizaram a apresentação.

Tirando esse detalhe a banda apresentou bem suas músicas fazendo a galera balançar a cabeleira.

 

 

 

Claustrofobia

Subiram ao palco na tarde de domingo  mostrando que o Brasil está sim muito bem servido de bandas.

Executando algumas músicas do novo disco Download Hatred e tocando seus clássicos, o Claustrofobia mostra que não perde a fórmula de agressividade em nenhum momento.

Show regado a vários Moshs, rendeu excelentes comentários após a apresentação.

 

Miasthenia

Show aguardado pelo público do Black Metal, por ser um dos maiores nomes não apenas da atualidade, mas da história do metal negro nacional. A banda fez uma apresentação excelente e com muita interação com o público. O trio não deixou nada faltar para os apreciadores do metal obscuro, com uma enegria negra perambulando pelo palco, a fazenda Evaristo viveu  a sintonia do black metal com profundezas em seu ar.

 

Ratos de Porão

Show muito esperado também no domingo, Ratos subiu ao palco e tocou na íntegra o Anarkophobia dentre outros clássicos.

Apesar do horário e do cansaço, a banda foi surpreendida com o público e o próprio João Gordo agradeceu a permanência da galera na frente do palco se quebrando nas músicas.

Como sempre um show bem executado e sem nenhum erro, demonstrando porque o RDP é uma banda que mantém fãns dentr de todas as alas do Underground, o grupo é praticamente uma obra completa dentro do hardcore e do metal.

 

A cobertura do evento foi realizada por:

Dino – Reviews

Jéssica Meira – Fotos

Confira fotos do festival:

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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