Krappulas: Banda é entrevistada

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Vocês são uma das bandas mais antigas do cenário psycho no Brasil, isso é uma responsabilidade maior, por ser uma referência sempre que se toca no tema?

Sem dúvida,  nós levamos a sério o rock e a cena psycho. Quando saímos de casa para tocar fazemos o melhor rock possível!  Selecionamos as músicas,  preparamos o show … enfim com a idade vem realmente essa responsabilidade maior de fazer valer a pena para a galera e para nós também.
A banda inicialmente cantava em português, e trocou o idioma oficial para composições ao inglês, qual o motivo?

Carreira internacional é claro!  Na verdade Psychobilly cantado em inglês fica mais musical, mais fácil de fechar as composições.  Tem bandas como o Ovos e o Kaes que fazem as suas composições em português e fica muito legal, mas nós fizemos alguns testes e para as nossas músicas em inglês ficou melhor.
Tantos anos em atividade, como vocês tem percebido a  trajetória da cena psychobilly no Brasil?

Essa é uma pergunta recorrente, achamos que a cena esta melhor. Antigamente havia um radicalismo, uma restrição, acho que estamos vivendo um momento em que a cena acolhe qualquer pessoa que goste de rock e que não venha criar treta. Afinal psychobilly, é rock e ficar colocando limites no rock é uma bobagem! No psychobilly é importante ter visual é importante base, tem que ter visual, tem que ter as referências certas, mas no fim das contas é a qualidade do som e das pessoas o que vale.

O sul é naturalmente um berço pro cenário psycho, há algum motivo especial pra região recepcionar melhor o estilo?

Realmente isso é um fato. Acho que em nenhum outro lugar do Brasil a cena Psychobilly foi tão longeva.  Especificamente o início do psycho curitibano tem haver com as bandas punk rock como Missionários, Paz Armada Beijo aa Força e Estupido Estupro, acho que eles foram os provocadores aí surgiu uma cena que produziu OS Cervejas, Playmobillies, Ovos Presley, os Krappulas…, mais tarde os Catalépticos… Mas no estado existe ainda Londrina que produziu Maniac Rockers, Crazy Horses, The Brow Vampire Cats, Frenetic Trio entre outras que se tornaram grandes. Apesar de termos mesmo muitas bandas que são referência no estilo  não nos esqueçamos da Bahia e do Rio que produziram os excelentes Dead Billies e Big Trep respectivamente e as bandas paulistas de psychobilly que sempre foram a nossa referência por aqui. O que é mais legal é ver bandas como Tampa de Caixão, CWBillies e Skulbillies tocando, compondo e fazendo discos e não deixando a chama apagar.
O Disco “Psychoworld “ teve ótima repercussão na carreira da banda. O grupo esperava um feedback tão bom assim?

Foi muito legal a repercussão desse  disco,  até fora da cena psycho teve criticas positivas e gente falando que esse foi o nosso melhor trabalho. Acho que a palavra é parceria. Esse disco demorou muito tempo para sair, fizemos todo o processo no Gramophone que é um dos melhores estúdios de Curitiba.   Nós conseguimos gravar e regravar as músicas e tivemos uma produção muito caprichada feita pelos  nossos amigos Álvaro, Vlad, Neri, Wallace, Ernest, Rogério Sabatella, Luiz etc… foi uma irmandade. Mas para responder a pergunta, a repercussão foi muito maior do que a gente previa.
Jogo rápido:

4 bandas nacionais: Ovos Presley, Sick Sick Sinners, The Mullet Monster Mafia e The Brow Vampire Cats
4 bandas internacionais: The Meteors, Batmobile, Motorhead e The Cramps
Krappulas: Uma vida a serviço do psycho.
Curitiba: É rock, o resto é bobagem!
Psychobilly: Uma das melhores coisas que esse mundo desgraçado criou!
1 cd: Sewertime Blues – The Meteors ,1986 – Divisor de águas.
1 livro:  Pode ser um HQ? Cavaleiro das Trevas do Frank Miller.
Uma frase: Tem uma que resume bem toda a coisa.
“Muitas vezes nos pegamos imaginando como é tênue a linha que separa o que fazemos de estarmos presos. Rock’n’roll é a melhor maneira de freaks como nós encontrarem um objetivo na vida. Não sermos pegos – essa é nossa única ambição.” Lux Interior.

2017 esta só começando, e vocês são uma das atrações no Psycho Carnival, oque o público pode esperar de vocês no show?

Insanidade, piadas sem graça e um show de rock de deixar o Diabo orgulhoso!

Quais são os planos da banda para o decorrer do ano?

O nosso objetivo esse ano é terminar o disco novo. As músicas estão quase todas prontas algumas inclusive tocaremos no show. E se com o Psychoworld subimos um patamar aguardem Hell Sent Us Back, vocês ficarão surpresos!

Contatos:
Facebook – Krappulas

Mensagem final:

Esse será o melhor Psycho Carnival de todos os tempos, aproveitem até morrer! Na quarta feira vcs ressuscitam nós garantimos!

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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