Resenha Cabeça Boa – Tubarão

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Chegamos a segunda edição do Cabeça Boa Rock Festival, com boas impressões deixadas pela primeira edição, a única mudança significativa foi que dessa vez foi a noite e não tivemos a famosa (e deliciosa) costela de chão como na primeira edição, mas em questão de sonoridade não deixou a desejar em nenhum instante.

As bandas confirmadas foram: Norium, Profasia, Texas Funeral, Red Diamond, Triade, Sliver e a surreal, Maquinários. Como ideologia do Cultura em Peso, não postamos sobre bandas que não desenvolvem suas músicas autorais, pedimos desculpas a Norium (que cancelou sua apresntação), Sliver e Red Diamond, apesar de serem grandes bandas, aguardamos suas composições ansiosamente.

Então vamos lá. A primeira banda autoral a subir no palco foram as garotas do Profasia, antiga Rock Roach de Florianópolis/SC, mudaram seu nome recentemente, mas a sonoridade continua o mesmo Punk intenso de sempre. Conseguiram agitar um publico que aparentava estar morno, logo os primeiros moshs vieram a tona e a galera começou a se divertir. A única parte do show que deu uma esfriada foi na hora de colocar uma introdução pelo celular no meio do show, que teve alguns pequenos erros técnicos e a galera ficou “forever alone”, fora isso, tivemos até gritos de “Fora Temer”.

Logo após as garotas, vieram os donos da festa, o Texas Funeral com nova formação. Não adianta, o Texas pode mudar mil vezes de formação, mas enquanto André Duarte seguir no comando, os caras sempre vão ter aquela característica “bêbada” que o Rock ‘n Roll vem perdendo, letras sobre bebidas, mulheres e noitadas, hoje em dia está muito “meu amor me deixou” e as raízes do Rock ‘n Roll vem sendo mantido por bandas clássicas como o Texas Funeral. O destaque foi o novo baterista, Fabricio Wronski (Shubaka) que além de dar uma aula no vocal da Deadnation, agora assume as baquetas do então, quarteto do Texas.

Então veio o Maquinários e todos aguardam ansiosamente, os caras dando uma aula de humildade, de presença de palco e de como tocar guitarra, baixo e bateria, e claro, Watson Silva deu uma aula de vocal para todos nós. Em fase final da divulgação do seu último disco, eles deixam claro que no ano que vem se tudo der certo, entram em estúdio para dar inicio as novas gravações do vindouro disco. Fiquei encantado como a banda tem facilidade de mesclar o Hard Rock, Heavy Metal e o Stoner Metal, tudo cantando em Português, com exceção de alguns covers. O encanto e magia depositado em cada riff, cada groove cada toque, foi singelo para eles que ali estavam no palco, mas surreal para nós que acompanhavamos de fora. Foi algo a se guardar, um momento que impossivelmente sairá da minha mente, hoje, escuto Maquinários com outros ouvidos, ouvidos estes de um novo fã.

E encerrando a noite, os Punkers da Triade, antiga Triade Sonora, subiram ao palco. Banda tubaroense, que mais uma vez sobe ao palco do Congas. Em formato de quarteto recentemente, divulgando o disco “Dias Raros” com influências de Face to Face, NOFX, Millencolin, só que tudo isso cantando em Português. Os caras vem fazendo bons shows por onde passam, a explosão no palco é algo magistral, Pedro Victor que é novo guitarrista trouxe raízes do Hard Rock para as bases da banda, dando mais peso e corpo as músicas dos caras, sem falar nas vozes de apoio que o mesmo coopera. Uma banda pronta para alcançar outros patamares.

Em conclusão, o festival foi muito bom, as trocas das bandas muito rápidas e sem frescura. O ponto negativo foi a demora para o responsável pela alimentação do local aparecer, o festival começou as 16hs em ponto e o cara só surgiu no lugar as 19:30hs aproximadamente. Mas valeu a pena esperar, pizza muito boa e calzones deliciosos. A bebida como sempre bem gelada e o Congas muito receptivo, com os percursores Wilson Will e Peter Miranda. Aguardamos a terceira edição!

 

Resenha: Maykon Santos Kjellin (Blog O Subsolo)

Fotos: Leticia Piazza

Fotos do evento

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Cremo é idealizador e fundador do Cultura em Peso, Asatrú, amante incondicional da fotografia e da cena underground, na qual vive intensamente há 16 anos. Formado em Redes para Computadores, é ex-vocalista das bandas La Tormenta (Grind) e Dead Bush (Punk), ambas de Minas Gerais. Ouve de Punk Rock a Metal Extremo, tendo como principais bandas na sua playlist Ratos de Porão, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Circulo Activo, Amon Amarth, Elluvetie e Lacerated and Carbonized. Literalmente um Viking que não marca território: o mundo é sua morada. Lê constantemente sobre política, religião, história das guerras e a autodestruição humana que não aprendeu até hoje a viver com as diferenças. Some com a cena ou suma dela mesmo, agora!

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