Cobertura MANIACS METAL MEETING 2017

Depois de esperarmos ansiosamente durante um ano inteiro a segunda edição do MANIACS METAL MEETING, finalmente chega o dia em que a galera da roupa preta se reúne para curtir três dias (quatro para os que chegaram na quinta-feira, hehe) de amizade, acampamento, natureza e claro, muito METAAAAAAAL (leia METAL com gutural pra ficar mais tr00).

Tão bom poder rever os amigos e fazer tantos outros novos. Poder assistir ao vivo aquelas bandas que você ouve no último volume em seu quarto (os vizinhos adoram...kkk). Maravilhoso é estar em contato direto com a natureza, fazer trilha e no final se deparar com uma belíssima cachoeira. Aproveitar o lago para dar uma refrescada, o pedalinho... Enfim, são inúmeras as coisas que se pode fazer na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho-SC.

    Esse ano, todos os shows (menos o do Gorgoroth, pois os mesmos não quiseram...) foram chamados pelo grande e querido mestre de cerimônia WILLBA DISSIDENTE. Ele que veio lá de Varginha-MG para apresentar e também prestigiar o evento.

    Os primeiros trabalhos ficaram à cargo da banda TRESSULTOR. Banda de thrash metal de São Bento do Sul-SC, que tocou seu som autoral cantado em português, começando com Ateu, Mande À Merda, Juarez, Ministério da Enganação, Missão Cumprida, Deliciosas Empadinhas de Dona Isabel, Direção Ofensiva, Epidemia e ainda mandaram um cover de Ranning Blood para a galera que curte um Slayer.

    TANDRA veio na sequência com um set curto, porém muito animado. Trazendo um folk com flauta, acordeón e mais o peso do metal. Tocaram Thunders Calling, Time and Eternity e também aproveitaram para lançar seu primeiro single, que, por sinal, tem um nome bem sugestivo para o evento... OPEN THE BAR (Hehehe, cadê os entendedores?). A galera curtiu muito o som.

Em seguida subiu no palco a banda de heavy metal de São Paulo, VÁLVERA. Tocaram duas músicas do primeiro álbum “Cidade em Caos” e cinco do novo disco “Back To Hell”. A sequência do set foi a seguinte: Extinção, The Skies Are Falling, The King Of Despair, Demons Of War, Gates Of Hell, Cidade Em Caos e finalizando com Back To Hell.

    Chega a vez da GENOCÍDIO entrar em cena. Eles que vieram de São Paulo trazendo death metal para o público. Tocaram músicas do disco recentemente lançado, o “Under Heaven None” e também dos álbuns anteriores... já que a banda tem uma bagagem que se iniciou lá pelos anos 80... além de um cover do Motorhead e outro do Sarcófago. Iniciaram o show com Requiescat In Pace, Under Heaven None, Uproar, Numbness Sunshine, Encephalic Disturbance, Settimia, Metropolis (MOTORHEAD), Cloister, Rebellion, You’re All Sick, Black Vomit (SARCÓFAGO), The Grave, Kill Brazil e The Clan.

     A horda LUXÚRIA DE LILLITH veio lá de Goiânia trazendo um black metal todo cantado em português. Iniciou o show com uma música da demo Rehearsal que leva o mesmo nome da banda: Luxúria de Lillith, seguindo com Desejos Infames, A Testemunha do Mal, Profanos Beijos de Sangue, Nasciturus, A Volúpia Infernal, O Beijo de Mircalla, Templo de Satã, Nosferatos, Perpétua Escuridão, Desolados na Escura Floresta, O Sarau dos Vampiros e, para finalizar o show, tivemos a honra de ver a participação surpresa do mago negro da MYRKGAND, Dmitry Luna, cantando Da Morte Para Todo Fim.

    Após o black de Lúxuria, começou toda uma distorção de sludge trazida pelo duo CASSANDRA, de Curitiba-PR, que conta com Karina Dálessandre na bateria e Daniel Silveira no vocal e no baixo. Tocando pela segunda vez no festival, executaram a Previsão 1, Previsão 5 e a Previsão 8 do álbum Antumbra (2015), com as letras cantadas em português.

    Seguindo nessa onda de distorções, com uma pegada de stoner, doom e mais uma dose de psicodelia, sobe no palco para encerar a sequência de shows da noite a banda RUÍNAS DE SADE, de Brusque-SC. Tocaram Cadáver da Terra, Funeral do Sol e enceraram a noite com a Herbonaut.

    Segundo dia de festival e a galera acorda ainda sentindo a vibe louca do festival e, nada melhor do que começar ouvindo um bom rock n’roll com o quarteto feminino FEARLESS WOMAN. m/ Elas que são de Curitiba-PR e tem um set todo cantado em português. Abriram o show com a música Cigano, em seguida tocaram Fearless Woman, Volúpia, Na Estrada, Contra o Tempo, Vapores e pra finalizar, mandaram a Medo e Destruíção.

    Logo depois sobe no palco a banda de thrash metal e crossover de Cascavel-PR, TOXIC REVOLUTION. Começaram o show com End of The World, Under Attack, Post War, Don’t Ask Just Do. Mandaram também a instrumental Toxic Weapons, Money In Their Pockets, Assassin, Against The Rules e finalizaram com Predominance Of Hate.

    Ainda no ritmo do thrash, entra em cena a banda que iniciou suas atividades lá em Salvador-BA e atualmente segue seu trabalho em Curitiba-PR, a MERCY KILLING. Tocaram músicas do seu disco lançado em 2015, o Euthanasia, iniciando com a música que dá nome ao álbum, seguindo com Ghost Of Perdition, Toxic Death, Down The Power, Dominant Class, R.I.S., Under The Acid Rain, The Thrasher, Satisfaction Of The Flesh, Redress, Splatterhead, Living In My Madness, Born To Kill e Life. Também fizeram uma pequena homenagem à Cherry, guitarrista da banda Nervochaos, que infelizmente acabou falecendo uma semana antes do evento.

    Para animar a galera, subiu no palco a banda de folk metal de Guarapuava-PR, FUTHARK. Começaram com o sigle When The Trolls Leave The Stones, gravado em 2015, Land Of Freedom (de 2016), The Mad King, Thousandfold (Eluveitie), Inis Mona (Eluveitie), Winds Of Fate gravado em 2014, seguido pelo primeiro single da banda, também gravado em 2014, em que a galera cantou junto “In The Forest”. A banda ainda tocou Trollhammaren (Finntroll) e Vodka (Korpiklaani).

    Quando SURRA entra em cena, o público já sabe o que os espera... Com letras em português que são um verdadeiro esporro na cara da sociedade, a banda de Hardcore/Crossover de Santos-SP já manda logo Arquitetos da Desgraça pra instigar a galera. Logo depois vem Cubathrash, Xerifão, Peso Morto, Merenda, Xquema, Tamo Na Merda, Embalado Pra Vender, Tô Fora Dessa Merda, Fim da Festa, Não Escolha, Povo Feito de Imbecil, 30kg de Merda, Não Tem Boi e Ditadura. O mosh estava nervoso e sobrou até para a grade de segurança, que frequentemente era empurrada.

     Já pra quem gosta de um som mais medieval, pôde curtir o belíssimo som de gaita de fole e percussão do grupo JORNADA ANCESTRAL, de Curitiba-PR, que também fez uma bonita apresentação no lado de fora do pavilhão para reviver um pouco da cultura dos povos antigos.

     E pra quem gosta de um som mais pesado, teve a banda de Death Metal DIVISION HELL, de Curitiba-PR. O set iniciou com Army Of The Dead, Pray & Cry (do álbum Apokaliptika), World Khaos, Bleeding Hate, Waiting For The Exact Time, um belíssimo solo do guitarrista Renato Rieche e, pra finalizar, The Fable Of Salvation.

Conforme vai anoitecendo, o metal vai ganhando mais peso ainda e sai do Death para o Black. Com corpse paint, a banda BLACKMASS, de Cascavel-PR subiu no palco e executou músicas do álbum Nemesis (2007) e também uma música do Gloria Diaboli (2005). O setlist seguiu assim: Wondrous Hell’s Flames, Diavolul, Nemesis, Phamtons, Long Knives Rain, Gloria Diaboli, e para encerrar, Torve Morte.

    Ainda enlutada pelo falecimento da guitarrista Cherry, que pegou à todos de surpresa uma semana antes do evento, a NERVOCHAOS entra em cena para honrar a memória da ex companheira de banda. O show foi dedicado à ela, que foi também aplaudida pelo público. O set seguiu assim: Infernal Words, Shadows of Destruction, Ad Maiorem Satanae Glorian, The Urdge To Feel Pain, Moloch Rise, For Passion Not Fashion, From Below Not Above, Devils Work, Total Satan, Pazuzu Is Here e Pure Hemp.

    Logo em seguida sobe no palco a banda de Heavy Metal de Brasília, DARK AVENGER. Iniciaram o show com The Beloved Bones, seguindo com Smile Back To Me, King For A Moment, Parasite, Unleash Hell, Purple Letter, Morgana, Rebellion e finalizaram com a Dark Avenger. A banda está, sem dúvidas, entre os grandes nomes do cenário nacional. Porém, quem foi ao evento e viu o show incrível do Dark Avenger, jamais imaginaria que dias depois o vocalista Mário Linhares faleceria... Mais uma triste notícia que pegou o metal nacional de surpresa. :/

    Logo após o show do Dark, a pista se transforma em um grande terreiro para receber a banda de Saravá Metal do RJ, GANGRENA GASOSA. Incrível como baixou o santo na galera e fez ninguém ficar parado. Tocaram alguns dos seus maiores sucessos e também algumas músicas do disco novo, tais como: Ponto de Abertura, Se Deus É 10 Satanás É 666, Black Velho, Carnossauro Diet, Hardcore Gangrena DFC, Gente Ruim Só Manda Lembrança Pra Quem Não Presta, Surf Iemanjá, Encosto, Eu Não Entendi Matrix, O Saci, Exu Noise Terror, Matou A Galinha E Foi Ao Cinema, Exu Afirma Seu Ponto, Headbanger Voice, Fiscal De Cu, Benzer Até Morrer, Despacho From Hell, Centro do Picapau Amarelo, Chuta Que É Macumba e pra encerrar, A Supervia Deseja À Todos Uma Boa Viagem.

    Algo incrível aconteceu fora do pavilhão de shows... um espetáculo circense apresentado pelo grupo catarinense FALAK’S, que fez uma apresentação inédita preparada exclusivamente para o Maniacs 2017, com direito à lindas danças àrabes, muita pirofagia e com direito à uma super fogueira.

    Sobre o show do Gorgoroth, pra quem gosta dos gringos, espero que tenha curtido. Só deixo aqui o repúdio que tenho contra pessoas ignorantes que não sabem dialogar e partem logo para agressão e também deixo minha opinião sobre exigências não acordadas antes de fechar contrato, que se quiserem exigir mais alguma coisa encima da hora do show, a banda que corra atrás para providenciar e não encha o saco dos organizadores. “#pas”

    A banda SYMPHONY DRACONIS, uma das grandes bandas de Black Metal do sul do Brasil, veio de Porto Alegre-RS trazendo músicas do álbum Supreme Art Of Renunciation (2013), além do novo single No Emerald To Follow. O setlist seguiu assim: Supreme Art Of Renunciation, Eris Aeon, Demoniac By A Divine Power, No Emerald To Follow, Transcending The Ways Of Slavery finalizaram o show com Ain Soph Aur.

    Trazendo um pouco de Doom Metal e com uma pegada de Death para o evento, a banda DYING SUFFOCATION, de Pato Branco-PR, fez um excelente show. Sendo uma das últimas bandas à se apresentar, executaram músicas do álbum In the Darkness of the Lost Forest (2017), como Sacrificed Souls, When I Die, Death Bed, In Search Of Salvation, Tears Falling e encerraram o show com o single Suffocated, também lançado em 2017.

    Já no final da noite, ou melhor, da madrugada de domingo, para encerrar mais um dia de festival, entra em cena a banda de Thrash/Death Metal de São José dos Campos-SP, CHAOS SYNOPSIS, tocando músicas do novo álbum e também dos álbuns anteriores, como: Rasing Hell, Zodiac, Sarcastic Devotion, Chaos Synopsis, Son Of Light e, pra finalizar, Spiritual Cancer.

    A domingueira chega e a galera, já um tanto exausta, continua aproveitando o evento como verdadeiros maníacos por metal. E pra não deixar a deprê tomar conta, nada melhor do que um Death metal bem brutal pra abrir os shows de domingo. A HORROR CHAMBER, de Canoas-RS, ficou encarregada de chamar o pessoal de volta pro salão e dar continuidade ao baile pesado. Sendo mais um show da Eternal Torment Tour 2017, a Horror Chamber tocou Eternal Torment, Work Slave, Believe In The Faith, Rise Of The Dead e Dawn Of Madness.

    Logo em seguida subiu no palco a banda HAGBARD, que veio lá de Juiz de Fora-MG, trazendo mais Folk Metal para o Maniacs. Sendo sua segunda passagem pelo sul do país, a banda animou a galera com Never Call the Sage to Drink in Your Name, Cursed Dwarf, Relic of the Damned, War For the Dawn, Iron Fleet Commander e também a Warriors Legacy.

    Depois chega a vez da catarinense KHROPHUS trazer um dos últimos shows da Spreading the Madness Tour. Banda de Death Metal da cidade de São José, a Khrophus mostrou para o que veio e agitou o público com Smoke Screen, Master of Shadows, Dead Face, Lost Iniciations, Testimony of Illusion, Statues, Interposition, Quimeras, Harvest, Spirits e The Healer.

Com uma combinação de Synphonic Blackened com Death Metal, a banda argentina MORTUORIAL ECLIPSE faz um incrível show no palco do Maniacs. Tocando Orion’s Progeny, Ophis Mertys, Advent of a Sinister Omen, Ruin Empire, Secrets of the Revenant, Arcane Legacy of Astral Numina, e ainda teve a participação do grupo FALAK’S nas músicas At the Gates Oof the Marduk’s Shrine e Brotherhood of the Serpent. O show fez parte da tour Return To Pandemonium.

    Em seguida, a banda DESDOMINUS entra em cena para dar continuidade à música extrema no evento. Death Metal de Americana-SP, a Desdominus executou Certo e Convicto, Erase the God Within, Opposition Warrior, A Queda dos Ídolos, False Creator’s Creator, Uncreation e, com a participação do Lauro da Nervochaos, a banda encerra o show com Supremacia Underground.

    O MALEFACTOR veio lá de Salvador - BA e fez um show de Death excelente. Depois da intro, mandaram Counting the Corpses, Necrolust in Thulsa Abbey, Sodom and Gomorrah, Elizabathory e por último Barbarian Wrath. Sem dúvidas, é uma banda com nome de peso no cenário underground nacional.

    Saindo um pouco do Death e migrando para o Heavy Metal, entra em cena o grande DAVID SHANKLE, ao lado da banda argentina FEANOR. No show executaram músicas do álbum The Triumph of Steel, da clássica banda norte americana MANOWAR. Foi um show memorável, e ainda pudemos contar com a enorme simpatia de David, que interagiu o tempo todo com o público.

    E, pra encerrar o evento da melhor maneira, nada melhor que curtir um KRISIUN, que veio fechar o fim de semana com “chave de death”. Pela segunda vez no evento, os três irmãos fizeram um show que não deixou a galera parada. Mesmo depois de três dias de muita quebraceira, os headbangers ainda tinham corpo pra entrar na roda. Tocaram Kings of Killing, Combustion Inferno, Ravager, Vengeance’s Revelation, Descending Abomination, Bloodcraft, Hatred Inherit, Hunter of Souls e Ways of Barbarism. O vocalista Alex também dedicou algumas palavras em homenagem para a amiga Cherry e mandaram aquele Ace of Spades do Motorhead. Que saudade do Lemmy que bateu naquele momento também... Depois a banda ainda tocou Black Force Domain para encerrar oficialmente o MMM 2017.

    Bom, o som acabou, mas a bebedeira continuava por mais algumas horas, assim como a interação entre novos e velhos amigos. Infelizmente a despedida é inevitável nos festivais, porém isso é só mais um até breve. Pois quem vai uma vez, vicia e já planeja para ir no próximo... E essa foi a segunda edição do MANIACS METAL MEETING, que venha a terceira, quarta, quinta... e que a cena underground cresça cada vez mais no Brasil. Agradeço os amigos de sempre pelo fim de semana incrível e também os novos, florzinha da gratidão também ao CULTURA EM PESO, à fotógrafa do CEP Manuela Pelegrinello, aos organizadores do evento pela oportunidade e ao grande Clinger do Heavy Metal Online pelo apoio à imprensa, assim como aos demais colegas de outras mídias. Tamo junto e OBRIGADA VOCÊS!!! m/

 

 

https://www.facebook.com/ManiacsMetalMeeting/

https://www.facebook.com/events/1966499936954379/

https://www.facebook.com/Culturaempeso/

 

 

Fotos do evento:

Comentários

comentários

Matérias relacionadas