Dores imprescindíveis

Dores imprescindíveis

          Dores Imprescindíveis Siga meus pés… Que descalços atravessam a rua desolada de emoções. Levarei você até os limites de minhas mãos, Meus passos ensanguentados de solidão Banhados da tua ausência, Denunciam as falhas em nossas memórias, Pois meu corpo não tem segredos como os teus… Este é o ponto final! Foi exatamente aqui que tudo começou. Agora a sombra de nossos erros Acolherá o que eu sou Por uma geração inteira… Não que seja suficiente, Mas é que conscientemente Eu preciso dessa dor de quase…

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Até que o cinza tomasse o laranja

Até que o cinza tomasse o laranja

  Existem tormentas sem solução, mas em todos os seus sinônimos há avisos e anunciação.   O laranja foi cobrindo os meus olhos Ate onde minha ilusão alcançava O canto esquerdo dos meus lábios sorrira, No mesmo instante em que o direito chorava. Foram minutos de vislumbre Até que o cinza tomasse o laranja E todo o meu semblante tomado por dor Lamentasse a cadavérica nuvem que tomava o céu para si. Os pássaros ruiam um Si maior E as arvores assuviavam um desespero em Dó, Bati meus pés no…

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Cataclismo

Cataclismo

    O animo desistiu do suspiro que lhe mantinha proeminente. Acizentava-se o lívido que tomava o páramo Que tivera outrora  sido cerúleo… Ouviu-se estrilos estralados e eivados Palpebras encarnadas e tomadas de uma fúria colossal Findava-se o teor de um transcurso penoso Sofrido, lamentado, custoso de velar. Não convinha na pena a tinta, pois fez-se então Sangrar folhas de chancelas ranhidas Por essencias imperiosas. Fez-se ruir o arvoredo num cantico melífluo E as camirangas sobrepostas aos batéis Despediam-se as crias dos generantes Desonravam soldados, tais comandantes norteados Por uma…

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Por vezes sou o espelho do diabo

Por vezes sou o espelho do diabo

Talhada de plangor sentei-me junto ao tabuleiro Servi-me de chá insípido e álgido, beirava agosto Bem assim, sem gosto Era eu. Considerava minha silhueta branda, tremendo Refletida na parede de cimento suja Embora minha sobriedade ruja O vinho calava-me a boca O silencio era vital A conciencia me gritava Ali eu mesma estava Decidindo se dormia. Tomei nas mãos o sono Com um gole amargo de dissabor Insatisfeita pelas marcas em meu pudor Empunhei o artifício de metal Um disparo foi o que me permiti contar Depois o que eu…

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Consciência

Consciência

  Estou paralisada da dor e pensei que… Este sangue nem fosse meu. Envenenei meus lábios com todo verbo que colhi, Mas tuas raízes moviam-se agonizando as feridas… Aquelas que ainda não cicatrizamos. Por vezes apeou de mim, Como desespero de quem quer findar E eu tão tola! Cerzi tu dentro de mim muitas vezes mais. Se possível fosse, Gerar de tal altura o remorso … Porém, tal demasia me era necromancia! O medo me deteve por segundos Beirando o precipício de meu ego ser, Arrancaste a ti de mim…

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