Por vezes sou o espelho do diabo

Por vezes sou o espelho do diabo

Talhada de plangor sentei-me junto ao tabuleiro Servi-me de chá insípido e álgido, beirava agosto Bem assim, sem gosto Era eu. Considerava minha silhueta branda, tremendo Refletida na parede de cimento suja Embora minha sobriedade ruja O vinho calava-me a boca O silencio era vital A conciencia me gritava Ali eu mesma estava Decidindo se dormia. Tomei nas mãos o sono Com um gole amargo de dissabor Insatisfeita pelas marcas em meu pudor Empunhei o artifício de metal Um disparo foi o que me permiti contar Depois o que eu…

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